Embaixadorias e o investimento privado

Embaixadorias

Foto@Facebook Câmara Municipal da Trofa

Inserido num périplo de 2 dias que passou também por Braga e Vila Nova de Famalicão, a Trofa recebeu no passado dia 27 a visita do embaixador de Itália, Renato Varriale, e do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Luís Campos Ferreira. A iniciativa Embaixadorias procura, nas palavras de Luís Campos Ferreira â TrofaTV:

Reunir um conjunto de oportunidades para, nas diversas áreas, na cultura, na economia, naquilo que é a relação inter-municípios, se poderem desenvolver a aprofundar relações. O fim é os senhores embaixadores poderem conhecer melhor o chão deste país que é Portugal e que é um país hoje muito moderno, muito competitivo, e por isso muito interessante para os países com quem temos relações.

Apesar de algumas reservas no que à propaganda governamental diz respeito, e que do discurso do Secretário de Estado destaco a ideia de um país moderno e competitivo, a ideia de trazer os embaixadores de outros países a visitar o Portugal além-Lisboa para desenvolver e aprofundar relações e oportunidades parece-me um óptimo princípio. No nosso caso, e face aos números do desemprego, principalmente entre os jovens, a necessidade de promover o investimento privado como motor de desenvolvimento do concelho é um imperativo para um executivo que referiu, por diversas vezes, a necessidade de o atrair mas que até agora não foi muito bem sucedido nessa missão.

Na Trofa, a comitiva onde o executivo esteve representado em peso passou pelas instalações da CMT, pela gigante e icónica BIAL, pela recém-chegada ODLO, liderada pelo mandatário da coligação Unidos pela Trofa nas últimas autárquicas e presidente da Conferência Vicentina de São Martinho de Bougado Júlio Paiva, almoçou no incontornável Flor do Ave e terminou na Casa da Cultura, onde pôde assistir a uma actuação dos Meninos Cantores da Trofa.

Fica apenas a faltar a materialização do necessário investimento, que até agora, considerando o mandato do actual executivo, se resumiu à mudança da ODLO da Maia para a Trofa. O que a julgar pelas ligações entre a sua administração e o executivo camarário não deve ter representado uma negociação particularmente difícil. Para além de que, no capítulo do emprego, e a menos que na mudança se tenham despedido funcionárias da unidade da Maia, não há-de ter gerado grande coisa. Os “tempos áureos de mudança“, tal como o investimento privado, teimam em não chegar ao local por onde o futuro passa.

*****

P.S. A determinada altura, e segundo a edição de papel do Correio da Trofa, Luís Campos Ferreira terá afirmado “É desta forma que a economia funciona e não é fazendo um mapa de Excel no computador“. Gostei da tacada em Vítor Gaspar mas fiquei com a sensação que o secretário de Estado não conhece lá muito bem a realidade das empresas e o papel central de uma ferramenta como o Excel na gestão e análise das mais variadas variáveis da vida quotidiana das empresas modernas.

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