O difícil papel da Comissão de Festas em Honra de Nossa Senhora das Dores

Já ouvi este discurso no ano passado e este ano voltei a ouvir o mesmo: “Ai eu não contribuo para a Senhora das Dores porque a festa nem vai ser realizada no Parque e não…”. Bem, não sei se as pessoas se ficam pelas palavras ou se, efectivamente, depois não contribuem mesmo, o que se traduz numa diminuição do valor de que a comissão de festas dispõe para organizar a festa, mas a verdade é que isto é bastante injusto para os voluntários que se dão ao trabalho de organizar uma festa desta dimensão. Nenhuma comissão de festas, maioritariamente constituída por “cidadãos comuns”, sem qualquer interferência directa nas obras dos Parques Senhora das Dores/Lima Carneiro ou de outra coisa qualquer, tem culpa alguma do tempo que as obras estão a demorar, nem tão pouco da falta de espaços disponíveis para a realização das mesmas. Aliás, muito pelo contrário, uma comissão de festas como a do ano passado ou a deste ano tem ainda a dificuldade acrescida de ter que planear um evento para um espaço diferente, tendo de o adaptar, e acrescendo ainda o facto de nem saber se a procissão (essa sim religiosa e que deve sempre acontecer no mesmo lugar) pode ou não passar no local habitual. Vocês trabalhavam gratuitamente com tantos “senãos”? Pois…

Bem, tudo isto para vos falar do que já tenho visto este ano. Ainda estamos naquele período que eu gosto de chamar de “pré-Senhora das Dores” e não sei qual a vossa percepção (por parte das pessoas que não fazem parte da organização) sobre o que já tem vindo a acontecer, mas eu tenho gostado do que tenho visto, embora a minha participação ainda tenha sido muito fraca.

Para começar, gostei da adesão às redes sociais, nomeadamente ao Facebook, e da frequente actualização do mesmo. Também depressa vemos lá caras conhecidas na organização (a foto de capa mostra logo todo a equipa), o que humaniza um pouco a máquina por detrás de um evento deste género e até dá para ter uma pequena ideia de como é necessário contar com a ajuda de muitas pessoas para que o mesmo seja possível!!

Como local para a instalação do Bar da Comissão escolheram a sede dos escuteiros que, a mim, que vejo isto como mera espectadora, me pareceu uma solução muito acertada, talvez até para ambas as partes. Cada vez mais, a zona envolvente à estação se tem vindo a tornar o novo centro da Trofa e, não raras vezes, a única hipótese possível também.

Esta comissão tem ainda tido a capacidade de organizar pequenos eventos que me têm surpreendido pela positiva, como é este que se vai organizar no próximo domingo, dia 15:

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Juntar um “cãominhada” a acções de sensibilização relativas ao mundo canino foi uma excelente ideia, bem como o concurso de papagaios realizado no passado dia 10 ou as comemorações no âmbito do Dia Mundial da Criança. São pequenas coisas que juntam as pessoas, as fazem socializar e, ainda por cima, não envolvem muito dinheiro.

Quem já participou na organização das Festas em honra de Nossa Senhora das Dores sabe como consome muito tempo, muita paciência e muita dedicação. É um trabalho voluntário que as pessoas fazem porque querem enaltecer a força da sua aldeia e dos seus habitantes. Vamos lá ter mais respeito por estas pessoas e por outras que volta e meia organizam algo de positivo nesta terra e vamos lá aparecer… Afinal, tanto “nos” queixamos que não temos nada para fazer aqui que agora não há desculpa para não marcar presença! Até há boa comida e boa música, vejam bem (aqui)!

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2 Responses to O difícil papel da Comissão de Festas em Honra de Nossa Senhora das Dores

  1. Anonymous says:

    Concordo plenamente com o seu comentário, infelizmente muitas pessoas não fazem a mínima ideia do que é organizar seja o que for. E se todos dessem um contributo por pouco que fosse ajuda l mas o pior é que ainda no final dizem que a festa não presta que não ha nada na trofa mas quando há ninguém gosta ou se interessa em fazer algo para melhorar.

  2. Pingback: Um obrigado aos carregadores de tradições | …e a Trofa é minha!

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