Obrigado

Obrigado

Obrigado Jon Pulse por me teres ensinado tantas lições enquanto lutavas contra essa doença maldita que te levou para longe de todos nós. O teu exemplo de alguém que viveu intensamente a sua vida até que as suas forças não o permitiram mais foi, é e será para sempre uma inspiração para mim. Nunca serás esquecido, o teu impulso é eterno. Tal como tu meu amigo.

Obrigado Fábia, por caminhares sempre ao meu lado, por apoiares este projecto desde o início e por teres vindo ajudar na pior parte – as limpezas – apesar dos dias em que praticamente não falamos para que eu me pudesse concentrar a fazer algo que não sabia fazer. És o meu primeiro pilar e a origem da minha energia. Prometo compensar-te da minha “ausência” nas duas últimas semanas.

Obrigado Carina Silva, por usares os teus vastos conhecimentos do mundo do espectáculo e me teres traçado um plano, detalhado e objectivo, sem o qual nada teria acontecido no passado Sábado. Ou pelo menos não teria corrido tão bem. Obrigado também por teres feito chegar a mensagem aos Dealema e por estares sempre disponível sempre que precisei da minha personal advisor/CEO. O teu cérebro e coração foram fundamentais.

Obrigado Pedro Mox, pelo imenso trabalho que tiveste em fazer um cartaz tão potente e apelativo. Desculpa-me pelas milhentas mensagens e chamadas para mudar isto e aquilo, sei que estás habituado a trabalhar com profissionais mas este teu amigo é meio maçarico nestas coisas. Acho que me perdoas, já levamos uns anitos a assar frangos por aqui e por ali.

Obrigado ao Pinto pelo entusiasmo colocado neste projecto, apesar dos momentos de pessimismo (tens que trabalhar isso pá, aproveita este ano que o Benfica vai ser campeão), e por tudo o que fizeste para que este concerto fosse uma realidade. A tua energia, dentro e fora do palco, contagia e faz toda a diferença. És o one man show: cantas, tocas e apresentas. E ainda tiveste tempo para tratar das rifas e do som. És muito grande, não admira que o João te tivesse como um irmão, ele raramente se enganava. E se eu estiver enganado sobre a vida após a morte, ele estará com certeza muito orgulhoso daquilo que fizemos.

Obrigado Manel Pinheiro (sim, eu sei que é Manuel mas isso é no registo civíl, para mim és hoje, como no passado, o Grande Manel) pelo pulmão e pela dedicação incondicional. Estiveste em todas, fizeste tudo o que esteve ao teu alcance e não descansaste até “expulsarmos” a última pessoa do recinto da junta às 03h da matina. Foste uma surpresa para muitos mas não para mim que sei que, apesar de às vezes ferveres em pouca água, tens um coração enorme.

Obrigado a todos os talentosos músicos que desde o primeiro minuto perceberam o que se pretendia, ofereceram o seu trabalho de forma gratuita, ajudaram com sugestões pertinentes e ainda arranjaram tempo para fazer uma dedicatória, em forma de rimas e beats, para a Inês: Uxteves, Pena, Rogg, Ojuara, David, DJ Johtta, Koffy (foi um prazer conhecer a mítica Caixa), Koffy Jr., Desatino e Lays. Acredito muito que um dia vocês serão dos principais responsáveis pelo fim do velho estigma de não se passar nada na Trofa. Foi um prazer trabalhar convosco e espero sinceramente que tenha sido a primeira de muitas vezes. Aos Alvadance, o meu obrigado por terem salvo a primeira parte do evento, quando o recinto teimava em não encher e vocês conseguiram contagiar quem estava presente. As minhas desculpas pelo convite tardio mas os amadores são mesmo assim. Quando um dia conseguirmos, todos, fazer um grande festão de hiphop, espero também contar com o vosso skill, imenso. Nas pessoas da Bela Santos e da Smile Figueiredo, agradeço-vos cá do fundo.

Obrigado à minha camarada Silvéria Miranda, companheira de várias batalhas, sempre pronta para todas. A nossa ainda curta “sociedade” é algo que pretendo manter e reforçar pela minha vida fora. Sempre atenta aos detalhes, sempre ponderada e coerente, o teu contributo foi fundamental e o teres abdicado de ver minimamente o concerto, ficando toda a noite na parte mais chata dele, foi mais uma prova daquilo que eu já sabia: que posso contar sempre contigo. Obrigado por teres arrastado o teu homem contigo, e o meu obrigado também para ti Ruben de Jesus, por te colocares à disposição no matter what. Nada que me surpreenda vindo de quem vem.

Obrigado à Mónica Oliveira que desde o primeiro minuto se fartou de me perguntar o que eu precisava e como podia ajudar. Foste das pessoas que me mostraram, desde o inicio, que havia vontade e entusiasmo à volta deste projecto. Foste incansável, foste às compras, ficaste na zona mais secante e fizeste-o com entrega. Obrigado por teres também arrastado o teu homem: um grande obrigado também para ti Luís Novais, pela seca que apanhaste na bilheteira da rifas.

Obrigado à Marta Almeida, que se colocou à disposição desde o primeiro minuto, e que ficou com a exigente tarefa de gerir um bar, a determinada altura tomado de assalto por simpáticos convivas com excesso de alegria. Geriste o bar, espalhaste a mensagem e estiveste presente do primeiro ao último minuto. Obrigado por nos teres trazido também a Marisa: obrigado Marisa Maia pela tua ajuda, do bar às compras, passando pela odisseia dos copos. No dia seguinte lá estavas tu a limpar. Foi um prazer!

Obrigado ao Jorge Pereira, o mago supremo do Facebook, por, apesar dos condicionalismos da sua vida super-atarefada, ter dedicado o seu tempo e experiência a dinamizar a página da Inês, que em 48 horas já tinha ultrapassado os 6 mil amigos e hoje já ultrapassou os 11 mil. Apesar da distância que agora nos separa, continuas a ser da família e não falhas. Foste inexcedível na tua tarefa, o que, para quem conhece aquilo de que és capaz, não é surpresa nenhuma.

Obrigado à CMT, na pessoa do Sérgio Humberto e da Zita Formoso, que desde o primeiro minuto estiveram disponíveis para ajudar na medida das suas possibilidades. Não resisto a relembrar que, no fundo, é vossa “obrigação” ajudar a comunidade a mexer-se mas não me esqueço que, no passado não muito distante, outros colocavam entraves a tudo. Obrigado por me receberem fora de horas e por terem sempre uma alternativa para tudo. Estamos ideologicamente separados por milhares de KM’s mas sabemos bem que, por vezes, valores mais altos se levantam.

Obrigado ao Jorge Campos, que apesar de integrar a equipa da CMT merece aqui uma distinção especial: tal como o Manel, estiveste em todas, ajudas-te em tudo o que esteve ao teu alcance, da comunicação ao som, sempre fora de horas. Sei que não foi fácil mas tu estiveste sempre lá. No dia do concerto, quando eu cheguei à junta às 10h da manhã, lá estavas tu, sozinho, à minha espera. À noite estavas lá outra vez. Não me falhaste uma vez, foste incansável. Acredito muito em pessoas como tu.

Obrigado à professora Isabel Cruz, incansável madrinha deste projecto, que nos ajudou, nos motivou, espalhou a mensagem, arrastou amigos e nos inspirou para fazer mais. Obrigado também por nos ter trazido a Kika Pinheiro, uma guerreira que nos caiu literalmente do céu: obrigado Kika, foi um prazer conhecer-te e trabalhar contigo. A energia que colocas em tudo o que fazes é impressionante. Moveste montanhas e o teu contributo foi absolutamente fundamental. Ainda temos algumas batalhas pela frente. Entre outras coisas.

Obrigado à Sofia Matos, que apesar de não poder estar presente no dia do concerto mobilizou quem pôde e foi a primeira a chegar de esfregona na mão no dia seguinte, ficando com a tarefa mais ingrata de todas. Apesar de tudo aquilo que nos separa, que é muito, saúdo a tua atitude e, apesar de eu continuar a ser o mesmo João Mendes que conheces bem, podes contar comigo quando precisares.

Obrigado ao Amadeu Dias, por desde cedo ter manifestado a sua intenção de colaborar, por ter mobilizado os seus, por ter abdicado do seu Sábado e por saber separar as águas. Sei bem aquilo que representou para ti estar envolvido neste projecto, do início ao fim, e admiro-te MUITO por isso.

Obrigado aos meios de comunicação locais, o Notícias da Trofa e o Correio da Trofa, a quem agradeço nas pessoas do Hermano Martins e do André Cordeiro, pelo importante contributo de divulgação sem pedir nada em troca. A vossa intervenção foi fundamental e a vossa presença no dia permitirá perpetuar, através das muitas fotografias, este momento para a eternidade. Bem-hajam!

Obrigado também a todos aqueles que, de forma mais ou menos indirecta, contribuíram para que este concerto fosse uma realidade, partilhando informação nas redes sociais, passando a palavra a amigos e conhecidos e vindo gastar o seu dinheiro, muito curto nos dias que correm, para ajudar uma causa que a todos nos transcende. As mais de 200 pessoas que por lá passaram, apesar dos 5€ da rifa, fazem-me acreditar que ainda é possível derrotar o estigma e criar condições para que a Trofa seja um local apelativo para os seus jovens se divertirem e mostrarem o seu talento. Cabe-nos a nós fazer por isso. Mas mais importante do que isso, é que todos percebam que o concerto do passado Sábado foi feito por pessoas normais como qualquer um de vocês o que significa que, com força de vontade e dedicação, qualquer grupo de pessoas pode repetir o que nós fizemos. A porta está aberta, não a deixem fechar!

Finalmente, e porque já me alonguei demais, quero deixar o meu último agradecimento. Obrigado Inês, pelo teu exemplo de força de vontade e pela tua vontade de viver que foi (e é) para mim uma inspiração. Para mim e acredito que para todos aqueles que me honraram com a sua presença nesta equipa. Contínua a lutar, acreditamos em ti! Que nada te demova de continuar a desfrutar da dádiva que é a vida. No final triunfarás!

Termino como comecei, há quase 3 meses, reafirmando que não poderá ser por falta de dinheiro que pessoa alguma perca a sua vida. E o relógio continua a bater muito rápido para muitas pessoas que hoje sofrem. Isto foi só o começo. Será que alguém achava mesmo que íamos ficar por aqui?

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2 Responses to Obrigado

  1. Anonymous says:

    e parabens para ti pelo excelente trabalho que fizeste para a organizaçao desta festa

  2. Pingback: Um ano de E a Trofa é minha! | …e a Trofa é minha!

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