Porque mudou o regulamento do concurso Retratos?

Retratos

O regulamento do concurso Retratos, aquele que foi inicialmente lançado e do qual podemos ver um extracto em cima, dizia, a propósito do prémio que o mesmo atribuí ao vencedor, que este teria “direito à exposição da fotografia num outdoor a designar, dentro dos limites do concelho, à publicação do seu trabalho num jornal local (alguém quer tentar adivinhar qual?), na revista Inforede do Centro Comunitário do Município da Trofa (alguém quer tentar adivinhar quem fez?) e ainda uma formação em fotografia“.

Temos então o seguinte cenário: a Flexisílaba recebe um ajuste directo da CMT para lançar um concurso de fotografia e criar uma revista na qual o vencedor do concurso irá publicar o seu trabalho, tal como o irá também fazer no jornal que é propriedade da mesma empresa, a tal que foi escolhida pelo executivo camarário para organizar todo este processo, no qual é também júri. Qualquer suspeita sobre o acima descrito só por má fé ou ignorância…

Acontece que, por estes dias, andava eu de passeio pelas redes sociais e qual não é o meu espanto quando descubro que há algo de novo que me chama a atenção no anúncio do famoso concurso: o prémio passou a incluir uma máquina fotográfica EOS 700D, anunciada nas redes sociais como tendo um valor de 580€, que na verdade, tendo em conta o que diz no actual regulamento, são apenas 579,99€. O que levou a organização a aumentar o prémio em 579,99€ e a anunciá-lo de forma tão expressiva nas redes sociais? Será que a adesão ao projecto não se revelou proporcional ao montante investido? O que terá acontecido?

É que a ideia que fica é a de que foi necessário dar um incentivo extra para evitar outro fracasso de adesão, como infelizmente aconteceu com o Cinetrofa. Até porque o regulamento inicial foi elaborado, aprovado (ou pelo menos deveria ter sido) e tornado público o que se afigura como prova de que estava tudo alinhavado. Agora surge um prémio extra com elevado destaque na comunicação e isso deve-nos fazer pensar: será que a organização foi efectivamente eficiente? É que os quase 24 mil euros atribuídos pela CMT à Flexisílaba/Correio da Trofa, pelo montante mas principalmente pela atribuição do serviço sem concurso a esta empresa, deviam garantir que o serviço seria de excelência. De outra forma, porque terá a CMT seleccionado esta empresa? Ai se esta decisão tivesse sido da antiga presidente Joana Lima! Em vez de cobardes calados teríamos uma manifestação de virgens ofendidas e falsos moralistas. Gente medíocre cujo carácter está dependente de imperativos partidários.

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2 Responses to Porque mudou o regulamento do concurso Retratos?

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