Independência não chega, é necessário fazer mais e melhor!

Parece que foi ontem. Éramos milhares de trofenses motivados por uma vontade férrea de emancipação. Sabíamos ao que íamos e que a oposição estratégica do Partido Socialista de nada lhes ia valer contra a nossa convicção inabalável. Se calhar foi por nunca termos tido qualquer dúvida que aquele que foi um dos maiores ajuntamentos de sempre em frente à Assembleia da República mais não foi que um grande festa que aguardava o único resultado possível: a autonomia das gentes da Trofa!

Há 15 anos atrás, a Trofa era um “couto” de um Joaquim que personificava a “opressão” tirsense. Às freguesias que hoje compõem o nosso concelho, dificilmente chegava algo digno da designação de “evolução”, apesar da desproporcional contribuição que representavam no “PIB” de Santo Tirso. Éramos uma espécie de colónia de onde saíam recursos e entrava coisa nenhuma.

Passados 15 anos, somos um concelho jovem com potencial onde, infelizmente, muitos dos sonhos que alimentávamos estão hoje condenados, fruto de opções irresponsáveis do primeiro executivo camarário que gerou uma gigantesca dívida que nos obriga, actualmente, a ter os impostos municipais no máximo e a adiar, sucessivamente, obras de necessidade maior para o futuro concelho. Quem conhece a CMT por dentro afirma mesmo que ainda não é sequer possível quantificar toda a dívida de gaveta do tempo de Bernardino Vasconcelos.

Joana Lima, a senhora que se seguiu, não se inibiu de convidar Joaquim Couto para a apresentação da candidatura que sairia vitoriosa em 2009. Confesso que me causou desconforto ver aquela personagem como convidado VIP dos socialistas trofenses que tanto se esforçavam (e sublinho que acredito na honestidade desse esforço) por se demarcar do PS que tentou impedir a criação do nosso concelho.

O mandato de Joana Lima trouxe alguns aspectos positivos como a diminuição de algumas despesas exorbitantes que o anterior executivo alimentava, mas gerou forte polémica quando decidiu desfigurar os parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, situação agravada pelo flop eleitoralista do Parque das Azenhas, uma obra importante para a qualidade de vida dos trofenses que agora está interdita e em risco de se tornar um elefante branco.

Temos hoje mais estradas alcatroadas e passeios novos nas freguesias mais “centrais” do concelho, mas continuamos a encontrar autênticos “caminhos de cabras” em Alvarelhos, Guidões ou Covelas. Temos uma estação de comboios megalómana que mais parece um aeroporto, ao mesmo tempo que o Muro tem apenas uma estação abandonada e se encontra numa situação curiosamente pior do que no tempo de Santo Tirso. Até à passada semana, tínhamos ainda dívidas de 70€ ou 80€ por pagar há mais de dez anos.

É, portanto, uma tarefa hérculea aquela que o recém-empossado presidente da CMT tem pela frente. Sérgio Humberto falou por diversas vezes em “devolver o orgulho aos trofenses”, mas isso é pouco e muito vago. Os trofenses precisam, isso sim, de gente responsável a liderar o concelho. Gente transparente, que governe para os cidadãos e não para as próximas eleições. Que respeite os compromissos que assumiu em campanha e que seja um exemplo de honestidade, integridade e liderança. Desta forma faremos justiça a todos os que lutaram pela independência deste concelho que tem potencial para ser enorme se conduzido pelas pessoas certas! E teremos algo mais para contar aos nossos netos!

Viva a Trofa!!!

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