Passos Coelho na Trofa: “orgulho trofense” VS “vergonha nacional”

miguel_relvas_e_passos_coelho

Fizeram-se os possíveis para manter total secretismo em torno da visita à Trofa do actual aldrabão a exercer funções de primeiro-ministro. Nem uma palavra nas redes sociais, nem uma palavra na comunicação social (o que prova, uma vez mais, a essência do Correio da Trofa enquanto jornal do regime laranja). Silêncio absoluto. Mas como grupo de interesses que é, a massa militante do PSD-Trofa fez o seu próprio “wikileaks” e permitiu a fuga de informação que expôs ao ridículo a fraca manobra de diversão com vista a evitar dissabores a Pedro Passos Coelho. É que os verdadeiros sociais-democratas começam a ficar fartos das incompetentes e clientelistas tropas neoliberais de inspiração “relvista” que tomaram conta do aparelho.

Alguns poderão afirmar – legitimamente – que o PSD-Trofa não é obrigado a divulgar visitas de militantes do seu partido quando o assunto é interno, o que é o caso. Tão legítimo como nos é permitido afirmar que a razão principal de tanto secretismo se prende à crescente e elevadíssima impopularidade do actual PM e ao risco de protestos que seriam perfeitamente naturais e que alguns dos jotas que o apoiam também fizeram por ocasião das últimas visitas de José Sócrates à Trofa. Não fosse o feitiço virar-se contra o feiticeiro e aparecessem por lá dois jovens “independentes” a atirar ovos ao homem, algo que apesar de desnecessário seria duplamente interessante, não só para ver a história repetir-se, provando uma vez mais a natureza siamesa de PS e PSD (e por conseguinte da JS e da JSD), mas principalmente porque quem aldraba um país inteiro para ser eleito merece ser punido por isso. Antes um ou dois ovos no fato do que uma mira na cabeça não é mesmo?

Poucos militantes laranjas tiveram coragem de se pronunciar sobre o encontro até ao momento. O que ilustra bem a irritação dos verdadeiros sociais-democratas já referida. Os que o fizeram, como a líder da JSD Sofia Matos, referiram que se tratou da apresentação da recandidatura de Passos Coelho à presidência do PSD aos distritos do Porto, Braga e Viana do Castelo. Já a instituição a que preside, a JSD Trofa, afirmou que teria sido uma apresentação ao norte do país, o que obrigaria a acrescentar Vila Real e Bragança à lista de distritos referidos pela “deputada” municipal. Curiosa esta desarticulação entre a comunicação oficial da presidente da jota e da jota a que preside, a fazer lembrar o salvador da noite da porrada que estava ali por perto e chegou ao local em segundos mas que, no dia seguinte, disse à Sábado que afinal estava em casa de pijama. Mais curioso ainda é ver que, num acto interno do partido, direccionado para o norte do país (ou parte dele, ficamos sem saber qual a versão oficial), os temas que dominaram a recandidatura de Passos à direcção do PSD foram as acessibilidade e o emprego na Trofa.

Vamos lá ver se nos entendemos: então o homem vem à Trofa apresentar a sua recandidatura interna, com um auditório repleto de ilustres sociais-democratas de todos os cantos do norte de Portugal (ou da maioria, depende das versões), e o tema que domina o certame são as acessibilidades e o emprego na Trofa? Então e as acessibilidades em Bragança, Vila Real ou Viana do Castelo? Já agora, em que medida é que tal discussão se enquadra num contexto de organização interna do PSD? O que têm os militantes de outras áreas do norte a ver com a situação específica da Trofa? Estaria Passos a tentar “comprar” os trofenses com mais uma das suas habituais e previsíveis mentiras? Serei só eu a achar que isto faz tudo menos sentido??? Algo aqui parece estar mal contado…

Duas notas para fechar: por um lado, gostaria de perceber se o PSD alugou o auditório da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Bougado para este evento e qual o valor (enviei, a este respeito, um email ao executivo camarário para tentar obter esse esclarecimento. Caso receba resposta, a mesma será publicada neste blog). É que sendo este um evento de natureza interna do PSD, não faz sentido que os contribuintes paguem pela despesa de manter o auditório durante o período da sessão. Muito ou pouco, é despesismo que não diz respeito aos trofenses mas aos militantes sociais-democratas. Por outro lado, e com isto finalizo, será que os responsáveis do PSD-Trofa teriam mantido tanto secretismo caso a popularidade de Passos Coelho estivesse em alta? Relembro que estamos a falar de um líder partidário que não meteu os pés na Trofa durante a recente campanha autárquica, ao contrário de Catarina Martins ou António José Seguro, e cuja acção política feita de mentiras, clientelismo, ausência de mérito, escândalos de tráfico de influências mal explicados e incapacidade de cumprimento dos objectivos traçados pelo memorando contrasta fortemente com a imagem de ética e valores que a equipa de Sérgio Humberto tentou transmitir durante a campanha e que lhe permitiu ganhar as eleições. Passos Coelho representa a negação daquilo que a direita trofense alinhada com a coligação Unidos pela Trofa define como “orgulho trofense”. Passos Coelho representa a “vergonha nacional”, o sistema político em decomposição e o velho regime do compadrio. Se o PSD Trofa se revê neste chefe, então receio de ter sido enganado durante a campanha autárquica.

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12 Responses to Passos Coelho na Trofa: “orgulho trofense” VS “vergonha nacional”

  1. joaquim azevedo says:

    Era para fazer a pergunta sobre o aluguer do auditório da junta ou não, sendo que já o fizeram fico a aguardar a mesma e espero que alguém pague o espaço. Quanto ao Correio da Trofa, onde se encontram as pessoas que comandam a nossa Câmara nada me admira, o seu silêncio.

  2. Anonymous says:

    Não estive na sala mas tendo por base a moção de PC sobre o cándidato às Presidênciais ” considerando que este não pode ser protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes ou num catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno politico e não deve buscar a popularidade fácil….” muitos dos presentes devem ter ficado com as orelhas a arder ( até o CR )

    Relativamente à váriante à EN14 digamos que a conversa está mesma apropriada para uma mesa de restaurante, tudo a terminar em águas de bacalhau ou cinzas de leitão…..
    Em França seria tratada a bordo de uma Lambreta.
    Desde quando um assunto de tamanha importância para uma Região deve ser tratado de uma forma tão partidária? Já agora qual foi a posição do Pedro? Apresentou algum prazo?

    • João Mendes says:

      Questões que também me coloco caro anónimo. Mas para as quais não tenho respostas uma vez que nunca na vida participaria em qualquer acto de vassalagem a este inimigo publico.

      Quanto às declarações do PM sobre o candidato presidencial que lhe agrada, nem vale a pena comentar. As declarações do senhor mostram bem de que material ditatorial é feito…

  3. joaquim azevedo says:

    Obrigado João.

  4. Sofia Matos says:

    Olá João, por motivos profissionais só agora consegui ler com a devida atenção o teu post e responder ou esclarecer os pontos em que directamente me referes e à JSD Trofa.
    Penso que estás enganado nalguns pormenores: era uma acção interna do partido, organizada pela nacional em colaboração com as distritais e os militantes foram, pelo menos boa parte deles, avisados pois a sala estava completamente cheia. Além disso, alguns jornais (Diário de Notícias, Jornal de Notícias, o Sol, entre outros, uns dias antes referiram que o candidato Pedro Passos Coelho iria a Lisboa, Aveiro, Bragança e Trofa, entre outros locais de Norte a Sul apresentar a sua candidatura aos militantes. A Trofa foi a escolha, realmente, para a apresentação aos militantes do Minho e Douro Litoral. Não existiu, da nossa parte, qualquer secretismo. O que acontece, quando muito, é que quem tinha de fazer a divulgação era a candidatura e as estruturas nacional e distritais. Divulgação essa que, pelo menos aos media foi feita pois estiveram cá todos nesse dia.

    Quanto à informação dada por mim e dada pela JSD o que se passou foi simples: a JSD recebeu a informação, via distrital, que seria a visita ao Norte e posteriormente, ficou-se a saber que era ao Minho e Litoral Norte. Podes entender de forma diferente, mas foi apenas um pormenor de erro de informação e confusão que, penso eu, não terá grande mal e por vezes pode acontecer.

    Os temas que referi não foram dominantes, foram parte e muito por via das perguntas que lhe foram feitas pela assistência. A que o candidato respondeu. É natural que sendo a assistência maioritariamente da Trofa fossem essas as perguntas principais do público e ainda para mais quando estavam na sala vários militantes da Maia e Famalicão, concelhos também interessados na matéria.

    Espero ter esclarecido algumas dúvidas. Obrigado

    • João Mendes says:

      Olá Sofia,
      Obrigado pela tua resposta!

      Antes de mais (já é um clássico) tenho que te aconselhar (aceitas se quiseres claro) a ler o que eu escrevo antes de falares em erros que não existem. Já me conheces o suficiente para saberes que não lido bem quando me tentam manipular o discurso. Mesmo quando não conseguem:

      1. Eu referi que era uma acção interna do partido (qual é aqui o pormenor onde estou enganado?);

      2. Eu não disse que os militantes não foram avisados. Aliás, até referi que foi deles que veio a fuga de informação (qual é aqui o pormenor onde estou enganado?);

      3. Eu não disse que a comunicação social nacional não foi avisada – mas aqui dou a mão à palmatória pois escrevi “nem uma palavra na comunicação social” mas é perfeitamente perceptível que me referia à comunicação social local, dai a referência ao CT mas ok, ofereço-te esta de borla para não te aborreceres. Faltou-me assertividade;

      4. Existiu secretismo na medida em que ninguém comentou a vinda do senhor à Trofa no Facebook ou nos blogs, ao contrário do que é comum quando alguma figura do partido visita a nossa cidade. Podes tentar fazer-me acreditar que não se tentou manter secretismo da sua vinda mas os factos falam por si. Estamos a falar do primeiro-ministro e se quiseres aponto-te facilmente meia dúzia de situações semelhantes de visitas de perfis menos relevantes que foram anunciados com alcance e antecedência mas não preciso porque tu sabes do que falo;

      Quanto à “descoordenação”, foi apenas um detalhe que me fez lembrar outras descoordenações como na vez que cito no meu texto por ocasião da mentira descarada quando decidiram andar à porrada com os vossos rivais. Mas tratou-se apenas de um elemento cómico que decidi introduzir no texto e que, com bem referes, tem pouca relevância no contexto. De resto um elemento cómico muito menos “agressivo” do que alguns que o moderador do blog da JSD Trofa aprovou em tempos sempre que Joana Lima era visada. Se precisares também te posso enviar alguns exemplos, alguns deles até já foram apagados mas guardo-os numa folha de word com muito carinho.

      Se os temas que referiste não foram dominantes, então porque escreveste “Os temas das acessibilidades e emprego na Trofa dominaram a discussão”? Isto faz sentido para ti? De qualquer forma, continuo a não perceber a relevância dos temas no contexto da recandidatura interna do Passos Coelho. Mas isso são dúvidas naturais de quem está de fora e não são exclusivamente minhas e que se quiseres poderás tentar explicar.

      Já agora, queres partilhar as respostas dadas pelo vosso líder relativamente às preocupações dos trofenses? É desta vez que o metro fica “resolvido”?

      Finalmente, e como pareces interessada no esclarecimento de dúvidas, esclarece-me por favor as seguintes (estão no texto, não as inventei agora para te chatear). Se quiseres claro:

      1. Qual é o enquadramento dos problemas internos da Trofa na recandidatura à liderança do PSD de Pedro Passos Coelho?

      2. Entendes que faz sentido que os contribuintes trofenses paguem as despesas associadas à utilização do auditório da junta de Bougado quando o assunto não lhes diz respeito enquanto trofenses?

      3. Se a popularidade de PPC estivesse em alta teria havido tanto silêncio nas redes sociais, principalmente depois da forma massiva como o PSD Trofa as tem utilizado, nomeadamente no contexto das eleições autárquicas?

      4. A JSD Trofa, que lideras, revê-se no comportamento desonesto de Pedro Passos Coelho (para esclarecimento da desonestidade do primeiro-ministro, sugiro seguir os vários links presentes no último parágrafo do meu texto se bem que estou certo que já os conheces todos).

      Obrigado pelo teu tempo.

  5. Sofia Matos says:

    Caro João, posso ter errado na interpretação que fiz do teu texto. Por partes, não interpretes o “errado” de forma tão forte, apenas pretendi explicar a natureza interna do evento reforçando quem pertencia a organização. Quando referes o “secretismo” pensei que te referias ao todo e não apenas a parte. Erro meu.

    Quanto à questão dos temas da Trofa, é natural e usual que as pessoas aproveitem estes momentos em que podem fazer perguntas que se desviem do tema e levem a discussão para as questões que lhes dizem respeito de forma mais próxima. Foi por isso que militantes do PSD da Trofa assim como de Famalicão e da Maia tenham procurado obter esclarecimentos sobre questões locais.

    Não estarei a cometer nenhuma inconfidência ao dizer-te que o Dr. Pedro Passos Coelho se referiu, na sessão de respostas, ao tema da EN 14 tendo informado os presentes que estava a par da proposta que lhe foi apresentada pelos três presidentes de câmara e que sobre a mesma, brevemente, teriam novidades – qual a proposta e quais as novidades não sei nem foi dito.

    Quanto aos teus pontos do final do comentário (1 a 4) aproveito para responder de uma só vez:

    A questão do local, a exemplo do que fazem outros partidos da Trofa, corresponde a uma decisão tomada em assembleia de freguesia que entendeu, de forma democrática e pelos eleitos de Bougado, que actividades de partidos, associações ou de privados sem fins lucrativos podem utilizar o auditório sem qualquer custo. É uma opção, seguida em muitos concelhos e que eu teria votado da mesma forma. Quanto ao resto, é a tua opinião, que respeito mesmo não concordando. Uma opinião tão legítima como a tua ou a de qualquer outra pessoa.

    Permite-me, finalmente, que te diga que não tentei manipular o teu discurso nem a tal me atrevia como, certamente, tu não farias o mesmo. Dei a minha opinião, tão só.
    Cumprimentos e obrigado.

  6. João Mendes says:

    Cara Sofia,

    Errar numa interpretação e referir coisas que simplesmente não existem no meu texto não são propriamente a mesma coisa. Cada um é livre de fazer as suas interpretações, convém é que essas interpretações sejam o reflexo de algo que efectivamente exista o que, como pudeste verificar, não é o caso. Reforço que é importante leres primeiro com atenção aquilo que pretendes interpretar. Se não existe, não há nada a interpretar. E isso torna-se particularmente relevante quando começas o teu primeiro comentário por dizer “só agora consegui ler com a devida atenção”.

    É pelo descrito em cima que fico sem perceber a necessidade de explicares a natureza interna do evento quando eu a refiro no meu texto. Se a refiro, à partida será porque tenho noção dessa realidade certo? Quanto ao secretismo, acho que é também bastante claro que me referia ao todo da comunidade social-democrata trofense activa. Já o expliquei de forma detalhada, não o irei fazer de novo.

    Perdoa a minha ignorância: na minha cabecinha não fazia sentido que numa apresentação de candidatura a órgãos internos de um partido coubessem debates sobre questões locais. Acredito que seja algo muito saudável mas perfeitamente irrelevante na medida que é mais que óbvio que não será pelas simpáticas perguntas dos militantes sociais-democratas que teremos o metro ou as variantes mais rápido. De resto “estar a par da proposta” não me inspira grande confiança, principalmente quando estamos a falar de alguém que mente compulsivamente. Contudo, acredito que o eixo social-democrata que agora une Maia, Trofa e Famalicão deve ser mais do que suficiente para pressionar o governo do mesmo partido para que as obras avancem. Está na hora de gastar menos dinheiro em boys e mais dinheiro no que as populações realmente precisam.

    Lamento que te tenhas disponibilizado a responder às minhas 4 questões mas na realidade apenas tenhas respondido às duas primeiras. Claro que as outras duas são mais incómodas na medida em que sabes tão bem como eu que, por um lado, se a popularidade do senhor estivesse em alta a sua vinda teria sido anunciada com pompa e circunstância e, por outro, que vos deve ser muito caro ter que apoiar incondicionalmente um líder desonesto porque a militância a tal obriga. Não obriga a todos mas à maioria. Acredito que ainda existe uma réstia de juízo crítico honesto nas fileiras partidárias. De reforçar apenas que, na minha 4ª questão, não estou a emitir uma opinião: estou a apresentar factos – o apoio da tua estrutura ao “querido líder” e a desonestidade do primeiro-ministro. Quando falo na desonestidade do PM, não estou a emitir uma opinião, estou a constatar um facto e tu, como advogada, deves perceber bem a diferença entre ambas. Eu, tu e toda a gente que estiver a acompanhar esta conversa sabe bem de que desonestidade falo e, minha cara, se o que eu estou a dizer não fosse verdade, já me teriam tentado “esmagar” pela heresia. Deve ser um fardo difícil de carregar o de apoiar um homem sem escrúpulos ou carácter que mente para obter o poder. Principalmente depois de tudo o que disseram sobre José Sócrates. Sempre achei de um elevado nível de humor o acto de tolerar a mentira de uns e punir a mentira, em iguais moldes, de outros.

    Relativamente à cedência do espaço a diferentes entidades, estou de acordo quando se tratam de associações ou grupos locais sem fins lucrativas. Parece-me, no entanto, obsceno e desrespeitoso para com a população de um concelho economicamente deprimido, em parte pelas políticas do partido a quem o espaço foi cedido, que se ceda um espaço público a uma entidade que é financiada com dezenas de milhões de euros anuais provenientes dos nossos impostos. E claro que é uma prática comum em muitos concelhos: afinal de contas, quem os dirige, na esmagadora maioria dos casos, são os dois partidos do sistema para quem tudo é válido. Até o crime e a mentira.

    Se não tentaste manipular o meu discurso, algo que já aconteceu no passado (gato escaldado…) vou assumir, sem ironias, que foi, digamos, um delírio teu. Mas coloca-te no meu lugar e diz-me: se eu me dirigir a ti para te corrigir declarações que não fizeste, acharias tal normal? Parece-me que é mais uma resposta que ambos sabemos de antemão.

    Obrigado e um abraço!

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