A austeridade avança, imponente, pelo pais que está melhor repleto de pessoas que vivem cada vez pior. Os alvos continuam os mesmos: saúde, educação e estado social em geral. Mas no caso específico que vos trago hoje, o concelho da Trofa sai particularmente prejudicado.
O Notícias da Trofa noticiou, na passada semana, a intenção do Ministério da Saúde de subtrair especialidades ao Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA), que serve o nosso concelho através dos hospitais de Santo Tirso e Famalicão. Entre as especialidades que passam a ser providenciadas pelos hospitais de Porto e Braga contam-se a obstetrícia, a cirurgia vascular ou a cirurgia pediátrica. A denúncia partiu dos núcleos do Bloco de Esquerda de Trofa e Famalicão.
No sentido de ver esclarecido este problema, o Bloco de Esquerda pediu entretanto uma audiência ao ministro Paulo Macedo, no sentido de apurar os motivos que levaram à redução dos serviços prestados às populações servidas pelo CHMA. Contudo, e à imagem daquilo que vem já sendo habitual noutras questões mais “delicadas”, a maioria PSD/CDS-PP inviabilizou a referida audiência. Actos que falam por si.
Aos poucos somos privados de cada vez mais serviços que, pela sua natureza absolutamente fundamental, representam um decréscimo preocupante na qualidade de vida dos trofenses. É importante saber quem apoia e quem se opõe a este tipo de medidas. Acima de tudo, é fundamental saber qual a posição do nosso poder local: se aceita estes “ajustamentos” de ânimo leve ou se está a tomar medidas que contrariem este problema.