Um “elefante branco” chamado Aquaplace

elefante branco

Não é segredo para ninguém que o Aquaplace é uma dor de cabeça para quem quer que esteja à frente do concelho da Trofa. Desde o seu início que muito ficou por pagar, que não há autossustentabilidade e, mais que isso, problemas vários vão surgindo uma vez por outra, um deles que nunca se resolve: uma infiltração que volta e meia leva a uns quantos baldes lá espalhados a apararem pingas que caem nem se sabe bem de onde. Qualquer pessoa que já tenha frequentado este espaço sabe do que eu estou a falar e não é à toa que até a professora Isabel Cruz, em entrevista ao Correio da Trofa, o tenha apelidado de “elefante branco”. Mas adiante…

Ao longo dos vários anos em que tenho vindo a frequentar esta Academia Municipal (e atentem no termo “municipal”) tenho-me deparado com várias situações, de maior ou menor dimensão e importância, que merecem alguma atenção e que, sempre que me queixo, tenho ouvido sempre a mesma resposta: “ai e tal, não temos dinheiro, estamos em crise, etc…”. Cansei!

E eu, agora, respondo-vos de uma maneira muito simples: quem paga uma mensalidade (e as mensalidades do Aquaplace não são nada baixas para uma academia municipal – ver aqui e aqui) não aguenta ouvir, constantemente, como resposta que não há dinheiro para mais. Porque nós, simplesmente, pagamos, e não temos culpa que a aquilo não seja rentável! E, também, pagamos o que nos é exigido por um serviço que nem sempre está a 100%! Para além de torneiras avariadas, chuveiros e secadores que nunca funcionam, sanitas sem tampa, um wc avariado há mais de um ano seguramente, cacifos que não dão para fechar e um ar condicionado constantemente desadequado às necessidades, ultimamente quase que temos de usar um veículo todo o terreno para conseguirmos estacionar o nosso carro no parque de estacionamento do Aquaplace, uma vez que as obras do “Parque” das Azenhas deixaram por lá uns quantos buracos (e o Aquaplace não tem culpa nenhuma disso, mas são os seus funcionários e utentes que têm de se aguentar com isso diariamente). Todas essas avarias (que acontecem até nas nossas casas, claro, mas que deviam ser rapidamente resolvidas) não nos matam, mas moem, e não se justificam quando o Aquaplace fecha durante o mês de Agosto (praticamente) inteiro para alegada manutenção! Num dos balneários, para terem água quente no chuveiro que querem usar, os utentes chegam mesmo a ter que andar constantemente a carregar num outro chuveiro, pois só estando pelo menos dois em funcionamento é que a água não sai fria. Se isto se justifica? Não!

Podem dizer-me, e bem, que os recursos humanos também se pagam. Quem não sai quase de rastos (no bom sentido) de uma aula de localizada do P. T., ou a sentir-me melhor depois das aulas de Pilates, ou mais bem-disposto depois das aulas de step (e podia continuar…)? Isso, nos tempos que correm, é um dos principais factores a ter em conta, mas não é o único. Noutros ginásios do concelho e arredores (estou a lembrar-me das piscinas de Ribeirão, por exemplo, que já levaram vários miúdos do Aquaplace para lá por terem mensalidades mais atractivas e onde alguns professores do Aquaplace também trabalham) praticam-se preços melhores. E muitos deles são privados. Ou, então, paga-se o mesmo para se poder fazer todas as modalidades e não apenas só uma. Dou-vos o exemplo do Bodytone, onde a taxa de inscrição (25€) vence a do Aquaplace (36,90€), tal como a taxa de renovação (10€ vs. 24,60€). No caso do Bodytone, quem quer frequentar o ginásio diariamente (excepto aos domingos e feriados, porque estão fechados, ao contrário do Aquaplace) paga 40€, ao contrário do Aquaplace, onde a mensalidade é de 43,05€. Claro que no Aquaplace, se formos sócios de alguma associação aqui da zona, por exemplo, esse valor é reduzido em 15% e a taxa de renovação fica igual a 0€ (a de inscrição já não tenho a certeza). Mas as quotas também se pagam. O Bodytone até tem uma opção que por 35€ permite ao utente usufruir do ginásio e das aulas de grupo entre as 7h30 e as 18h (aulas de grupo não serão assim tantas neste período) enquanto que no Aquaplace o cartão de dupla opção fica por 61,50€, ou 52,28€, vá, se o aluno frequentasse o espaço entre as 7h30 e as 17h ou fosse sócio de alguma instituição que permitisse o tal desconto de 15%. Mesmo tendo o Aquaplace maior oferta no período da manhã e aos sábados, até que ponto compensará tantos euros de diferença? E eu podia continuar com exemplos, mas já estaria a massacrar-vos e a fazer publicidade gratuita…

Para que não me interpretem mal, digo-vos sinceramente que o Aquaplace tem tudo para ser bom, caso contrário eu não continuaria lá ano após ano. Pode mesmo vir a ser o melhor da região, arrisco-me a dizê-lo. Tem bons professores, bons equipamentos, um óptimo jardim exterior (e que podia ser mais utilizado), alunos que se mantém há vários anos (mas que estão cada vez mais insatisfeitos, e eu sei disso porque estou “nos bastidores”), tem boas condições de higiene (e quanto não tem, a culpa é de alguns utentes, que não sabem respeitar o que é de todos) e assim que o imbróglio do Parque das Azenhas estiver resolvido ainda terá mais isso a seu favor. Porém, os desleixos na manutenção e os preços que não vão de encontro a essa falta de zelo têm vindo a afastar clientes.

Digo frequentemente que este espaço precisa de algumas alterações. De inovação, diria. E não, não estou a falar de despedir ninguém porque apoiou o partido A ou B, agora ou no passado, mas sim de rentabilizar mais e melhor os diversos recursos humanos e materiais que existem à disposição. Por isso mesmo, por achar que é possível e porque, curiosamente, o nosso actual presidente da CMT é da área do desporto, este texto será também enviado para ele. Provavelmente, não disse aqui nada que ele já não saiba. Tal como ele sabe que a burocracia que ele tanto diz que quer combater também se aplica neste caso! Contudo, nunca é de mais reforça-lo e pedir a vossa opinião também, se tiverem algo mais a acrescentar.

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26 Responses to Um “elefante branco” chamado Aquaplace

  1. José Calheiros says:

    Cara Silvéria, julgo que foi a ti que já alguém chamou “calhau com olhos”, e com toda a razão.
    Apesar de se dizer mal do funcionalismo público, o nosso ginásio é um exemplo desse funcionalismo, mas pelo melhor, e sente-se adrenalina logo à entrada com a incerteza se vamos ser cumprimentados com um mínimo de simpatia, ou não…depende!
    Mas já dentro das instalações, algumas coisas que a Silvéria indica como falhas, são fruto da sua falta de visão! Depois da paragem de um mês para manutenção, é uma alegria ver o diálogo promovido entre os utentes sobre se já alguém descobriu alguma melhoria, fruto dessa paragem…!
    Em dias de chuva, quando saio do balneário em direcção à sala de musculação, por vezes, aproveito os baldes colocados no corredor, para aparar as pingas, para fazer o meu aquecimento, fazendo várias gincanas à volta dos mesmos.
    Após os treinos, como nem sempre os utentes fazem a parte de cárdio, os responsáveis pela academia, a pensar no nosso bem estar, arranjaram um sistema (pelo menos no balneário onde me costumo equipar) em que só há água quente com dois chuveiros ligados, o que me obriga a circular entre o chuveiro em que tomo banho e um outro para o manter ligado…faço “corrida” entre um chuveiro e outro. Mas ás vezes estou muito cansado e sem vontade de correr, e no final do treino, a caminho do balneário, dou por mim a desejar que esteja um “gajinho” a despir-se para irmos tomar banho juntos…cada um no seu chuveiro!
    Mas a melhoria que a paragem de um mês para manutenção trouxe e ninguém ainda reparou, foi a não colocação do chuveiro no lugar para os deficientes motores, afinal isto é uma academia municipal, para gente saudável e em forma. Foi muito bem visto naquele balneário não reporem essas condições!
    Mais coisas haveria para dizer para contrapor o que a Silvéria diz…mas ela que abra os olhos!

    Sempre que saio da Academia Municipal, penso, “O meu ginásio é mesmo bom, mas podia ser melhor! Pelo menos tem gente para isso!”

  2. Gabriela Phalempin says:

    Cara Mestre Silvéria Miranda,
    Começo por lamentar a falta de respeito demonstrada por tão iluminadas mentes cujas mãos nos teclados dos seus aparelhos electrónicos não conseguem senão insultar, pois essa é a sua única defesa face a textos bem escritos e fundamentados.
    Dito isto, como ex-utente (e utente desde a 1ª semana de funcionamento e sempre com os pagamentos em dia), é com pesar que não posso deixar de subscrever todas as falhas apontadas à Academia Municipal da Trofa. Ainda por lá passo esporadicamente e confirmo o supra relatado.
    Por muito hilariante que o comentário anterior tenha pretendido ser, não consegue esconder a verdade dos factos em que te baseias.
    Sem sombra de dúvida que a Aquaplace tem todo o potencial para almejar patamares mais elevados, não só devido às suas instalações (devidamente conservadas e colmatadas as falhas de higiene e de construção), como ao seu espaço circundante. É também verdade que possui alguns profissionais excelentes. A propósito, o cumprimento “com um mínimo de simpatia” talvez não seja dirigido a ti, cara autora, mas a factos que a ambas escapam e àqueles “sussurros” sobre senhas contrafeitas e cartões manipulados a certas horas do dia especificamente, sabes do que falo? Pois… Ai a rentabilidade!!!

    Deposito esperança no futuro, a mesma que depositei nos últimos anos. Veremos.

    Melhores cumprimentos.

    • Silvéria Miranda says:

      Gabi, o Zé estava mesmo a gozar com a situação, justamente por subscrever o que eu, neste caso concreto, disse.
      Não deixo de concordar contigo no que diz respeito a senhas contrafeitas e cartões manipulados, porque até aqui as cunhas funcionam, ou então não terás outras remédio que não o de pagar uma mensalidade absurda se quiseres praticar mais que uma modalidade. É por estas e por outras que isto nunca será rentável (ou pelo menos sustentável), o que é lamentável, porque depois são precisamente as pessoas com menos culpa no cartório que ouvem as queixas dos utentes.
      É de todo incompreensível que a mínima coisa a resolver tenha de passar por várias pessoas até de facto ser resolvida. E mais incompreensível ainda é que se insista num modelo de gestão que não está a resultar…

  3. José Calheiros says:

    Gabriela, não percebeste nada do que eu escrevi! A começar logo pelo início, em que à pessoas na recepção simpáticas e outras que parece que nem por elas passas-te (depende dos dias)…não tem nada a ver com a Silvéria.
    O facto de estar a responder, é para que tu e ninguém tenham dúvidas do respeito e consideração que tenho por ela, mesmo que possa não concordar com tudo o que escreve, o que não acontece neste caso. Estou cansado de andar de chuveiro em chuveiro!

    • Anonymous says:

      Eu quero que se dane a simpatia, estou a pagar um serviço é para ele ser bem feito, quando se trata de assuntos municipais, eu e todos os praticantes contribuiram e contribuem para o funcionamento, então é fazer bem feito, a simpatia que se dane!
      Ass. Contribuite da trofa

  4. Gabriela Phalempin says:

    Bem, cheguei à conclusão de que anos de formação e gosto pela literatura não me conseguiram transmitir que “calhau com olhos” é uma simples junção de palavras que culminam num ternurento epíteto a uma jornalista/blogger. Obrigada Trofa…
    Também concluo que um discurso alegadamente irónico facilmente se mistura com um discurso crítico (na vertente negativa) face ao seu autor, pelo que quem o lê pode deduzir, pelo menos, duas coisas bastante óbvias. Em primeiro lugar, que infiltrações praticamente desde a abertura são boas para o aquecimento muscular (ironia ou ataque ao artigo?) e, em segundo lugar, que a desconsideração por utentes com capacidade motora reduzida é, afinal, algo positivo, pois quem frequenta um ginásio é “86-60-86” (mais uma vez, ironia ou ataque ao artigo?).
    Lá está, estamos perante o eterno problema interpretativo da língua portuguesa: o que terá o autor querido dizer? Será que o autor se esqueceu de rever o texto? Será que o autor optou por uma corrente tão inovadora que até Kafka teria dificuldade em distinguir o sonho da realidade?

    De algo tenho a certeza: fosse a Aquaplace privada e não veríamos tantas queixas (sempre junto de quem não tem culpa porque o responsável…?), tantas exigências, tantos abusos por parte dos utentes, tantos desvios às regras estatuídas, tantas facilidades, enfim…até mesmo distorções legais.
    Repito, potencial tem; alguns profissionais capazes, também. O que falta? Competência no topo. para tal, contudo, será necessário que a informação devida lá chegue.

    • Silvéria Miranda says:

      O Zé estava mesmo a gozar com a situação, porque mais vale rir dela do que “chorar” por causa dela… “Calhau com olhos” é uma expressão fofinha (?!) a meu respeito que muitos usam, que alguns até usam sem saberem de onde vem, mas que fica sempre engraçada quando alguém quer mostrar que, afinal, eu tinha razão!!

      É muito mau quando vês potencial numa coisa (e estamos a falar de algo que custou – se é que foram pagos – milhões de euros) e não vês esse potencial ser aproveitado…
      Mas com isto também não desculpabilizo alguns utentes. Está certo que algumas coisas se deterioram com o passar do tempo, mas outras avariam mais depressa porque as pessoas não têm o mínimo de cuidado quer no seu uso, quer na higiene das mesmas. Contudo, pessoas assim há em todos os ginásios, piscinas, o que for… e nem por isso temos baldes a apararem pingas noutros ginásios (e estamos a fala de um espaço daquela dimensão e com 5 anos apenas!!!)
      Tal como em qualquer outro serviço, os bons devem ser premiados, os medianos incentivados a melhorarem e os maus recambiados… Agora até me surgiu uma ideia que tenho de amadurecer antes de a contar a quem de direito…

  5. Mário Ribeiro says:

    É o seguinte, cada um é livre de comentar o que quer, mas devemos ser honestos e verdadeiros. O establecimento “Aquaplace” é aos meus olhos, um marco nas academias municipais e privadas, nao só pelas suas instalação e preçários, mas também pela qualidade dos seus funcionários. Por relações próprias, conheço muito bem uma das pessoas que trabalha na recepção, que se chama Mário Pereira. É um grande exemplo dos trabalhadores deste establecimento, pois é tambem estudante. Como sabemos, a vida de estudante só por si mesma nao é fácil, quanto mais concilia-la com trabalho. Independentemente de tudo isso, o Mário sempre me recebeu bem, orientou bem e acima de tudo sempre muito bem disposto.Trabalha na recepção e tanto ele como todos os seus companheiros têm uma qualidade profissional de louvar. Como sabemos, quando alguem nao esta satisfeito com algo, os primeiros a ficarem com “as orelhas quentes” são os recepcionistas que nunca perdem a calma e o respeito e auxiliam ao maximo, procurando resolver o problema em questão. Eu proprio já testemunhei uma situação dessas no natal passado. Por tanto, as criticas podem ser feitas, mas a meu ver, nao têm qualquer fundamento.

    • Silvéria Miranda says:

      Concordo consigo numa coisa, o Mário Pereira (que eu conheço como Mário Rui, salvo erro) é, pelo menos na minha opinião e experiência enquanto utente, um bom funcionário. É sempre simpático, responde-me ao que preciso e mediante os conhecimentos que tem na altura e sei que é (ou pelo menos era até há bem pouco tempo) trabalhador-estudante, o que requer algum “jogo de cintura”. Mas eu nem eu mencionei neste post o nome dele, para falar bem (como poderia falar bem de outros) ou mal (que também havia de quem falar). Não quero ir por aí, até porque nem é necessário, as pessoas não são cegas… neste post referi-me sobretudo a estruturas, equipamentos e preços. Lá porque o Aquaplace é melhor que algumas academias municipais (nunca experimentei outra), não significa que esteja a render (em vários sentidos) o que podia render… A qualidade paga-se, mas aqui paga-se mais do que a qualidade que temos, não sei se me estou a fazer entender.
      E eu própria já o disse num comentário a este post que quem mais ouve as reclamações (com mais ou menos sentido) são as pessoas que menos têm que ver com estas falhas… por isso mesmo, porque elas não têm que continuar a ouvir-me, resolvi expressar-me desta forma!

      Volte sempre, Mário!

  6. Anonymous says:

    Senhor jose calheiros, nao sei do que fala. Quando vou ao aquaplace se ha algo que nao falha é a rececao. Simpatica prestavel. Principalmente o rapaz mais novo. 5*

  7. Eduardo Lousa says:

    Ora bem, eu frequento a academia municipal da trofa diversas vezes e não tenho razão de queixa . Todos nós sabemos que não há serviços perfeitos, mas a recepção está muito bem servida, principalmente do funcionário Mário Rui. Este informa convenientemente os utentes e tem sempre um sorriso na cara. As críticas relativas a este serviço são inapropriadas e sem qualquer tipo de fundamento.

    • Silvéria Miranda says:

      Vou voltar a repetir para ver se nos entendemos: já sabemos que o Mário Rui é bom funcionário (pelo menos no que passa para o público) e não é preciso haver aqui um grupo de defensores dele, até porque nem se falou no nome dele ou de ninguém!!! Nem iria aqui falar “mal” do funcionário A ou B sem lhe dizer, porque seria de muito mau tom. Está aqui em causa única e exclusivamente o propósito de pedir para que a burocracia neste serviço diminua e se comecem a consertar certas coisas (materiais) em tempo útil…
      Se o propósito fosse usar nomes, acreditem que este texto estaria muito pior ou melhor, dependendo da perspectiva!

  8. Duarte Monteiro says:

    Boa noite!!
    Quando comecei a ler esta notícia tive logo que me enquadrar no tempo e no espaço, por momentos pensei que estivesse num Jardim Zoológico, tal a metáfora introduzida.
    Percebo o que autora do texto pretende transmitir mas penso ser um pouco exagerado. Lá por o espaço se chamar Aquaplace, não quer dizer que verta água pelas costuras, ao contrário de alguns comentários, esses sim, fartam-se de meter água.
    Como morador de Santo Tirso, podia usufruir de um famoso Lago ao virar da esquina, mas não, sou um cliente satisfeito das piscinas da Trofa por serem as mais baratas e mais confortáveis, tem parque próprio e acima de tudo, tem um óptimo atendimento na recepção á chegada, Quero deixar o meu agradecimento e elogio publicamente ao Mário Pereira pela simpatia, profissionalismo, responsabilidade e amabilidade, excelente profissional, e ao Gustavo, nadador Salvador, sempre prestável.

    Como clientes, e utilizadores deste espaço, temos que agradecer em 1º lugar a possibilidade de ter um espaço desta qualidade perto de nós, e como em tudo na vida, nada é perfeito, mas críticas construtivas serão sempre a melhor solução para melhorar qualquer aspecto negativo…

    Melhores Cumprimentos

    • Anonymous says:

      Nao temos coisas perfeitas, mas temos pagamentos perfeitos, é com estas e com outras que o pais anda como anda, nao temos coisas perfeitas, nao temos gente perfeita e pior nao procuramos minimizar a imperfeição, cada povo reflete o que é !

  9. Silvéria Miranda says:

    A expressão “elefante branco” não é minha e penso que isso fica bem claro no texto, como se pode ler e consultar no link que referi em “até a professora Isabel Cruz, em entrevista ao Correio da Trofa, o tenha apelidado de “elefante branco”. Só fui buscar a expressão para o título e lamento que as pessoas não o entendam!
    Agora que a campanha pró-Mário Rui já foi feita, volto a repetir que ninguém aqui falou dele. Até preferia que não se tivessem mencionado nomes, mesmo que seja para falar bem das pessoas.
    De resto, sim, conheço alguns tirsenses que são utentes do Aquaplace e que se queixam que em Santo Tirso a oferta desportiva é muito fraca, mas também conheço trofenses e até famalicenses que se mudaram para as piscinas de Ribeirão e estão muito satisfeitos (a começar pelos preços)…
    O Aquaplace mete água sim, literalmente falando! É um problema que não vem de agora e não tem nada que ver com o Aquaplace em si. É mesmo uma questão política, por assim dizer, e o deixar arrastar de um conjunto de situações lamentáveis e que se resolveriam facilmente se as pessoas deixassem de ser burocráticas…

  10. Pedro Tedim says:

    EU NÃO SOU TODA A GENTE

    Eu não sou toda a gente. Confesso aliás, segundo a opinião generalizada das pessoas e fazendo fé na opinião demonstrada pela autora do artigo de opinião, que sou dos poucos que ainda não acredita na existência de animal (elefante branco) tão raro na Trofa e que até já foi batizado ( é assim que se diz no caso dos animais?) de Aquaplace. Arrisco mesmo afirmar que a ser verdade, o animal é digno de ser visitado, aproveitando a época festiva que se aproxima. Traga a família completa. Tenho a certeza que vai passar bons momentos. Vá lá não arranje desculpas que não tem tempo. O espetáculo do animal funciona de 2ª a 6ª das 7h30 às 22h15. Aos Sábados, o animal começa a exibição às 8h e termina às 19h30. Aos Domingos das 8h às 12h30. Não dá para mais. Afinal, o animal precisa de parar para almoçar e reserva apenas o Domingo à tarde para descansar e visitar a família. Compreensível? Pergunto eu. E porque toda a gente, repito, toda a gente gosta de umas “festinhas” (até os animais gostam), o elefante (diz quem viu que é branco) repousa no dia de Natal, dia de Páscoa e 3 semanas em Agosto aproveitando para limpar a tromba e consolar as “vistinhas” numa qualquer praia paradisíaca. Compreende-se que nesta época do ano o animal deixe de ser branco e adote uma propositadamente uma tonalidade mais escura, reflexo das horas passadas a absorver os raios de Sol. Tonalidade essa que se acentua quando o animal por engano troca o protetor solar fator 50 pelo hidratante de nome Óleo Jonhson. Recomendo uma visita no mês de Agosto à Praia da Guia onde muitos animais (racionais e outros) exibem orgulhosamente a sua “tromba” e o seu bronze. Eu incluído. Não há nada como aparecer nos bailaricos das aldeias de “tromba” sorridente e ostentando um bronze de fazer inveja a qualquer animal. A minha pouca experiência nestas andanças diz-me que são os pormenores que fazem a diferença. A “tromba” e o bronze são importantes, mas exibir o fio de ouro reluzente ao pescoço, pendurar o palito na boca e beber minis é que é de macho, deixando as machas à “beira” de um AVC.
    Voltando ao elefante ( garante quem vi que é branco), compreendo que tal animal se confunda com o Aquaplace. Até podemos compará-los. Ambos são muito grandes e imponentes. Ambos são muito dedicados ao trabalho e aos outros. No caso do animal quadrupede, é comum utilizarem os elefantes como meio de transporte de pessoas, no caso das populações que vivem nas savanas africanas, ou então como atração turística. Não sou especialista, não consigo defender nem valorizar os elefantes como qualquer pessoa que seja um acérrimo defensor dos direitos dos animais ou um biólogo que dedica muito tempo a estudar a vida animal.
    Relativamente ao Aquaplace, sinto-me como peixe na àgua. Posso argumentar e valorizar a sua imponência e importância num concelho como a Trofa (ávida de estruturas desportivas de qualidade), terra que gosto muito e onde vivo há quase 35 anos. Sou funcionário do Aquaplace desde o dia 27 de Junho de 2008, que para os mais distraídos, foi o dia da Inauguração. Mas voltemos ao inicio. Pergunto: Afinal o que é um “elefante branco”? Respondo: para além do animal quadrupede de cor branca com tromba proeminente e orelhas que mais parecem aqueles abanadores que que os vendedores de castanhas usam para espalhar o fumo dos assadores na Rua de Santa Catarina e à entrada do Bolhão, “elefante branco” é uma “expressão utilizada na politica para se referir a uma obra publica sem utilidade”. Confesso a minha ignorância, tive de recorrer à Wikipédia para tentar descodificar a expressão “elefante branco” utilizada para titular este artigo de opinião no blog E a Trofa é minha. Uma consulta rápida à Wikipédia foi por isso bastante elucidativa. O Aquaplace é uma obra publica sem utilidade. Não sou eu que o digo, é a minha interpretação do titulo escolhido pela autora para o artigo de opinião e que anteriormente alguém tinha usado a mesma expressão numa entrevista a um jornal local. Cada um tem legitimidade para de forma livre e sem amarras dizer o que pensa, como, quando e onde quiser. A liberdade de expressão é daqueles valores que forma conquistados pela sociedade com muito sangue, suor e lágrimas. Aprecio quem tem frontalidade e assume o que diz e escreve, mas odeio e condeno injustiças. Apelidar de “elefante branco” a instituição Aquaplace é INJUSTO (escolhi este adjetivo para não ser mal educado e não correr o risco de levar duas chapadas da minha mãe quando chegar a casa). Afirmo que o Aquaplace presta o melhor ou dos melhores serviços públicos do concelho ( perdoem-me se estou a ser injusto ou a ferir alguma susceptibilidade). Vamos a factos. O Aquaplace tem ao dispor dos utentes uma oferta de mais de 100 aulas ( sim, leram bem) de grupo por semana, distribuídas por todos os espaços e por todos os períodos do dia. Disponibiliza horários para Escola de Natação dos 6 meses aos 100 anos de idade e para todos os níveis de aprendizagem. Tem um serviço de avaliação física gratuito, permitindo que cada utente seja devidamente aconselhado e acompanhado. Organiza Open Days de promoção e divulgação, abrindo as portas de forma gratuita a toda a população. Organiza Eventos de Spinning de referência nacional com a duração de 24 horas ininterruptas onde recebe participantes de todo o país que pagam a sua inscrição no evento. Organiza ano após ano as 24 ou 12 horas Solidárias para recolha de fundos (monetários ou bens alimentares) que revertem a favor de instituições de Solidariedade Social do Concelho. Nota: na ultima edição o Aquaplace conseguiu recolher mais de uma tonelada de alimentos que foram distribuídos por quem mais precisa. Ufa! acabei de escrever isto e o elefante não me sai da cabeça. O Aquaplace é de facto um elefante, daqueles com um coração gigante, ou se quiserem, o Aquaplace é uma oraganização desportiva com grande impacto na sociedade civil e com significativa ação no serviço social e associativo. Mais factos: cerca de 700 séniores do concelho deslocam-se semanalmente ao Aquaplace para usufruírem de aulas de Hidroginástica a preços muitos reduzidos e de aulas de Ginástica de Manutenção gratuitamente. E quando as pessoas não podem deslocar-se ao Elefante Aquaplace por estarem institucionalizadas, o dito cujo animal desloca-se à Santa Casa da Misericórdia, Lar Padre Joaquim Ribeiro, ASAS e Muro d’Abrigo para que todos possam usufruir dos serviços prestados pelo elefante branco, obtendo a curto, médio e longo prazo, melhorias significativas na manutenção da saúde e prevenção de doenças. Até para festas populares e eventos culturais o elefante é convidado a exibir a sua proeminente tromba, orgulhosa e sorridente mesmo que isso signifique abdicar do tempo de descanso e da família. Tudo que é festa o elefante vai (exceção feita a casamentos e batizados) quase sempre de forma gratuita. Por falar em gratuito, lembro-me agora que a APPACDM também frequenta o elefante fazendo um trabalho de muito valor com aqueles atletas especiais que todos acarinhamos. E porque todos merecem o melhor do elefante branco, todos os anos é investido muito dinheiro para que os outros animais ( entenda-se, professores. Espero que eles me perdoem) possam estar atualizados e ser melhores amanhã do que são hoje. Como já devem ter percebido, este elefante não para. Já está em preparativos para as Férias Desportivas de Natal ( com custos reduzidos) para que os pais possam ter mais uma opção onde deixar os seus filhos em atividades enquanto vão para o trabalho. E como nos aproximamos do final do ano, já decorrem os preparativos para mais uma festa com o Lançamento das novas coreografias de Body Pump, Body Vive, Body Combat e Power Jump. As melhores aulas para os melhores utentes do Mundo. É este o lema do elefante. O futuro é já amanhã, por isso o elefante deu a oportunidade, única por sinal, de alguns alunos do curso Tecnológico de Desporto da Escola Secundária da Trofa possam realizar um estágio curricular que lhes permite desenvolver e adquirir algumas competências que poderão ser muito uteis no futuro. Comparar este animal colossal chamado Aquaplace com outros animais da mesma espécie é o mesmo que comparar um carro de alta cilindrada e CV com aquelas motorizadas disfarçadas de carro e com matricula amarela. Ambos andam e funcionam, mas com rotações, consumos e velocidades muito diferentes. Como tudo na vida e como acontece com todos os animais o elefante branco tem lacunas, precisa melhorar umas coisas e potenciar outras? Verdade. Assino por baixo.
    Termino, dizendo o seguinte: O Aquaplace é o espaço na Trofa que recebe mais visitantes de outros concelhos quando se trata de ter alguns momentos de lazer e ocupação de tempos livres ( pronto ok, abro uma exceção para um ou outro restaurante onde se degusta outros animais e para todos que assistem à Majestosa Procissão de Nossa Senhora das Dores). Não preciso dizer mais nada. Esta é uma verdade inquestionável.
    Nota final: escrevi este comentário apenas a titulo pessoal. Daí o titulo ” Não sou toda a gente”. Não pretendo ofender ninguém nem ferir susceptibilidades.

    • Silvéria Miranda says:

      Pedro,
      Aprecio o tempo que despendeste a dar a tua opinião neste humilde espaço e vou procurar responder-te de forma o mais breve possível.

      Em primeiro lugar, lamento que tenhas ficado pelo título.

      Em segundo lugar, o título foi repescar uma afirmação que nem é minha. Sabes quem a proferiu e podes queixar-te a essa pessoa pelos meios próprios. Porém, Pedro, também no caso da Wikipedia, essa preciosa (?) fonte, te ficaste só pelo que te deu jeito… Também estava lá: “Elefante branco é uma expressão idiomática para uma posse valiosa da qual seu proprietário não pode se livrar e cujo custo (em especial o de manutenção) é desproporcional à sua utilidade ou valor.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Elefante_branco). Se calhar eu até sou boa a fazer títulos!!!

      Em terceiro lugar, lamento que não tenhas percebido NADA do que eu aqui escrevi.

      Em quarto lugar, parece-me que não leste o elogio que te fiz, embora não deixando explícito o teu nome! – “Podem dizer-me, e bem, que os recursos humanos também se pagam. Quem não sai quase de rastos (no bom sentido) de uma aula de localizada do P. T (…)” – P.T. = Pedro Tedim… Mais à frente eu até disse “Tem bons professores (…)”. Eu até apelei ao não-despedimento!!!

      Em quinto lugar, o que aqui fiz mais não foi que reivindicar condições MATERIAIS para que o Aquaplace melhore. Eu não disse que o Aquaplace era mau… Se fosse, como é que eu continuaria a ser tua aluna de Setembro de 2009 até hoje? (“Para que não me interpretem mal, digo-vos sinceramente que o Aquaplace tem tudo para ser bom, caso contrário eu não continuaria lá ano após ano. Pode mesmo vir a ser o melhor da região, arrisco-me a dizê-lo.”)
      Disse que podia ser mais barato. Que podia… Disse que não dá lucro. Sabes que é verdade. Disse que tem várias coisas avariadas há imenso tempo e que não é para ter que escolher a sanita que uso que pago uma mensalidade. Posso dizer-te onde está cada aspecto que eu mencionei.

      Estás, simplesmente, a misturar alhos com bugalhos.

      Nem sequer critiquei funcionários (professores, recepcionistas, administrativos, nadadores salvadores, empregados da limpeza, etc). Primeiro, porque não era de bom-tom fazê-lo aqui sem as pessoas o saberem. Nem era esse o meu propósito. Depois porque, mesmo com motivos (que sabes melhor que eu que existiriam), a avaliação das pessoas pode ser algo subjectivo. Há pessoas com cujo feitio eu me posso identificar mais e outros utentes identificam-se mais com outras… Agora, condições materiais são palpáveis, eu não inventei nada.

      Devias agradecer-me (leste bem, agradecer-me) por estar a reivindicar melhores condições para um espaço onde tu trabalhas, onde eu pago uma mensalidade e tu recebes um salário, pois com melhores condições os teus alunos ficarão mais satisfeitos, mais bem dispostos (deves supor que andar à procura de torneiras funcionais ou andar com o nosso carro nos buracos à entrada do parque da estacionamento deixam qualquer um à beira de um ataque de nervos) e todos sairiam a ganhar.

      Com tantas aulas, tantos alunos, tantas salas, tantas horas aberto ao público, não te parece que o Aquaplace podia melhorar?! (Repara que eu disse melhorar, não disse que era mau ou inútil) É isso que eu procuro e é por isso que estou a gastar o meu tempo com isto e sem ganhar nada em troca!

      É uma questão política, basicamente. Burocrática. Não é culpa tua que certas coisas não funcionem! És professor, certo? Então continua a ser um bom professor (caso contrário eu, de todo, não te elogiaria) e não te ofendas por tão pouco. Quem tem que se mexer não és tu, nem eu.

      Mas prometo-te aqui (e eu não sou política, logo cumpro o que prometo) que no dia em que aquilo de que eu aqui reclamar aparecer consertado eu volto a escrever sobre o Aquaplace neste espaço a dizer isso mesmo!

      São interpretações, não é mesmo?!

      • Pedro Tedim says:

        Silvéria,
        Lamento que tenhas interpretado o meu comentário como um ataque pessoal. Deixei bem claro em nota final que não pretendia ferir suscetibilidades nem ofender ninguém. És uma cidadã livre que tem todo o direito de exercer a tua opinião e liberdade de expressão onde, como e quando quiseres. Eu respeito muito isso mas também é um direito meu não concordar com a opinião dos outros. Respeita isso por favor!
        Só comentei o que escreveste no blog ( e tens razão em alguns aspetos onde focas as coisas que estão avariadas) porque o titulo que escolheste não tem nada a ver com o texto.
        A minha intenção era desmistificar a expressão “elefante branco” que tu escolheste e te revês nela, caso contrário não escolherias essa expressão mas sim outra qualquer mais condizente com a mensagem que pretendes passar. Dizeres que a expressão não é tua, sugerindo que eu vá ter com quem a proferiu é, na minha opinião, “sacudires a água do capote”.
        Eu não vejo nenhuma diferença entre a conotação idiomática de que falas e a expressão politica da expressão “elefante branco”.
        Outra coisa que não sei ( nem pretendo saber) são as fontes a que recorres para falar com tanta certeza das coisas.
        Apenas quis transmitir com factos que numa sociedade onde o sedentarismo, a obesidade e as mortes por doença coronária ( AVC) atingem níveis alarmantes, o Aquaplace faz aquilo a que se propõe e isso não tem valor monetário. Muda a vida de centenas de pessoas. Tenho pena que isso não seja sobrevalorizado. Fico feliz por não contestares nenhum dos factos que apresentei. Sinal que existem muitos bons motivos para o Aquaplace ser um exemplo.
        Como acho que nunca fui parte do problema, mas sim parte da solução, deixo o meu contributo em forma de desafio: Sempre defendi a criação de uma Comissão de Utentes que possam ter capacidade para discutir com a maior transparência possível o presente e o futuro do Aquaplace. O Aquaplace é de todos os Trofenses. Achas boa ideia? Se sim, porque não defende-la numa Assembleia Municipal, local certo onde podes questionar todos os que foram eleitos pelo povo. De todos os partidos sem exceção. Aí sim, podes reinvindicar tudo que achares que é legitimo. Tenho a certeza que mais gente dará um contributo para que todos possamos melhorar no futuro.
        Como tu dizes, é tudo uma questão de interpretação. E eu não retiro nem uma vírgula ao meu comentário.

      • Silvéria Miranda says:

        Eu própria não retiro nada do que disse, nem no texto, nem na resposta ao teu comentário, porque tenho total certeza de tudo o que proferi, tendo como fonte eu própria, outros utentes e até pessoas ligadas ao Aquaplace. Mas também não me sinto minimamente melindrada com o facto de a tua opinião ir ou não de encontro à minha. Não quero que as pessoas pensem como eu, apenas quero que pensem!!! E eu não me ralei quando me chamaram “calhau com olhos”, achas que me ia chatear com tão pouco?!
        Contudo, repara, não sei se me expliquei bem. Eu não disse que não tinhas razão no que disseste em relação a toda uma panóplia de serviços que o Aquaplace oferece (ter muitas aulas é uma coisa, serem todas óptimas é outra, mas isso são outros quinhentos…). Eu própria já aderi a vários deles (desde os Open Day aos lançamentos e às 12h solidárias). Mas não era disso que aqui se estava a falar, Pedro!
        Pessoas que não te conhecem nem sabem quem é o Pedro Tedim vieram perguntar-me se eras o dono do Aquaplace ou o seu director ou assim, porque mais parecia que estavas aqui a fazer publicidade ao elefante (que estás no teu direito de…). E sim, é um elefante branco, no fundo eu até concordo, uma vez que é um negócio e, como tal, devia dar lucro e não prejuízo. Quanto muito, que pelo menos não desse prejuízo! É que, convenhamos, tendo em conta os milhões que custou não te parece que se podia e devia fazer mais pelo elefante? Ir mantendo o bicho em boa condição física para que ele pudesse render o mais possível? Não é melhor ir reparando o que se vai danificando sempre que o problema aparece em vez de, depois, ter de se perder imenso tempo e dinheiro de uma vez a reparar tudo, causando muito mais incómodo?
        Quanto ao título, bem, é sempre um risco fazer que título for. Vamos supor que alguém dizia: “O Aquaplace é um assassino”, isto por dar cabo das contas do município. Eu podia usar esta afirmação para título, o que provavelmente chamaria mais leitores, não querendo isto dizer que concordava com a expressão. Daí as aspas, porque a afirmação não é minha e para se saber se eu concordo ou não com ela tem-se que ler tudo, o que eu já estou habituada a que as pessoas não façam. Ossos do ofício.
        Volto a prometer isto: no dia em que aquilo que eu aponto neste texto (as condições materiais, repito) aparecerem reparadas, e se aparecerem!, volto a falar do Aquaplace para salientar isso mesmo e outros aspectos que devam ser valorizados. Ou tu achas que eu continuaria a pagar todos os meses, há mais de quatro anos, para ser aluna do Aquaplace se ele fosse uma espelunca? Mas também te digo (e acho que pessoalmente até já o disse a alguns colegas teus) que só continuo no Aquaplace devido a alguns professores e alguns funcionários, porque nos afeiçoamos às pessoas e à sua forma de trabalhar, mas não vou continuar eternamente a pagar por um serviço que não está a 100% e cujos problemas persistem. Mas, lá está, isto que aqui escrevi não tem nada que ver contigo nem com nenhum outro professor. Simplesmente acho um absurdo que quando uma torneira (a torneira é um exemplo) aparece avariada a senhora da limpeza diga à menina da recepção, a menina da recepção diz ao seu superior dentro do Aquaplace, este por sua vez passa para a Administração e quando dermos por ela uma torneira está há vários dias assim e quem, de facto, podia ter feito alguma coisa ainda nem sabe do assunto. É preciso abrir um concurso público para isto, quase! Ora o problema é que estamos em campanha eleitoral, ora é que estamos a mudar de executivo, ora é que temos de nos pôr a par do assunto… E nisto já quase que as coisas cheiram a mofo!
        Isso da comissão de utentes vai de encontro a uma outra ideia que eu tive e que eu já poderia ter dado aos nossos representantes municipais, mas para isso fico à espera que me contactem.

  11. Pingback: O amor à camisola | …e a Trofa é minha!

  12. Pingback: Um comício político desnecessário | …e a Trofa é minha!

  13. trofasempre says:

    Sou frequentador do Aquaplace e como tal, não podia ficar calado, perante os comentários que li por acaso todos eles muito interessantes, no meu ponto de vista, na medida que todos querem o melhor para Aquaplace.
    Só vamos notar melhorias quando a administração e penso que não poderá ser de outra forma enquanto não existir nem que seja uma vez por ano, reunião com todos os sócios que queiram estar presentes para poderem expor e alertar todos estes problemas pois somos a sustentabilidade do Aquaplace.
    Não pode haver mudanças sem conhecimento de causa e nada melhor partilhar com quem frequenta as instalações.
    E isto não vai com open days por muito que o façam.

  14. Pingback: O “elefante” quer deixar de ser branco! | …e a Trofa é minha!

  15. Anonymous says:

    Sou da opiniao de quem paga exige, penso que como os utentes vêem os problemas os responsaveis tambem os vêem, só que assobiam para o lado, quando a câmara quer dinheiro parasonhos de chacha ele aparece, vejamos o ppassadiço, (um verdadeiro Nojo) mas fez-se mas lá o utente nao paga, só pagou o contribuite, agora no Aquaplace o utente paga, por isso façam o trabalho bem feito.
    Cumprimentos

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