Manipulação: a propaganda que nos vendem e o mundo real – Parte IV: os peixes anónimos que morrem pela boca

De entre as várias razões que levam os cobardes incendiários do costume a assumir um perfil anónimo para atacarem de forma baixa a dignidade e credibilidade de terceiros, existe uma que para mim se destaca e que diz respeito à necessidade que estas pessoas têm em manter uma falsa aparência de exemplo social, a maior das hipocrisias. O jogo das aparências, onde por baixo da carapaça imaculada existe um ser conflituoso e negativamente ambicioso capaz de quase tudo para levar os seus objectivos por diante e que não olha a meios para atingir fins. Aquela imagem que se mantêm com muitos sorrisos, discursos bonitos e floreados, mas vazios de conteúdo (ou simplesmente irrealistas), visitas ao mercado em tempo de campanha e fotografias amorosas no canil ou na festa de solidariedade. Uma “imagem” destas não pode ir para a blogosfera ou Facebook atacar os seus adversários de forma baixa, levantar falsos testemunhos ou lançar boatos. Até porque tal destruía a possibilidade de usar o trunfo da “virgem ofendida” no futuro. Para contornar a contaminação dessa “imagem” de falsa pureza ética e seriedade incontornável criam-se perfis falsos no Facebook e nos blogs. E eles vão crescendo como cogumelos. Venenosos na sua maioria.

A maior parte destes perfis são claros no seu objectivo. Mas existe uma ligeira diferença entre aqueles que pensam antes de se iniciarem nestes esquemas e aqueles que são óbvios demais e que se denunciam de forma quase humorística. São peixes que morrem pela boca. Na rua são peixes-balão, sempre muito inchados, mas quando chegam a casa e retiram a máscara, desincham e camuflam-se, quais polvos traiçoeiros, para apanharem (ou pelo menos tentar) as suas presas desprevenidas. Às vezes corre-lhes mal. Assim de repente, lembro-me do tempo em que o moderador do blog da JSD (ou um qualquer amigo seu) respondia a comentários meus de forma anónima e, mais recentemente, de um perfil anónimo com múltiplas personalidades que emitia a partir do IP da empresa Eurico Ferreira. Sempre em ataque cerrado à coligação Unidos pela Trofa (curiosidade: este perfil foi o mesmo que publicou, mais do que uma vez, o contrato de trabalho de Sérgio Humberto do tempo do executivo Bernardino Vasconcelos. Atentem nestes detalhes quando avaliaram a “independência” destas pessoas). Fernando Pessoa e seus heterónimos como eram carinhosamente tratados nesta casa.

Mas há mais, cada vez mais. Alguns são, aparentemente, colectivos. É o caso da página de Facebook Socialistas Trofenses de Verdade, criada com o intuito exclusivo de atacar a actual direcção do PS Trofa. Nos poucos posts publicados nesta página, metade são ataque a Joana Lima e Marco Ferreira e a outra metade são manifestações de indignação pelo desenrolar do recente acto eleitoral interno do PS Trofa, o que não me deixa muitas dúvidas quanto a ser um perfil afecto à lista recentemente derrotada nas eleições do PS Trofa (tema que será tratado na Parte V deste trabalho). Ainda bem que não dá para atirar urnas através do Facebook!

Temos ainda uma categoria à qual gosto de chamar os “Trofa Coiso”. Temos o Viver na Trofa, um perfil que poderia perfeitamente chamar-se “anti-Joana Lima/pró-Sérgio Humberto” na medida em que foi criado com o objectivo único de atacar a ex-autarca em prol da eleição de SH. Temos também o Trofa Verdadeira, outro perfil “anti-Joana Lima/pró-Sérgio Humberto” que presumo ser a mesma pessoa que dirigiu o blog populista “Trofa uma verdade inconveniente”, activo apenas durante a última campanha eleitoral para atacar a autarca que ainda exercia funções. Para além dos dois “Trofa Coisos” anti-JL, existe o Trofa Sempre, um perfil pró JL/PS, que, imaginem, comenta na blogofera a partir da rede da Trofáguas. Esta gente pode dizer-vos aquilo que quiser. Que são independentes, que são a favor da verdade ou até que combatem por objectivos nobres. Mas, na realidade, existe uma laranja ou uma rosa por detrás da esmagadora maioria destes ecrãs que se está nas tintas para a verdade ou para a Trofa. São as manobras não-assumidas destes militantes cobardes e parasitas que na falta de argumentos adultos enveredam por práticas infantis a roçar o fundamentalismo. São os gajos que fazem o trabalho sujo dos falsos exemplos sociais que nos vendem diariamente banha de cobra de marca branca, regra geral com prazo de validade ultrapassado. Gente que representa precisamente aquilo que quer parecer combater. Veículos de propaganda podre do poder.

Existe ainda o caso mais paradigmático de todos. O Olhar a Trofa é um perfil que eu conheço desde os tempos em que fui acusado de estar por trás dele pelos clones afectos à coligação Unidos pela Trofa (Mónica Andrade e Beatriz Silva). Apesar de se tratar de um perfil que “bate” no PS e na coligação no poder, a forma cirúrgica com que desfere os ataques aliada ao anonimato indica que poderá ser manobrado por outro partido político. Existe, inclusive, quem o acuse de ser o “braço armado anónimo” do MIT na rede, algo que até agora ainda ninguém conseguiu provar, mas que no actual contexto de conflito camuflado teria algum enquadramento.

A seu tempo, todos estes anónimos acabam por cair ou desaparecer pelo simples facto de que não existem, são clones com missões e tempo de vida pré-definidos. Ou pelo menos acabam por revelar a quem servem. E no meio de tantos anzóis que lançam entre si, há sempre um peixe infeliz que tenta comer a minhoca e é exposto. Eu conheço uma série de exemplos que vou guardando, tal como Pessoa (o original) caso um dia me apeteça construir um castelo. Tenho um prazer imenso em ver cair as máscaras dos falsos moralistas. Mas o que importa verdadeiramente não é tanto conhecer a identidade destas pessoas, mas antes o que elas representam: um esquema subterrâneo cujo objectivo único é subverter o debate e denegrir alvos bem definidos. Tudo em prol do poder através da desinformação. Compete a quem verdadeiramente luta por uma Trofa melhor e mais transparente combater estes “tumores” virtuais que mais não são que instrumentos de cobardes políticos farsolas escondidos atrás de falsos bairristas trofenses. O único bairrismo destas pessoas chama-se poder.

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2 Responses to Manipulação: a propaganda que nos vendem e o mundo real – Parte IV: os peixes anónimos que morrem pela boca

  1. joaquim azevedo says:

    A minha experiência de vida realmente concorda com, o PEIXE MORRE PELA BOCA. Parabens a quem reconhece que o azeite, quando na água bem sempre ao de cima. Mas felizes daqueles que não evocam o Santo nome de DEUS em vão. Diz o ditado, que quem desconfia é pouco certo. Mas o presidente Pinto da Costa escreveu um livro, cujo titulo é: largos dias tem 100 anos.

  2. Pingback: Manipulação: a realidade que nos vendem e o mundo real – Parte VII: Blogosfera jota 2.0 | …e a Trofa é minha!

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