Uma variante tão “resolvida” como o metro

EN14

Há pouco mais de 2 meses atrás, escrevi neste espaço sobre noticias que davam na altura conta do reconhecimento, por parte do governo, da variante à EN14 enquanto infraestrutura prioritária para a economia nacional. Não fiquei particularmente surpreendido na medida em que não só o programa da coligação referia o entrave que as más acessibilidades representavam em termos de desenvolvimento e atracção de investimento, particularmente no que dizia respeito à situação da EN14, mas também devido ao acordo assinado entre os 3 candidatos sociais-democratas no sentido de tornar esta necessidade numa realidade palpável. Perante todas estas declarações de intenções, e face o facto de que todos estes autarcas, que saíram vitoriosos nas autárquicas, serem da mesma cor que o governo da nação, achei que, a juntar aos protestos dos empresários da zona e à realização de Legislativas em 2015, a obra iria mesmo avançar, mais não fosse por motivos meramente eleitoralistas. Corri o risco de acreditar mas estava efectivamente enganado.

Pouco tempo depois, ainda iludido, deparei-me com um artigo esclarecedor do meu amigo Jaime Toga n’O Notícias da Trofa. Nele, o membro da Comissão Política do PCP refere-se a todo um conjunto de propaganda em torno da questão da construção da variante à EN14. Dois aspectos a destacar: por um lado, o facto do PCP ter já apresentado diversas propostas no sentido de solucionar o problema, todas chumbadas pelos partidos do bloco central. Por outro, o facto consumado de que a obra da variante não foi contemplada com qualquer verba do QREN, algo que Jaime Toga afirma ter sido confirmado pelo próprio presidente da CCDR-N.

Não foram precisas mais do que duas semanas para que tivéssemos a prova factual de que Jaime Toga falava a verdade: a 4 de Abril, o Notícias da Trofa noticia que Bruxelas não está disposta a financiar a obra por considerar que questões relativas a acessibilidades rodoviárias não teriam carácter fundamental para o país. A CMT reagiu pela voz de Sérgio Humberto, lamentando a decisão e mostrando desagrado. Protestou, posteriormente, pela única solução aceitável, em sintonia com os seus congéneres da Maia e Famalicão. O que é o mínimo que se exige mas que está longe de resolver o problema. A realidade é que ainda não será neste mandato que teremos qualquer avanço neste tema e que o trânsito no concelho continuará caótico como até aqui. Nada de novo portanto, apenas as manobras do costume que nos vão iludindo e perpetuando o problema.

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