Correio do Leitor: Bebés ou chouriços?

Como toda a gente sabe, ou pensa que sabe, ter um filho é uma coisa maravilhosa e que muda a nossa vida por completo. Os objetivos e as prioridades mudam radicalmente.
À medida que o bebé vai crescendo as necessidades também mudam e eis que chega a altura de procurar infantário para o pequenote.
Não fazia ideia que era necessário fazer a inscrição com muita antecedência, caso contrário é muito difícil ter vaga. Meti os pés ao caminho e fiz a inscrição em várias instituições, entre elas a Creche Jardim de Infância dos Bombeiros Voluntários da Trofa, da qual tinha ótimas referências.
Pois bem, chegada a altura das decisões foi-me comunicado que o meu filho não teve vaga, mas que se arranjava se eu concordasse em pagar a mensalidade máxima aplicada pela instituição em causa.
Nos critérios de seleção vêm muitos pontos assinalados, entre eles a precariedade da família, mas com a ressalva que a decisão final cabe à direção. Neste caso, a precariedade da família parece ser mais um fator de eliminação do que outra coisa, ou seja, o critério de escolha inclina-se para quem está disposto a pagar mais.

Sendo esta uma instituição com apoio da Segurança Social, em que a mensalidade é calculada com base nos rendimentos dos pais, considero que está situação representa uma falta de ética e um abuso.

Estamos a falar de bebés ou de chouriços?

Não aceitei porque considero isto um roubo e um abuso, para não falar da injustiça que é para outras crianças que perdem as vagas porque efetivamente os pais não podem pagar esses valores ridículos.

A proposta que fizeram é absurda! Porque de acordo com os rendimentos, o valor da mensalidade proposto é incomportável. Ora, quem o aceita, de uma ou de outra forma, denuncia que tem outros rendimentos não declarados, certo?
Como referi anteriormente o valor da mensalidade é calculado com base nos rendimentos e no IRS familiar e o que me propuseram a pagar é cerca do dobro, assim sendo, com que valor é que viria o recibo do pagamento que faria todos os meses? Com o valor efetivamente pago? Ou com o valor que foi calculado com base nos rendimentos e nos apoios da Segurança social?

Deixo as questões.

(texto enviado pelo nosso leitor Hélder Martins)

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22 Responses to Correio do Leitor: Bebés ou chouriços?

  1. Anonymous says:

    Enfim,realmente é mais que absurdo, mas ao menos teve a hipótese de arranjar uma vaga se pagar o que pretendem, o que acho como bem diz um roubo!Mas imagine a 19 anos eu tentei arranjar um infantário para o meu filho, e sou Trofense,morava e moro na Trofa.O que acontece esse mesmo infantário dos bombeiros,tinha aberto a pouco tempo,e tentei que o meu filho fosse colocado lá,fica na Trofa e eu trabalhava na Trofa,o que me facilitava em tudo..
    Mas, o que me revoltou naquela altura, infelizmente era o Eng.Amadeu o presidente dessa instituição.Tentei todos os meios mais alguns! Mas, o que vim a saber mais tarde foi que esse mesmo senhor não se gostava de um familiar meu!!!( concorrente )Este familiar foi uma pessoa importante nos bombeiros,fez muito em prol dos destes, antes desse dito Senhor… Nunca me passou pela cabeça que seria eu “a pagar ” essa discórdia!!! E foi dito que meu filho,podia vir todos os santos e mais alguns,nunca teria lugar naquela instituição!!!
    .A isso chamo,injustiça,corrupção e tudo mais alguma coisa. Cá se fazem cá se paga!Espero eu que esse ditado seja correto…
    A minha única opção, na altura foi colocar o meu filho no infantário em Lousado!!!

    Enfim…

  2. Anonymous says:

    Tomar banho de “garrafão”
    31 de Julho de 2014 às 22:29
    Eu sei, sei muito bem que os meus avós não tinham água canalizada
    também sei que nunca cheiraram mal e que a loiça da minha avó era ”imaculada”
    mas também sei que nunca nada lhe prometeram ou tentaram vender
    e que “monopólio” algum a espoliou.
    Ah! Santo “poço” de roda gigante e balde “em riste” sempre prontinho a mergulhar nas profundas, escura e gélidas águas de um breu que só elas conheciam.
    Mais uma vez, “mudaram-se os tempos e as vontades”.
    A água deixou de ser um “bem natural”, sim porque da terra brota!
    Tenho direito a ela! É minha, tua e de todos nós.
    Passou a ser um “lu(i)xo.
    E digo “luxo” porque vivo num conselho onde se paga a água mais cara que o ouro.
    E digo “lixo”, porque estou há mais de 24 horas sem tal luxo!
    Eu…Que tenho 26 € para pagar com um consumo negativo, logo com direito a ser ressarcida do que já paguei a mais.
    Pois bem!
    Devem estar pasmados. A “gaja” está tolinha da mona.
    Não estou não! Eu pago a água que não gastei, o lixo que não fiz, a m*… que não c*…Porque tudo funciona em função dos banhos que tomo, da água que bebo e da m*…que não faço.
    Tudo porque pago a duas empresas. Uma “made for the Jobs” Outra com “Jobs for the boys”!
    Eu Vivo na TROFA! A cidade mais rica do país( a julgar pelas contas e pelos boys).
    A “Indáqua”, (empresa com sede em Sto Tirso) cobra a água. E inclui nas contas a “Trofáguas”, uma empresa fantasma (made for the boys sem jobs)mas que pertence ao Município da Trofa!
    Ora digam lá que “não é obra”? Dois em um a comer o mesmo : O puto do burro que tem que beber, tomar banho e afins…
    E vem tudo na mesma conta( tudo ao molhe e fé em Deus). Paga Trofense! E não bufes muito senão ficas sem o teu “precioso bem”. Aquela aguinha que brota das nascentes da terra que também é tua( embora não pagues EMI da mesma.
    E perguntam os céticos porque estou com tanto “réu-péu-péu” sem pardais no ninho?
    Pois é…Estou sem água há mais de 24 horas.
    Não recebi qualquer aviso deinterrupção, embora saiba que as “obras do Parque Sra das Dores” estão implícitas na “avaria”…
    Vou tomar “banho de garrafão”!
    No tempo da minha avó, tais “monstrinhos” não existiam, logo, ela não me ensinou tal proeza.
    Assim sendo, peço a vossa opinião.
    Faço uns furinhos no dito cujo, mesmo no seu “fundinho”, ou despejo-o de uma vez pela “mona abaixo”?
    Se calhar a segunda hipótese será a mais viável. Pode ser que arrefeça estes neurónios indignados e cansados de ver tanta roubalheira junta!
    Que acham?

  3. Anonymous says:

    Era bom que mencionasse quando e quem proferiu: “Pois bem, chegada a altura das decisões foi-me comunicado que o meu filho não teve vaga, mas que se arranjava se eu concordasse em pagar a mensalidade máxima aplicada pela instituição em causa”.
    É só para não se confundir a árvore com a floresta 🙂 se for o caso …..ou dito de outra forma para que se chame os bois pelos nomes.
    Na verdade uma atitude reprovável……. e que nada prestigia a referida instituição.
    Bem hajas pelo alerta

    • Hélder Martins says:

      Boa tarde.
      Na minha opinião, não é importante mencionar quem proferiu e quando o fez, mas sim, quem usa estes critérios e toma as decisões com base neles.
      Independentemente do mensageiro a decisão é tomada pela direcção da Instituição em causa.

  4. Anonymous says:

    oh Helder eu não tinha tanta certeza do que afirmas… o que me disseram alguns membros da direcção é que não tinham conhecimento deste procedimento, tal e qual foi exposto … logo a tua afirmação peca por desconhecimento, o que afinal já vem sendo hábito nesta terra, infelizmente…
    Quando tiver oportunidade de falar com o autor esclarecei tudo o que sei e ele saberá compreender, pensamos nós, como pessoa inteligente que é.

    saudações

    • João Mendes says:

      vai ser difícil o autor descobrir que é caro anónimo…

      • Anonymous says:

        Fique descansado, porque se não sabe já, em breve saberá. Espero ter essa opotunidade para esclarecer alguns aspectos… mas como em tudo há que ter paciência. De-me o benefício da dúvida, por mais algum tempo. Cumprimentos João Mendes

      • João Mendes says:

        Eu dou o benefício da dúvida a toda a gente meu caro/a. Apenas constatei que, não estando identificado, será difícil a quem quer que seja perceber que você é!

  5. NÃO IDENTIFICADO, AINDA .... says:

    Então como sabe, por experiência própria, nada é impossível 🙂 … nem a mentira que por vezes tanto se apregoa e por estranho que pareça, com o tempo se torna verdade :). Mas não tenha “trabalho”, pois o assunto não é tão importante que justifique medidas “extraordinárias” 🙂 Continuo a aguardar …. a sua paciência e os seus escritos críticos (construtivos), que muito admiro, muito embora as suas “fontes” por vezes deixam muito a desejar, na nossa opinião, relativamente à veracidade dos assuntos expostos. Mas isso é essencialmente um “problema” seu…ou melhor, é um assunto de credibilidade… correcto? Até à próxima… Cumprimentos.

    • João Mendes says:

      “Na nossa opinião”? então estou a falar com mais que uma pessoa? De resto muito obrigado pelas palavras mas fiquei curioso quanto a essas fontes que deixam a desejar. Refere-se a alguém em especial? Esteja (estejam?) à vontade, aqui uma das palavras de ordem é transparência 🙂

  6. NÃO IDENTIFICADO, AINDA .... says:

    Transparência “paga-se” com transparência …. certo?
    Reitero: “Era bom que mencionasse quando e quem proferiu…”.

    Nota: Somos só um!
    Pense(a) Mendes 🙂 ou utiliza os teus “poderes” 🙂

    Cumprimentos

    • João Mendes says:

      Caro não identificado, caso não tenhas reparado (já percebi que me conheces por isso let’s cut the crap e tratemo-nos por “tu”) o texto não é da minha autoria. Logo eu não respondo por ele. De resto não tenho qualquer tipo de poderes. Tirando a persistência e a fé inabalável em determinados princípios que acabam por ser um enorme poder 🙂

      • Anonymous says:

        Estava difícil 👍… mas não te esqueças de suportar esses princípios de uma forma sólida. Relativamente ao texto muito embora não seja teu, não deixa de estar publicado no “teu” blog, o que te traz responsabilidades… penso eu.
        Fiquemos por aqui, pois o resto tem de ser “face to face”.
        Abraço

      • João Mendes says:

        Claro que traz. E eu não fujo delas. Mas já cheguei lá, temos que tomar um café para falar sobre isso 😉

  7. Anonymous says:

    Mais uma vez, COMBINADO.

  8. Hélder Martins (o já identificado) says:

    O texto é da minha autoria e eu respondo por ele.
    Insisto que não considero importante quem proferiu e quando, mas sim, a atitude que é lamentável.
    Quanto ao ser mentira, pois, é sempre um pau de dois bicos… Quando alguém diz que é verdade, outro alguém logo diz que é mentira.
    Só uma questão? O que ganharia eu com esta mentira?
    Como menciono no meu texto inscrevi o meu bebé noutras instituições onde ele também não teve vaga e não fiz qualquer tipo de comentário ou texto a denegrir a imagem dessas instituições.
    Quanto ás fontes que deixam a desejar, neste caso concreto eu estou seguro das minhas e pode ter a certeza que não as vou revelar pois as pessoas em causa têm os seus filhos na instituição mencionada e não quero correr o risco de sofrerem “represálias”.
    Após a publicação do texto já me chegaram as ouvidos outros casos exactamente iguais.
    Como deve imaginar nao possuo provas concretas do que afirmo, e imagino que o caro amigo não identificado também não possua do contrário, por isso é um sim contra um não.
    Quanto ao blog onde foi publicado só tenho a agradecer e espero continuar a ler textos e opiniões válidas e construtivas como tem acontecido até agora.
    Um abraço a todos.

  9. NÃO IDENTIFICADO, AINDA .... says:

    Hélder
    Para finalizar este tema apenas te digo que o facto de não achares importante, não significa que não o seja para outras pessoas ou mesmo que não tenha importância.
    Relativamente à atitude, e volto a rearfirmar que, a mesma é lamentável e descredibiliza a instituição em causa (aqui estamos totalmente de acordo).
    Relativamente às represálias parece que agora é “moda” (na maior parte dos casos é, na minha opinião, uma forma simpática de “criar” um “nuvem de fumo”…). Neste caso também sou contra as mesmas, muito embora muita “gentinha” o merecesse…
    Por último nunca te esqueças que a comunicação, segundo os especialistas, é muito difícil, ou seja, por vezes interpretamos erradamente o sentido das palavras que nos são ditas (não estou a dizer que seja o caso), só estou a reproduzir o que os “experts” dizem e a teoria/experiência me tem ensinado.
    Por fi, esperemos que este “mau exemplo”, verdadeiro ou falso, sirva para que tais comportamentos não se voltem a repetir, onde quer que seja.

    Nota: Nunca te esqueças que a transparência com transparência se paga! Para bom entendedor …. Lei do funil? NÃO, obrigado!

    Um abraço a todos

  10. Susana Gomes says:

    Estava ali a tentar esconder o meu mau feitio, mas já ruí as unhas todas…

    “oh Helder eu não tinha tanta certeza do que afirmas…”
    Caro anónimo, se me tivessem contado eu também não tinha, mas como aconteceu comigo, tenho! No entanto, deixo-te à vontadinha para acreditares no que melhor te convém. E sabes porquê? Porque quem não tem bebés não está a dar muita importância a este post, e quem tem bebés também tem um primo ou uma tia ou uma irmã a quem aconteceu o mesmo, a quem esta proposta também foi feita.

    “o que me disseram alguns membros da direcção é que não tinham conhecimento deste procedimento, tal e qual foi exposto … ”
    Prezado anónimo, se alguns membros da direcção não tinham conhecimento deste procedimento, na minha humilde opinião, só posso aconselhar que conversem. Que conversem muito, porque de facto esse casamento não está bom.
    Ah, “tal e qual foi exposto”, não tem conhecimento, tem de forma camuflada!?

    “Quando tiver oportunidade de falar com o autor esclarecei tudo o que sei ”
    Amigo anónimo, quando tiveres oportunidade de esclareceres não só tudo o que sabes mas também toda a verdade, as portas da nossa casa estarão abertas para te receber! Mas deixa-me já avisar-te que não tenho tempo nem paciência para conversa jogada fora, por isso não admito que venhas com eufemismos ou que venhas dizer que a DIRECÇÃO não disse o que realmente disse.

    Sabes que mais? Esta-me a estalar o verniz!

    “De-me o benefício da dúvida,” ui, mas há duvidas? Mas se há, devias de as esclarecer antes de vires semear a discórdia armado em advogado de defesa!

    “nem a mentira que por vezes tanto se apregoa e por estranho que pareça, com o tempo se torna verdade :). … muito embora as suas “fontes” por vezes deixam muito a desejar, na nossa opinião, relativamente à veracidade dos assuntos expostos. ” Anónimo, por acaso estás a dizer que eu e o meu marido estamos a mentir e que deixamos a desejar relativamente à veracidade dos assuntos expostos? Nós que estamos perfeitamente identificados? Ah ah ah! Quando é mesmo que me vens dizer isso na cara?!

    Reitero: “Era bom que mencionasse quando e quem proferiu…”.
    O anónimo é tão inteligente que ainda não reparou que já foi mencionado quem proferiu! E quando? Olha foi num dia de Junho ao final da tarde.

    Já que falas em chamar os bois pelos nomes (“para que se chame os bois pelos nomes.”), eu gostava de saber qual é realmente o teu nome. Também faz parte da boa educação!

    Transparência “paga-se” com transparência …. certo?
    Tanta transparência escondida atrás do anonimato! Que tristeza!

    Peço desculpa a todos os leitores por ter deixado que este acesso de mau feitio tenha ganho, mas quem me conhece sabe que por baixo desta tromba está um coração de manteiiiga 😛

    • Anonymous says:

      Susana
      Permita-me dar uma sugestão. Tenha calma. Se me provar que a direcção deliberou ou que tinha conhecimento do referido acontecimento eu peço-lhe desculpa. Eu nunca disse que tal não teria acontecido, o que disse é que a direcção não era conhecedora deste procedimento/método. A afirmação foi feita pelo Hélder. E com base nessa afirmação eu MANTENHO TUDO O QUE DISSE, por muito que roia as unhas.
      Por outro lado e relativamente ao meu anonimato ele deixará de existir, para alguns, quando for mencionado o nome da pessoa que lhe fez a proposta que foi referida, para que se possa pronunciar se assim o entender, já que mencionou que foi em junho.
      Mas digo mais, dir-lhe-ei tudo isto e muito mais, olhos nos olhos caso o João Mendes se der ao incómodo de promover um encontro e isto no caso dele os conhecer como me conhece a mim (desculpa Mendes).
      Para mim e neste fórum o assunto está definitivamente encerrado.
      Cumprimentos e felicidades.

      • Susana Gomes says:

        Anónimo, digo-te mais uma vez, que a proposta veio da direcção, e se algum elemento da direcção não tinha conhecimento então agora que abra os olhos e que investigue, porque onde há fumo há fogo! Não sou eu que vou fazer o trabalho da direcção! E mais, não tenho de te provar nada até porque nem sei quem és! Basta a minha palavra e o dar o corpo às balas e andar de cabeça erguida na rua. Mais uma vez te digo, estás à vontade para acreditares no que mais te convém. Não há pior cego do que aquele que não quer ver!
        Não preciso de intermediários para olhar de frente quem tem a ousadia de sugerir em público que falto com a verdade e que sou pouco credível. Quando passares por mim ou pelo meu marido na rua, aparece e apresenta-te!

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