Uma mancha musical numa organização quase perfeita

Expotrofa

No passado Sábado fui visitar a Expotrofa que, como deve ser do vosso conhecimento, começou nesse mesmo dia. O objectivo da visita era o de jantar num dos restaurantes de uma das associações no local, no qual o pai de um amigo estava aos comandos do grelhador. Valeu a pena, comeu-se muito bem por ali. E fica a dica para passarem na APPACDM: os doces são divinais!!!

Aproveitei para dar uma volta pelo recinto. Sem diferenças relevantes face a anos anteriores, de uma forma geral o recinto está bem organizado, o seu aspecto é bastante aprazível mas os stands estavam um bocado às moscas. Questiono-me sempre se quem ali expõe retira verdadeiros benefícios do investimento feito. Até porque, e segundo um amigo que ponderou expor ali o seu trabalho, o preço dos espaços não é propriamente barato.

Aqui a acolá encontramos focos de animação, como um grupo de dança que ali fez uma actuação e que juntou muita gente para assistir. Mas aquele que seria o prato principal da animação daquela que foi a noite de abertura do evento, noite que se espera sempre, digamos, grandiosa, foi na minha opinião o pior. Os Xystema Show actuaram no palco e, convenhamos, não fosse a quantidade de gente em torno dos restaurantes, mais focada no Holanda vs Costa Rica e nos petiscos à sua frente, e teria sido um concerto para pouco mais de 30 pessoas.

É este tipo de coisas que não consigo perceber: um evento desta dimensão e importância para o nosso concelho abre as hostilidades com uma banda de música pimba, apresentada como sendo quase um ícone da música portuguesa, que aparentemente ninguém conhece. Sempre que o vocalista pedia palmas ou ajuda no refrão, a resposta do público era tão pobre que mal se ouvia. Questiono-me sobre quem faz este tipo de escolhas e que objectivo tem com as mesmas. Será que se gastou dinheiro apenas para que houvesse música a ecoar pelo recinto? Pretendia a organização atrair mais visitantes ao recinto? Porque se o objectivo era esse, quer-me parecer que saiu completamente ao lado. Uma mancha numa organização quase perfeita.

Se há coisa que a Trofa tem é uma larga variedade de músicos, do fado ao hip hop passando pela música popular ou electrónica. Será mesmo necessário gastar dinheiro com uma agência do Bombarral para contratar uma banda que quase ninguém perdeu tempo a ver? Custa-me a entender este tipo de gastos, é algo de muito estranho. Pode ser apenas incompetência. O meu pai costuma dizer que “ovelhas não são para matos” e eu sempre achei que ele tinha razão. E nem estou aqui a tentar puxar a brasa à minha sardinha, até porque a Trofa tem uma boa oferta nas áreas da música popular ou mesmo pimba.

Não fosse este flop, a lembrar outros flops musicais naquele espaço, e não haveria nada a apontar. E como esse dia já passou, aproveitem enquanto dura e visitem a Expotrofa. Vamos encher o recinto, apoiar os comerciantes, instituições e empresas locais, experimentar os excelentes petiscos que por lá se podem encontrar e aproveitar para conviver um bocadinho fora dos cafés. Vão ver que valerá a pena dar lá um saltinho!

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