E agora JSD Trofa?

2013

No dia 8 de Setembro de 2013, depois de consumado o flop da Semana da Juventude desse ano, a JSD emitia uma nota através da sua página de Facebook onde se podia ler o seguinte:

Sobre a Semana da Juventude da Trofa:

A semana da Juventude que hoje termina correu mal. Muito mal. Desde problemas de organização (falta dela), de comunicação (quase inexistente) e de programação (timing).

Organizar uma semana da Juventude, à presa, nitidamente com fins eleitorais teria, forçosamente que resultar em fiasco. Ainda para mais, num fim de semana que teve a “Noite Branca de Braga”, com mais de 120 mil pessoas, as Feiras Francas de Ponte de Lima (ainda mais participadas); o final de férias para muitos jovens e, sem esquecer, campanhas eleitorais em 308 concelhos. Ou seja, não faltavam motivos mais do que suficientes para verificar que a data não era a melhor.

Organizar uma Semana da Juventude, a sério e séria, obriga a um planeamento de meses, a activar a programação com, pelo menos, dois meses de antecedência – divulgando, ao longo desse período, várias notas para a imprensa, fazer uma apresentação especial (por exemplo nos bares da cidade), envolver todas as associações juvenis, envolver todos aqueles que no concelho estão, directa e indirectamente, ligados ao panorama musical e, last but not least, misturar um nome sonante com vários nomes com profunda ligação aos jovens do concelho.

Além disso, uma semana da juventude, deve ser pensada para um local especial. O mais longe possível de zonas habitacionais para não existirem constrangimentos de horários fruto do “barulho” e deve ser integrado num conceito que leve “mini” semanas da juventude às freguesias por antecipação. Ou seja, organizar eventos de música de duas/três noites em cada uma das freguesias antes da semana da juventude (o que permite animar as freguesias ao longo do tempo, promovendo a semana principal e culminando numa semana em grande final). Além disso, deve ser pensada no âmbito da animação de rua e promoção das diferentes “indústrias” culturais existentes. Ou seja, envolvendo animação de rua e dos espaços comerciais da cidade ao longo da parte da tarde e início de noite de toda a semana (a exemplo do que é feito em Braga com a Noite Branca) e promovendo todas as artes.

Em suma, pode e deve ser feita uma semana da juventude, pensada com pés e cabeça, envolvendo todas as associações e colectividades, os comerciantes e as forças vivas do concelho, precedida de mini eventos de promoção por freguesia que culminam numa verdadeira semana em festa. Algo que seja feito todos os anos e não apenas em ano de eleições. Algo que seja aberto à participação criativa de todos e que não se misture com política. É o que defendemos, é o que queremos que seja feito e é o que em nosso entender melhor corresponde aos interesses da juventude e da nossa Trofa.

Que, ao menos, este erro e fiasco sirva de ensino para todos. Mesmo todos.

Trofa, 8 de Setembro 2013,

A CPC JSD Trofa

Passado quase um ano, e em vésperas da edição de 2014 deste evento, vamos olhar com alguma atenção para as palavras da JSD:

1. Problemas de organização, comunicação e timing da programação: O Be Live ainda não começou e todos estes problemas são já uma realidade. O cartaz principal foi anunciado apenas a duas semanas do evento e o cartaz secundário surgiu menos de uma semana antes e com falhas relevantes a nível da programação, nomeadamente no que diz respeito às bandas da Trofa.

2. A data: a JSD referia, há um ano atrás e cheia de razão, que organizar um evento destes em cima do joelho e a coincidir com outros eventos de maior dimensão poderia ser um problema. Ora o Be Live vai acontecer num fim-de-semana com inúmeros eventos por todo o país, dos quais se destaca o festival Marés Vivas, a poucos KM’s da Trofa e com um cartaz de top mundial que inclui The Prodigy, Skrilex e Portishead. Apesar dos avisos, o erro dos socialistas foi repetido. E de todos os fins-de-semana possíveis com festivais por todo o lado, foi escolhido um dos dois únicos durante os quais decorrem grandes eventos nas proximidades do concelho. Parafraseando a CPC da JSD Trofa, “não faltavam motivos mais do que suficientes para verificar que a data não era a melhor“.

3. Planear o evento com pelo menos 2 meses de antecedência: se tal tivesse acontecido, os nomes dos músicos da Trofa que vão actuar constariam nos cartazes, algo que não aconteceu. Uma falta de respeito pelos mesmos e uma demonstração que, uma vez mais, o conselho da JSD foi ignorado. Mas a JSD foi mais longe e referiu mesmo a necessidade de “activar a programação com, pelo menos, dois meses de antecedência – divulgando, ao longo desse período, várias notas para a imprensa, fazer uma apresentação especial (por exemplo nos bares da cidade), envolver todas as associações juvenis, envolver todos aqueles que no concelho estão, directa e indirectamente, ligados ao panorama musical e, last but not least, misturar um nome sonante com vários nomes com profunda ligação aos jovens do concelho“. Ora bem, a programação foi activada com duas semanas de antecedência, não há registo de qualquer nota de imprensa, pelo menos que eu tenha conhecimento, não houve lugar a qualquer apresentação especial e o envolvimento dos vários organismos ligados aos jovens foi tardio e notoriamente improvisado.

4. Localização: a mesma do ano passado. Na minha opinião até é das melhores do concelho mas a JSD não parecia pensar assim há um ano atrás. Terão mudado de ideias?

5. Mini-semanas da juventude ou pouco por todo o concelho: loading…

Termino regressando às palavras da CPC da JSD Trofa:

Em suma, pode e deve ser feita uma semana da juventude, pensada com pés e cabeça, envolvendo todas as associações e colectividades, os comerciantes e as forças vivas do concelho, precedida de mini eventos de promoção por freguesia que culminam numa verdadeira semana em festa. Algo que seja feito todos os anos e não apenas em ano de eleições. Algo que seja aberto à participação criativa de todos e que não se misture com política. É o que defendemos, é o que queremos que seja feito e é o que em nosso entender melhor corresponde aos interesses da juventude e da nossa Trofa.

Que, ao menos, este erro e fiasco sirva de ensino para todos. Mesmo todos

Pelos vistos, as lições que poderiam ter decorrido do fiasco do ano anterior acabaram, na sua maioria, por cair no esquecimento. Claro que na altura estávamos em período eleitoral e as críticas da JSD Trofa inseriam-se precisamente nesse contexto. A ver vamos se a CPC da JSD terá a coragem e a integridade ética e moral para revalidar as suas críticas. Ou se se tratou apenas de uma manobra eleitoralista. Era interessante conseguir também perceber a posição da estrutura face ao desrespeito dos artistas da Trofa que, uma vez mais, não serão pagos pelas suas actuações na semana da juventude. Afinal de contas, eles são “uma geração a lutar por ti” certo? Presumo que os jovens da Trofa estejam incluídos no pacote. E agora JSD Trofa?

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2 Responses to E agora JSD Trofa?

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