Um convite à transgressão

Street

É mais um daqueles episódios de caos rodoviário numa cidade cheia dele. O universo rodoviário Trofense dava um filme, com buracos e paralelos, cartazes e chapadas, remendos, tampas assassinas e suspensões confrontadas com violência indiscriminada. Pelo meio trocam-se acusações na trincheira política da Guerra das Estradas, e as coisas vão ficando mais ou menos no mesmo, mais buraco aqui, menos buraco acolá, variantes que nunca mais chegam mas que vão servindo ocasionalmente de trunfo eleitoral e umas coisas parvas como está que hoje vos trago.

Para quem não conhece o local (menos de 0,01% da população do concelho), trata-se daquela entrada em frente à futura entrada sul do parque, em frente ao take-away Campinhos. Desde que me lembro, aquela entrada era larga e cabiam lá dois carros lado a lado, prontos a entrar à estrada em direcções diferentes. Com as obras em curso naquela zona, a estrada foi comprimida para uma só via, inclinada para a direita, em direcção ao Porto. Apesar de não haver ali um sinal de sentido obrigatório, como é visível pela foto em cima, não existe tracejado na via que permita virar no sentido oposto. E as pessoas continuam a virar nos dois sentidos, claro.

Esta alteração coloca um problema: quem vier por ali, tendo que virar para a esquerda, em direcção a Braga, terá que virar na bomba de gasolina da BP, contornar o prédio a seguir, ou ir até à rotunda junto ao Modelo. Claro que pode sempre entrar em qualquer perpendicular da N14 e fazer inversão de marcha. O que é uma não-solução. Qual terá sido a ideia aqui? Reduzir o tamanho da passadeira? Nada? É que aquele passeio, pelo menos o que foi alargado, estava em perfeitas condições. Agora temos um passeio gigante e mais um atraso de vida para o trânsito caótico da Trofa. E por favor coloquem lá o sinal de sentido obrigatório. Dava jeito para o pessoal se orientar.

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  1. Pingback: O pelotão que guarda a estrada | …e a Trofa é minha!

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