Parece que foi há um ano…

E foi mesmo.

No princípio era o blog. Propusemo-nos “debater a  actualidade política da  Trofa sem constrangimentos de qualquer natureza” e assim o fizemos. Comprometemo-nos a fazê-lo “num registo descomprometido e independente, sem segundas intenções“, algo que temos vindo a cumprido apesar de alguns burburinhos, sempre ténues e muito tímidos, regra geral com origem em fanáticos cobardes pouco habituados a ver o seu suposto domínio invadido, que tentam contrariar o óbvio. Procuramos o rigor, e ainda que às vezes possamos ter sido traídos pelo nosso instinto ou visão enviesada sobre algum tema, esforçamo-nos por sustentar os nossos argumentos e raciocínios com factos sólidos. Até à data não há registo de queixas nesse sentido. Quer dizer, haver até há, mas quando questionamos os queixosos sobre factos específicos que sustentem essas queixas, em 100% dos casos recebemos silêncio em troca. Mas, como qualquer um de vocês, somos humanos e falíveis e as críticas, se coerentes e genuínas, foram e continuarão a ser muito bem-vindas porque nos ajudam a evoluir e a prestar um melhor serviço a quem em nós confia.

Fomos insultados, atacados e ameaçados de múltiplas formas. Fomos acusados de ser uma manobra do PSD por socialistas. Fomos acusados de ser uma manobra do PS por sociais-democratas ou centristas. Curiosamente nunca fomos acusados de ser uma manobra do PCP ou do BE, apesar de sermos frequentemente “acusados” de ser comunistas. Fomos acusados de ser uma manobra eleitoral, daquelas que costumam surgir por altura das eleições pela mão de alguns adeptos/militantes cobardes dos partidos do bloco central. Fomos atacados de forma cobarde por falsos moralistas que se esquecem que um comentário traz consigo um IP. Fomos alvo de apostas sobre a duração do nosso projecto. Ainda cá estamos e podem contar connosco durante muito tempo, até porque o E a Trofa é Minha está neste momento a analisar um processo de expansão. Para os que achavam/desejavam que isto acabasse guess what? Esta casa corre o risco de ficar bem maior!

Mas o importante é que não nos desviamos do nosso caminho, não nos vendemos a quem nos tentou comprar, não perdemos identidade e continuamos a pensar pela nossa cabeça. Mais importante ainda é o facto de, a cada dia que passou, mais pessoas vieram conhecer o nosso projecto, dar o seu contributo, sugerir temas, partilhar informação e apoiar esta criança que cumpre agora o seu primeiro ano de vida. É para essas pessoas que quero falar. Quero agradecer-lhes por nos acompanharem, por nos ajudarem e por nos darem alento para querer fazer mais e melhor. Nos últimos 365 dias, o E a Trofa é Minha ultrapassou as 52 mil visualizações, recebeu mais de 600 comentários e conta já com 824 amigos na sua página de Facebook. A todos o meu muito obrigado! Da minha parte (a Silvéria irá pronunciar-se mais para o final do dia) espero continuar a ir ao encontro das vossas expectativas e conto com os vossos contributos para me ajudar nessa missão. Este blog não seria o mesmo sem o vosso apoio!

A revolução começa na consciência de cada um. O passado de apatia e resignação face aos abusos da elite confronta-se hoje com uma sociedade que, fruto ou não da mais grave crise das últimas décadas, decidiu sair do armário e fazer-se ouvir. Será ainda um movimento pouco estruturado e cujo alcance não será ainda o desejável. Mas todos devemos ter a consciência de que é possível fazer mais. Os políticos, representantes eleitos por nós, não são nossos “patrões” mas sim nossos “empregados”. É bom que percebam isso de uma vez por todas, da mesma forma que é fundamental que nós percebamos que podemos e devemos pressioná-los no sentido de criar uma sociedade mais aberta, mais transparente e mais justa, onde a arbitrariedade do poder será progressivamente substituída pela prestação permanente de contas à entidade que corporiza o o estado e a nação: nós, o Povo. Essa revolução não passará na televisão, começa aqui e agora, em casa, na rua ou em frente às urnas. Acontece a cada gesto descomprometido por um concelho, um país e um mundo melhor. Nunca se demitam das vossas responsabilidade. Está nas nossas mãos fazer a verdadeira revolução. Free and Independent!

*****

“Amo muito a minha terra, de brisa calma e suave;
Que beleza que ela encerra, nas margens do rio Ave;
Com seus prados verdejantes, Matizados de boninas;
E os riachos saltitantes, a correr pelas colinas.

Eu sou da Trofa e a Trofa é minha,
Eu sinto orgulho mais que ninguém,
Ó linda Trofa és a rainha,
De toda a terra que o Douro tem.

Neste encantador jardim, cada canteiro é um lar;
E cada lar tem um fim, de génios para a Trofa dar;
Amigos deste torrão, merecedores de carinho;
De Real à estação, da Abelheira a S. Martinho.

Eu sou da Trofa e a Trofa é minha,
Eu sinto orgulho mais que ninguém,
Ó linda Trofa és a rainha,
De toda a terra que o Douro tem.

Da ponte até às pateiras, de Ervosa a Finzes também,
Há estradas com roseiras, e que aromas que elas têm.
Ao passarmos à capela, sentimos tal devoção,
Que nos impele pra ela, que é bela a nossa oração.

Eu sou da Trofa e a Trofa é minha,
Eu sinto orgulho mais que ninguém,
Óh linda Trofa és a rainha,
De toda a terra que o Douro tem.

Valdeirigo sobranceiro, Corôa e Gandra sem par,
O Castêlo ao taneiro, a Esprela de luar,
Trofa me serviu de berço, por isso lhe quero tanto,
Mesmo longe não a esqueço, revivendo o seu encanto.

Eu sou da Trofa e a Trofa é minha,
Eu sinto orgulho mais que ninguém,
Óh linda Trofa és a rainha,
De toda a terra que o Douro tem.

Mosteirô vivo e fragueiro, Paranho amigo e leal,
Carqueijoso presenteiro, Paradela sem rival
Trofa és toda a minha vida, toda a minha inspiração,
Por isso a tenho unida, bem junto ao meu coração.

Eu sou da Trofa e a Trofa é minha,
Eu sinto orgulho mais que ninguém,
Óh linda Trofa és a rainha,
De toda a terra que o Douro tem.”

Trofa 2

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2 Responses to Parece que foi há um ano…

  1. zé bento machado says:

    Com toda a consideraão e respeito, e uma vez que, do meu ponto de vista, encontrei algumas gralhas, no texto do Hino da Trofa (um texto sem gralhas é como um jardim sem flores), gostaria de deixar aqui a correcção do mesmo, pois penso que, principalmente para os “estrangeiros” é bom darmos a imagem de um povo que sabe escrever 😉

    HINO DA TROFA

    “Amo muito a minha terra, de brisa calma e suave;
    Que beleza que ela encerra, nas margens do rio Ave;
    Com seus prados verdejantes, matizados de boninas;
    E os riachos saltitantes, a correr pelas colinas.

    Eu sou da Trofa e a Trofa é minha,
    Sinto esse orgulho mais que ninguém,
    Ó linda Trofa és a rainha,
    De toda a terra que o Douro tem.

    Neste encantador jardim, cada canteiro é um lar;
    E cada lar tem um fim, de génios para a Trofa dar;
    Amigos deste torrão, merecedores de carinho;
    De Real à estação, da Abelheira a S. Martinho.

    Eu sou da Trofa e a Trofa é minha,
    Sinto esse orgulho mais que ninguém,
    Ó linda Trofa és a rainha,
    De toda a terra que o Douro tem.

    Da Ponte até às Pateiras, de Ervosa a Finzes também,
    Há estradas com roseiras, e que aromas que elas têm.
    Ao passarmos à Capela, sentimos tal devoção,
    Que nos impele pra ela, que é bela a nossa oração.

    Eu sou da Trofa e a Trofa é minha,
    Sinto esse orgulho mais que ninguém,
    Ó linda Trofa és a rainha,
    De toda a terra que o Douro tem.

    Valdeirigo sobranceiro, Corôa e Gandra sem par,
    O Castêlo altaneiro, a Esprela de luar,
    Trofa me serviu de berço, por isso lhe quero tanto,
    Mesmo longe não a esqueço, revivendo o seu encanto.

    Eu sou da Trofa e a Trofa é minha,
    Sinto esse orgulho mais que ninguém,
    Ó linda Trofa és a rainha,
    De toda a terra que o Douro tem.

    Mosteirô vivo e fragueiro, Paranho amigo e leal,
    Carqueijoso prazenteiro, Paradela sem rival
    Trofa és toda a minha vida, toda a minha inspiração,
    Por isso te tenho unida, bem junto ao meu coração.

    Eu sou da Trofa e a Trofa é minha,
    Sinto esse orgulho mais que ninguém,
    Ó linda Trofa és a rainha,
    De toda a terra que o Douro tem.

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