24 horas de pressão, resistência, perícia e competitividade

24 horas VI

Foi entre os dias de 24 e 25 de Janeiro que se realizou umas das provas incontornáveis da actividade associativa trofense. Para o Clube Slotcar da Trofa (CST) foi a 9ª edição das 24 horas de Slotcar, para mim a primeira oportunidade que tive de assistir a esta prova que percebi ser bem mais difícil e competitiva do que à primeira vista poderia parecer. Os sacos-cama e as almofadas anteviam a noite longa que se avizinhava.

Foram 8 equipas, 3 delas da casa e as restantes oriundas de Braga, Guimarães, Lisboa e Vigo, a correr numa pista de 80 metros, a maior de sempre na Península Ibérica, num exercício de resistência debaixo de um nível pressão tão elevado que as palavras do Anthony Sá, associado do CST e dono da objectiva que captou as fotografias que ilustram este artigo, poderão ajudar a compreender:

Dá que pensar!
A propósito das 24h de Slotcar da Trofa estive a fazer umas contas que ajudam a dar uma ideia para quem não conhece a modalidade do grau exigência e profissionalismo do Slotcar a este nivel de competição.

O perímetro real da pista são 80 metros. Tendo a equipa que se classificou em 1° lugar feito 4195 voltas; efectivamente procorreu 335,6 Km! Distância aproximada entre Porto-Lisboa… ou seja se tivéssemos uma pista de slotcar “estendida” entre o Porto e Lisboa, estes pequenos carrinhos (à escala 1:32) efectivamente percorriam 335,6 Km com uma particularidade… e aqui é que está a parte interessante… Após a chegada do 1° classificado, o 2° chegaria cerca de 35 segundos depois e o 3° cerca de 17 segundos depois deste! (35 e 17 segundos em +/- 24 horas) Dá que pensar! Em termos de distância seria assim: quando a corrida parasse o 2° classificado ficaria a 160 metros do 1° e logo atrás o 3° classificado a 80 metros deste… isto em 335,6 Km!!!

Com este exemplo podemos ficar com uma pequena ideia do nível a que estas equipas competem.

Quando olhamos para os números presentes no raciocínio do Anthony, percebemos que a margem de erro é praticamente inexistente. Quando após 24 horas de competição, com paragens muito curtas para rodar os elementos das equipas em disputa, se verifica que os 3 primeiros classificados ficaram separados entre si por apenas 52 segundos, conseguimos ter uma ideia do quão exigente é o esforço dos participantes.

Infelizmente, o primeiro lugar não ficou em casa. Nuestros hermanos de Vigo, a equipa Rias Baixa, foram os vencedores da prova. A equipa da casa que reunia os atletas mais experientes ficou num honroso segundo lugar, à frente de todas as equipas portuguesas em competição. Fica desde já o convite para quem estiver interessado para passar por cá quando em Junho deste ano se realizar a 10ª edição desta competição onde são esperadas mais equipas e uma competição ainda mais renhida. Deixo-vos com algumas fotos para vos aguçar o apetite, sem antes deixar um agradecimento aos Bombeiros Voluntários da Trofa pela hospitalidade com que nos receberam 🙂

24 horas I

24 horas II(sim, à noite as luzes desligam-se e é mesmo de noite…)

24 horas III

24 horas V

24 horas IV

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