Um ano depois da porrada e das mentiras

porrada

Assinalou-se ontem o primeiro aniversário de um dos momentos de maior estupidez político-partidária de sempre no concelho da Trofa. Na madrugada de 30 de Abril para o dia 1 de Maio de 2013, “tropas” da JS Trofa e da JSD Trofa, estas segundas “apoiadas” por um dirigente do PSD local que esteve no epicentro das agressões, encontraram-se junto à Trofauto e envolveram-se em cenas dignas de arruaceiros vulgares e imbecis. Houve quem tentasse fazer da situação uma triste coincidência mas tal não parece corresponder à realidade e as mentiras descoordenadas que se sucederam são prova disso mesmo.

À excepção dos envolvidos, nunca saberemos com exactidão aquilo que se passou naquela noite. Mas as versões verdadeiramente idiotas que foram apresentadas, com destaque para a da JSD Trofa, marcada por níveis de surrealidade dignos da 7ª arte, permitem retirar conclusões bastante óbvias, com destaque para a mentira deliberada e infantilmente estruturada que permitiu que o próprio dirigente do PSD envolvido nas cenas de pugilato prestasse declarações à revista Sábado que fizeram cair por terra e com estrondo parte da (falsa) argumentação dos jotas sociais-democratas. A restante caiu por ela.

Nos dias que se seguiram, e apesar do destaque dado pela comunicação social nacional, nenhum dos envolvidos, ou qualquer uma das estruturas, teve a coragem de dar largas ao velho hábito traduzido na frase “A Trofa na comunicação social pelos piores motivos“. Mas não pensem que o silêncio imperou: foram dias de elevado nível de humor que, fundamentalmente devido à quantidade de vezes que os envolvidos meteram os pés pelas mãos com mentiras deliberadas mas não articuladas entre si, levaram a que outros jotas, na irracionalidade regada pela idiotice de defender o indefensável, tecessem considerações que demonstraram claramente que as jotas continuam a ser estruturas marcadas pelo seguidismo e pelo espírito do rebanho que leva pessoas a mentir apenas e só para dizer “presente”. Ou quem sabe para agarrar um lugar no futuro.

No meio de tudo isto, e visto estarmos perante pessoas que conhecem bem o significado de tacticismo político, o que mais me chocou foi a estratégia patética que marcou a comunicação posterior ao acontecimento, descoordenada e com inúmeros não envolvidos a dar o peito às balas por mentiras óbvias e descaradamente expostas. E apesar de tudo o que aconteceu, Sérgio Humberto e Joana Lima não hesitaram em chamar algumas destas pessoas para exercerem funções em órgãos autárquicos que implicam responsabilidade e maturidade. O caso do PSD é ainda mais grave visto que Filipe Couto Reis, o adulto que se foi meter na porrada dos miúdos, é um dos homens fortes do núcleo duro do actual presidente e dirigente do núcleo de Santiago. Num país verdadeiramente civilizado tal não seria possível.

Sobre o incidente em si já tudo foi dito na altura. Para quem quiser consultar uma perspectiva independente de doenças partidárias com um toque da fantasia pode fazê-lo aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Cuidado com os comentários, não vá alguém riscar o vosso carro ou criar um perfil falso no Facebook para vos atacar. Para notícias veiculadas no meios de comunicação nacionais basta aceder ao Google e escrever “porrada+jotas+Trofa”. Uma das palhaçadas com mais destaque mediático da história do concelho, a ombrear com as”tropelias” autárquicas de Bernardino Vasconcelos ou Joana Lima.

Um ano volvido, pouco mudou. Não existem relatos de novas cenas de violência mas sensação que fica é que os jotas foram disciplinadas à força, pelo menos no que diz respeito à comunicação através das redes sociais. Por outro lado, e apesar das estradas do concelho continuarem tão caóticas como no dia antes da coligação Unidos pela Trofa ser eleita, as placas com que a JSD Trofa humilhou o nome da Trofa desapareceram, demonstrando bem que a questão foi, desde o início, estritamente estratégica do ponto de vista eleitoral. Foi-se a porrada mas as mentiras e a sobreposição do interesse do partido sobre os interesses da comunidade continuam de boa saúde. Há um ano como agora, a frase do Boaventura Sousa Santos continua actual e faz agora mais sentido do que nunca: enquanto não acabarem as jotas não há democracia em Portugal.

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2 Responses to Um ano depois da porrada e das mentiras

  1. Joaquim Azevedo says:

    Subscrevo na integra este texto. Mas infelizmente ainda à muito mais para comentar, porque agora falta a parte do pagamento aos favores,

  2. Pingback: José Ferreira, um autarca indignado com elevação | …e a Trofa é minha!

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