Uma biblioteca no centro da Trofa. E esta, hein?

48817478Bombeiros Voluntários da Trofa
Foto de Maria Irene Peixoto

Embora seja a primeira a dizer que num concelho as actividades (culturais, desportivas e outras) devem ser dispersas geograficamente por forma a atingirem um maior número de pessoas, também é verdade que sou a primeira a queixar-me da localização da Casa da Cultura da Trofa. Não porque não acho que ela deva existir lá, muito pelo contrário, mas sim porque acho que dava jeito ter um outro espaço cultural mais para o centro da Trofa, nomeadamente mais perto de escolas com grande número de alunos, como a Escola Secundária da Trofa ou a Escola EB 2/3 Prof. Napoleão de Sousa Marques.

Posto isto, rejubilei quando vi esta semana este artigo n’O Notícias da Trofa (que já tem um mês, mas que me passou despercebido) relativo à biblioteca existente na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, mais concretamente no espaço Cultural Eng. Hernâni Gonçalves Cunha. Esta biblioteca, que até agora só abria na hora a pedido de quem se deslocasse aos Bombeiros ou por marcação prévia, tem desde Outubro um horário em que se encontra aberta ao público sem ser preciso marcar ou pedir nada.

Para já, o espaço ainda está aberto por poucas horas, mas garanto-vos que vale a pena a visita e que sobretudo os amantes de livros vão adorar folhear alguns livros, tendo em conta que esta biblioteca tem várias edições bem antigas. Para além dos livros, e como podem ver na foto do artigo do NT, o próprio espaço permite o estudo e/ou uma leitura sossegada e eu acho sinceramente que nos faltava um espaço destes, onde nos podemos concentrar e ainda trazermos livros emprestados a custo zero.

Se as pessoas visitarem o espaço, se aderirem, talvez se justifique abrir o espaço noutros horários e era até bom que se gerasse um ambiente positivo na Trofa em torno da literatura, com a promoção da doação de livros, com clubes de leitura, com workshops, sei lá, tanta coisa que podemos fazer.

Eu fiquei fã. Agora já só faltam vocês!

Horário:
Terça-feira: 10h às 12h
Quarta-feira: 14h às 17h
Quinta-feira: 10h às 12h
Sábado: 14h às 17h

Local:
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa
Rua D. Pedro V, Trofa

Contacto:
biblioteca@bombeirostrofa.pt
https://www.facebook.com/AHBVT?fref=ts

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2 Responses to Uma biblioteca no centro da Trofa. E esta, hein?

  1. Gabriela Phalempin says:

    Cara Silvéria,
    Tardio que seja, não podia deixar de comentar este post. É, sem sombra de dúvida, uma verdadeira surpresa o facto de a Trofa ter uma Biblioteca, o que não diminui a tristeza que subjaz a esta nossa surpresa, uma vez que se trata de uma infraestrutura que há muito deveria existir. Este Verão, perante a Biblioteca Municipal do Mogadouro, senti-me vexada. O edifício é lindíssimo, bem equipado e preservado e faz questão, como, de resto, vários pontos da pequena cidade, de salientar que Trindade Coelho ali nasceu.
    A propósito desta nossa Biblioteca, e porque aludes à Casa da Cultura, permite-me/permitam-me que faça uma pequena alusão à visita do autor Ondjaki à Escola Secundária da Trofa. O mau comportamento (felizmente, apenas inicial) dos alunos no auditório foi deveras embaraçoso e lamento que aqueles jovens não tenham sabido manter uma postura de respeito, não só para com os seus professores, como para com os convidados. Louvo a iniciativa de uma das turmas de Português que tentou (literalmente, tentou) proceder à leitura de um excerto da mais recente obra do autor, obra que o mesmo apresentava naquela mesma conferência. Todavia, não pude deixar de ouvir comentários de alguns alunos que nem a nacionalidade de Ondjaki sabiam!
    Pergunto: não seria importante dispensar alguns minutos de uma aula, elucidando os alunos sobre quem iam ouvir e, talvez, sugerindo algumas perguntas a colocar ao autor? Evitar-se-ia aquele ambiente constrangedor, aquele silêncio “western” até que os próprios professores presentes decidiram tomar a iniciativa. Atenção, neste ponto, contra mim falo (ou escrevo), pois não se inserindo nos meus hábitos não contemporâneos de leitura, apenas conhecia o autor de nome e que havia granjeado o Prémio Saramago 2013. Felizmente, existe algo chamado Google e leitoras interessadas ou mesmo fãs de Ondjaki que me inteiraram da sua obra.
    Curiosamente, as únicas três “outsiders” presentes colocaram questões, adquiriram livros (se os já não possuíam) e ficaram para a sessão de autógrafos. Não vi alunos. Minto. Se a memória me não falha, talvez tenha visto um. Confesso que me entristece profundamente.
    Por fim, fazendo tal evento parte da agenda cultural da Casa da Cultura, como justificar que apenas três pessoas que não fazem parte da Escola Secundária da Trofa lá estivessem? Por minha parte, tive conhecimento através da autora deste post. Deixo à vossa douta ponderação.

    • Silvéria Miranda says:

      Gabriela, estava mesmo a pensar focar esse episódio do Ondjaki aqui no blog um dia destes… se me permites, nessa altura irei até repescar algumas das coisas que aqui dizes! Fica atenta 🙂

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