Festrofa: dois pesos, duas medidas?

Festrofa

Foto@TrofaTV

No último fim-de-semana da Março, teve lugar no nosso concelho mais um evento dedicado ao cinema, desta feita organizado pelo CineClube da Trofa. Entre 25 e 29 de Março, o Festrofa ofereceu à população da Trofa um interessante cartaz que contou com exibições de filmes na língua de Camões, workshops, debates e a presença de ilustres representantes da 7º arte como o Ricardo Carriço, o crítico de cinema Rui Tendinha ou o ícone da representação Ruy de Carvalho, ilustre e incontornável homem do teatro, do cinema e da televisão.

Entusiasta que sou, fico sempre muito satisfeito de ver estas iniciativas na minha terra. Infelizmente, e em linha com que já me tinha acontecido por altura do CineTrofa, evento no qual apenas pude marcar presença para a sessão na Casa da Cultura onde foi exibido a adaptação para cinema do clássico “O amor nos tempos de cólera” de Gabriel García Márquez, também desta vez me fiquei apenas por um filme, neste caso “Capitães de Abril“, que foi exibido no Clube Slotcar da Trofa, um dos vários locais por onde o Festrofa andou.

Pelo que me fui apercebendo, e um pouco à semelhança daquilo que aconteceu com o CineTrofa, também no Festrofa a mobilização dos trofenses ficou um pouco aquém do esperado, o que é verdadeiramente uma pena. Mas o que me intrigou verdadeiramente foi o facto de, à semelhança daquilo que aconteceu com o CineTrofa, a sessão de encerramento do Festrofa não ter contado com a presença de tantos notáveis como aconteceu com o certame organizado pela Câmara Municipal da Trofa. E intriga-me porque esta sessão de encerramento contou com nada mais nada menos que Ruy de Carvalho, uma das lendas vivas da representação portuguesa, e as mais altas figuras do concelho não marcaram presença nesta cerimónia. Nem o autarca em funções, nem o seu vice-presidente ou tão pouco o vereador da Cultura. O único representante da autarquia, como se pode ver na fotografia, foi Artur Costa, Chefe da Divisão de Desporto Juventude e Cultura.

Acredito que as agendas possam estar até bastante ocupadas, mas teria sido de muito bom tom ter a autarquia representada ao mais alto nível, de forma a fazer jus à presença de tão distinto embaixador da cultura nacional como é Ruy de Carvalho. A própria ausência da enchente de personalidades afectas à coligação, à imagem do que aconteceu com o CineTrofa, é de estranhar. Será que Ruy de Carvalho tem défice de orgulho trofense? Ou haverá aqui algum conflito que nos ultrapassa?

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