Um lindo começo naquele que se espera ser um lindo mandato!

Em primeiro lugar, gostaria de vos dizer que na segunda-feira, apesar do mau tempo, tentei, mesmo assim, estar presente na tomada de posse da Câmara Municipal da Trofa e da Assembleia Municipal, no Salão Nobre dos Bombeiros. E só não estive realmente presente porque estava tanta, mas tanta gente presente que o dito salão era demasiado pequeno para que coubéssemos todos. É bom sinal, mas espero que esta afluência se mantenha a cada assembleia municipal!

Em segundo lugar, e sem querer menosprezar todos aqueles que cessaram funções nesse dia e os que tomaram posse, digo-vos que, no meu entender, as figuras da noite foram a professora Isabel Cruz e o Sérgio Humberto.

Começando pelas senhoras, admito-vos que conheço a professora Isabel (e o hábito de lhe chamar professora dificilmente desaparecerá) há muitos anos (não vos digo quantos para não parecer mal!!!) porque, tal como aconteceu com muitos dos que me lêem, a Isabel foi minha professora durante vários anos e devo-lhe, sem sombra de dúvidas, algumas características que fizeram de mim a estudante que fui. Quem foi aluno dela sabe aquilo que ela exigia e, mais que isso, a ordem que punha na sala. Foi por isso que quando vi o nome dela como candidata ao cargo que agora ocupa me pareceu uma alternativa muito viável, uma vez que, como todos aqueles que frequentaram as assembleias municipais da Trofa nos últimos anos sabem, este era um órgão, um espaço, que precisava que viesse alguém capaz de lhe meter ordem. Estão lembrados daqueles “uhs” e “ahs” que se ouviram durante tantas e tantas sessões? Ou os “vai-te embora!”? Pois bem, agora imaginem a professora Isabel das salas de aula a pôr ordem na assembleia da mesma maneira. No fundo, uma sala cheia de miúdos e uma assembleia municipal, perdoem-me a comparação, nem sempre é tão diferente assim.

Esta falta de ordem que tem vindo a caracterizar a nossa Assembleia parece-me que era algo que também preocupava a Isabel, que se refere, no seu discurso, a esta “casa da democracia” como um espaço onde deve haver “respeito pela dignidade, integridade e bom nome de cada um” e onde se deve “acompanhar, fiscalizar o trabalho dos gestores municipais. Com transparência, sem tabus.” Como “mulher de causas” que admite ser, diz que se compromete e respeitar solenemente os princípios da isenção e da igualdade de tratamento.

Mesmo que nem todos possam simpatizar com a Isabel, a mulher para além da política, e tendo votado nela ou não, temos que admitir que ela é capaz de “rodar a baiana”, como diriam os brasileiros, e meter todos no seu devido lugar. Porém, o facto de, falando por mim, conhecer a pessoa faz com que exija mais dela, com que fique ainda mais contente com aquilo que ela faz de bom no concelho, mas que tome os erros muito mais a peito. O mesmo se aplica ao Sérgio, e digo-vos já porque não uso o termo “Doutor” antes.

O Sérgio Humberto tem, na minha perspectiva, uma coisa a seu favor. Estando numa idade em que ainda não é propriamente considerado um “Senhor” e até porque não é casado nem tem filhos, o Sérgio torna-se mais próximo dos jovens do que era a anterior presidente, a Dra. Joana Lima, ou até mesmo o Dr. Bernardino Vasconcelos, mais velhos, pais de filhos e a viverem com estes e com os seus cônjuges. O Sérgio, e o à vontade com que nos (trofenses/eleitores) foi tratando nos últimos tempos, fizeram com que pensássemos nele mais numa lógica de tu cá, tu lá, sem “doutores” ou outros formalismos. Com os mais jovens isto parece-me positivo, com os menos jovens não sei se será assim, pois estão habituados a autarcas bem casados, com a sua família constituída e capazes de gerirem a sua própria casa, passando depois a gerir uma autarquia. Mas a ver vamos.

Não podendo dizer que conheço bem o Sérgio, porque efectivamente não conheço muito bem, habituei-me a pensar nele como alguém que mantém uma distância menor para com os seus eleitores e arrisco-me a dizer que é mesmo essa a imagem que ele quer passar, até pelo próprio discurso de tomada de posse: “A garantia que vos deixo é que o Sérgio Humberto de ontem é o mesmo de hoje. Independentemente de passar a ser o vosso Presidente de Câmara, eu sou sobretudo e apenas um trofense, aquele mesmo que andou pelas ruas do nosso concelho a falar convosco, a ouvir a vossa opinião. Com a mesma franqueza e humildade. Com a mesma determinação e convicção. Serei como presidente o que sempre fui enquanto cidadão, uma pessoa próxima, amiga e atenta. (…) eu sou um de vós! ” Não pude, também, deixar de reparar em algumas expressões chave deste mesmo discurso, como o tão aclamado “orgulho trofense”, “concelho como um todo” e ainda “dedicação”, “empenho” e “trabalho, muito trabalho”.

Caracterizando-me como alguém com tendência para o positivismo, dou sempre uma oportunidade a quem ainda não teve a chance de mostrar o que vale. Enquanto esta equipa não cometer um erro grave (que pode até nem cometer, não sabemos), vou dar-lhes o benefício da dúvida e acreditar que os trofenses souberam escolher. Caso contrário, meus caros, cá estarei neste mesmo sítio do costume a dizer o que penso.

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2 Responses to Um lindo começo naquele que se espera ser um lindo mandato!

  1. joaquim azevedo says:

    Sem duvida que o executivo do nosso concelho tinha que mudar, assisti a muitas assembleias municipais e saía bem triste e revoltado com o que via e ouvia, melhor dizendo era uma perfeita anarquia, quer fosse: o executivo, a oposição, ou o Presidente da Assembleia, infelizmente não respeitavam o publico, apenas e só se atacavam, mas sem nexo. Por vezes falavam mais da vida particular deles, do que o interessava aos munícipes e assim chegou ao fim um ciclo de quarto anos de estagnação, outra coisa não seria de esperar, mas quem sofreu e sofre é o Concelho e os Munícipes. Sabemos que estamos numa situação difícil, mas já estava antes das eleições, por conseguinte só resta ir em frente e dar à nossa Trofa ( Concelho) aquilo que ela merece, o seu estatuto.

  2. Anonymous says:

    “Quem é batido, se não bateu ainda, baterá um dia dia. É uma questão de oportunidade.” – a esta maneira de pensar dá-se o nome de PESSIMISMO (excerto do livro “Clarabóia”), e os fomentadores desta maneira de pensar já estão a governar há muito tempo. DEMASIADO. Os seus seguidores, manipulados por eles – Fomentadores/Governantes, limitam-se a manter o Pessimismo vivo e a alimentá-lo, sem verem ou sem quererem ver que o Pessimismo não os leva a lado nenhum a não ser terem um dia a oportunidade de bater. Mas se chegarem a bater, o que vão ganhar com isso?
    Quando “aparece ” gente nova no panorama político fico sempre na expetativa e dou sempre o benefício da dúvida: A ver vamos mas a fé é pouca.

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