E agora, quem assume responsabilidades?

Estação

Foto@Blogue JSD Trofa

Corria o ano de 2011, e a JSD Trofa fazia eco da necessidade da casa-mãe de relembrar aos trofenses que a obra da nova estação era uma obra social-democrata. É sempre interessante quando nos apresentam uma obra como sendo um grande feito de um determinado partido no poder quando esse é precisamente o trabalho de quem se coloca na posição de, pelo menos em campanha, servir uma comunidade. É o clássico “a obra é nossa“. Uns ficam-se pelas imagens na internet, outros preferem gastar centenas de euros em cartazes para dizer que estão a trabalhar. Prioridades.

Mas, se a obra é efectivamente social-democrata, será que assumem igualmente os eventuais lados negros da mesma? É que existe um semáforo (vários semáforos aliás) mesmo em frente à obra que é do PSD Trofa, que durante semanas, talvez meses, esteve sem funcionar. Esse semáforo, bem vistas as coisas, integra a grande obra do PSD Trofa já que a construção de toda aquela avenida que passa na estação fez parte da mesma obra. E se esse semáforo estivesse a funcionar, talvez não se tivesse dado o aparatoso acidente que no passado dia 6 roubou a vida a um jovem trofense.

Claro que, sejamos racionais, nem a obra é do PSD Trofa nem o acidente tem nada a ver com o partido laranja. Mas a supervisão dos equipamentos públicos, o que inclui os semáforos daquela avenida, são responsabilidade dos dirigentes políticos do concelho. Confesso que tenho hoje alguma dificuldade em perceber se a responsabilidade pela manutenção dos semáforos é da Câmara Municipal ou da Junta da União de Freguesias de Bougado. Mas uma destas entidades tem responsabilidades no desfecho da fatídica noite. E, segundo pude apurar junto de alguns moradores da zona, os semáforos voltaram magicamente a funcionar nos dias que se seguiram à desgraça. Foi preciso chegarmos a este ponto para que alguém se dignasse a resolver aquele problema. Resta saber quem assumirá agora as devidas responsabilidades pelo sucedido. Será que o farão com a mesma celeridade e ligeireza com que assumem a “paternidade” das grandes obras do concelho?

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P.S. Uma dúvida que me assalta: Não teria sido melhor ideia construir uma rotunda ao invés de encher o cruzamento de semáforos? Fica a questão para reflexão dos proprietários espirituais da obra.

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