O meu amigo Hugo

Tenho, infelizmente, imensos colegas que têm imenso talento e não têm trabalho. Eu vivo para o trabalho. Sete dias por semana, meses a fio, sem qualquer pausa e a dormir muito pouco. Isso proporciona-me resultados.” (Hugo Lima, P3, 18.08.14)

Interrompo um curto (semi) interregno blogosférico para vos dar conta de um artigo publicado ontem no P3. O protagonista é um amigo de longa data cujo nome não será desconhecido para a maioria daqueles que estiverem a ler este texto, principalmente os da minha geração, nascida na primeira metade da década de 80. Hugo Lima é o seu nome, fotógrafo é a sua profissão. Um “caçador de imagens” como o suplemento do jornal Público o chama. Para mim, para além de um grande amigo, um dos maiores e melhores da minha vida, é quem talvez melhor possa contar a história da minha vida – e de tantas outras – em fotografias.

Encontrei-o recentemente no NOS Primavera Sounds. Antigamente era costume irmos juntos para estes certames mas, com o passar do tempo, eu continuei a ir como espectador e ele como fotógrafo, primeiro como mais um freelancer, hoje como fotografo convidado em alguns, oficial no histórico Paredes de Coura e no “jovem” Primavera Sounds. Ainda me lembro dele com uma pequena máquina no Sudoeste, quando o Sudoeste era o Sudoeste e não esta espécie de festival sem identidade em que aos poucos e poucos se tornou. Hoje é um dos melhores e isso só poderá surpreender aqueles que não conheciam o seu empenho e infinita dedicação à arte da fotografia. As centenas de formandos que lhe passaram pelas mãos que o digam. Eu devo ter sido dos primeiros, nos tempos em que a Semana da Juventude da Trofa proporcionava aos seus jovens os primeiros workshops de técnicas de fotografia leccionados pelo Hugo.

Não vou repetir o artigo do P3. Está lá tudo. Dos primórdios aos grandes palcos, passando pela Índia e pelo Contagiarte. Façam o favor de o ler. Quero acima de tudo aproveitar o momento para dizer, aqui e agora, que fui um privilegiado por crescer ao seu lado, por partilhar uma adolescência de experiências e aventuras, por tê-lo visto crescer como profissional e, acima de tudo, por ainda contar, ao fim de todos estes anos, com uma amizade verdadeira que os nossos caminhos, cada vez mais distantes, não fizeram esmorecer. É uma honra e um imenso orgulho assistir ao reconhecimento de alguém em quem sempre acreditei e que hoje é uma referência, como profissional e como exemplo de esforço, trabalho e muita dedicação. Como amigo sempre o foi, não há nada para acrescentar.

Parabéns Hugo, a Trofa também é tua e tu levas o seu nome bem longe, como poucos o conseguem fazer. És enorme 🙂

Mdz Hugo

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2 Responses to O meu amigo Hugo

  1. Hugo Lima says:

    🙂 Obrigado, meu amigo!

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