Uma fábula com 5 mentiras por Fernando Moreira de Sá

Editoral CT

O Dr. Fernando Moreira de Sá (FMS) assina o primeiro editorial do “renovado” Correio da Trofa (CT). Depois de ter estado na sua criação, decorria já a campanha não-oficial da coligação Unidos pela Trofa, da qual era director, e de o ter posteriormente vendido aos seus colegas Pedro Póvoas e André Cordeiro, respectivamente o director e o editor do jornal à data da venda, o Dr. FMS readquiriu o CT e reconduziu Pedro Póvoas, o indivíduo que gozou com a denúncia feita neste espaço sobre o favorecimento da CMT à sua empresa, ao lugar de director do quinzenal.

Após ler o editorial em questão, metade do qual é dedicado à minha pessoa, da qual o Dr. FMS fez também uso para a atacar o Notícias da Trofa (NT), quero começar por fazer alguns esclarecimentos sobre 5 mentiras veiculadas neste texto que, ao contrário de contribuírem para o esclarecimento do que quer que seja, apenas servem para alimentar boatos e outras parvoíces tão apreciadas pelas camadas jovens do regime. Quero contudo sublinhar que, após anos de pequenos “soldados” instrumentalizados, é a primeira vez que sou confrontado com um ataque de um “oficial de topo”. Sinal que o incómodo que este blogue tem provocado é cada vez maior e que a mensagem, na minha opinião, não só chegou à cúpula como é encarada como uma ameaça real. Ainda bem que já tenho garagem para estacionar o carro.

Mentira nº1: NUNCA o João Mendes escreveu uma linha que fosse sobre o Correio da Trofa no Notícias da Trofa. Nem uma. E, que ele saiba, nunca uma linha foi escrita no Notícias da Trofa sobre o Correio da Trofa. O mesmo não se poderá dizer sobre a edição renovada do CT que, aproveitando-se desta falsidade, e apesar de referir que “por uma questão de educação e decoro” “não existe espaço” no CT para ataques a outros órgãos de comunicação, aproveitou a deixa para atacar o NT relativamente a ajustes directos sobre os quais foi vago, ao contrário do que é apanágio neste blogue onde a transparência é efectivamente uma prioridade;

Mentira nº2: Não foi o projecto editorial Correio da Trofa que sofreu um forte ataque por parte do João Mendes. Foi o executivo camarário PSD/CDS-PP que fez o ajuste directo ao jornal que ajudou a criar e as tropas de choque que desconhecem o sentido do termo “imparcialidade”. O papel do CT nesta história foi apenas e só um papel secundário até porque, tanto quanto sei, ele não gere o dinheiro dos nossos impostos;

Mentira nº3: Não foi o valor do ajuste directo que levou o João Mendes a escrever o que escreveu neste blogue (e não no NT): foi a atitude em si, foi o facto de este executivo fazer um ajuste directo a uma entidade em cuja criação participou. Algo que, na opinião do João Mendes, configura uma afronta e um enorme desrespeito por todos os trofenses;

Mentira nº4: O João Mendes não atirou pedras ao telhado do vizinho. O João Mendes atirou pedras ao telhado de um executivo que tem como função, entre outras coisas, representá-lo e prestar-lhe contas sobre o que anda a fazer com recursos que são comuns a todos os trofenses;

Mentira nº5: O João Mendes não é Engenheiro. O João Mendes é licenciado em Relações Internacionais, nunca tirou cursos ao Domingo nem nunca se fez passar por algo que não é.

Quero acrescentar que, por inúmeras vezes no passado, fiz abertamente várias críticas à linha editorial do NT e à proximidade que entendi ter do executivo liderado por Joana Lima, pena o Dr. FMS ter feito um péssimo trabalho de casa (ou ter feito o trabalho de casa que lhe interessou fazer). Mas existe uma grande diferença. É que enquanto o NT poderá ser um jornal próximo dos socialistas, tal como foi o Jornal da Trofa relativamente aos executivos liderados por Bernardino Vasconcelos, o Correio da Trofa foi criado no contexto da campanha eleitoral da coligação Unidos pela Trofa e teve mais de 30 editoriais escritos por uma personagem fictícia que, em 90% dos casos, se limitou a atacar Joana Lima e a governação socialista de forma cobarde. 38 editoriais mais tarde, o “Toninho” deu lugar ao Dr. Fernando Moreira de Sá. Fica no ar quem estaria por trás desse transparente personagem. Estou certo que o actual director do CT nos poderá esclarecer até porque, afinal de contas, o Toninho ainda é do tempo dele.

Acrescentar ainda que o João Mendes não é quadro do Notícias da Trofa, não é assalariado do Notícias da Trofa (ainda que, por cortesia, receba o jornal gratuitamente e em casa como forma de agradecimento pelas crónicas que vai escrevendo) e nunca militou ou exerceu funções na JS ou PS Trofa. O João Mendes escreve uma crónica quinzenal do NT (que, já agora Dr. FMS, é um semanal e não um quinzenal) e, das 11 escritas até ao momento, em apenas 2 endereçou críticas ao executivo, concretamente aos casos de ajustes directos feitos às empresas de Paula Cristina Moreira Teixeira e de Fernando Henrique Moreno, algo que, pelo número de partilhas no Facebook (245 e 61 respectivamente) e pelas milhares de visualizações registadas no site do NT, poderá significar terem-se tratado de temas do interesse de uma grande parte dos trofenses.

Como escrevi na altura e aproveito agora para reforçar, esta questão não é uma questão de valor. É uma questão de atitude. É uma questão centrada num político chamado Sérgio Humberto que prometeu aos trofenses que as más práticas do passado eram passado mas que afinal perpetuou algumas das piores para o presente. Um politico pelo qual o Dr. FMS agora se transforma em escudo protector, a meu ver desnecessariamente e sem grande sucesso.

Finalmente enviar daqui o desafio ao Dr. Fernando Moreira de Sá para que me envie o detalhe desses 98.986,60€ de ajustes directos concedidos pela CMT ao NT que refere no seu escrito e eu terei todo o gosto em dissertar sobre eles tal como fiz no caso do CT. O que encontrei no base.gov não ultrapassa os 70 mil euros no período correspondente ao mandato socialista. E, se não for pedir muito, gostaria também de ter acesso aos restantes 400 mil de que os Toninhos desta terra tanto falam, caso o Dr. FMS tenha conhecimento do paradeiro dos mesmos. Porque ao contrário do jornal do Dr. Fernando Moreira de Sá, eu não tenho uma agenda político-ideológica por trás daquilo que escrevo. A minha agenda é a defesa Trofa e a denúncia de todos aqueles que se aproveitam dela, e a minha escrita não vive de subsídios. É livre, sem medo, sem clientelas e com toda a certeza alheia a fábulas ou outros contos de crianças.

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3 Responses to Uma fábula com 5 mentiras por Fernando Moreira de Sá

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