Assembleia Municipal I da era Unidos pela Trofa: ESGOTADO!

O nível de chuva era brutal e mesmo assim o auditório encheu como nunca para Assembleia Municipal alguma nos 4 anos anteriores (e tenho sérias dúvidas que alguma vez na história do concelho da Trofa tenha registado tal afluência, pelo menos desde que comecei a assistir às sessões). Para quem (como eu) chegou depois das 21:30h, o acesso ao auditório era quase intransitável e a entrada no mesmo impossível. O mesmo se poderá dizer sobre a via pública nas imediações dos Bombeiros, onde, aparentemente, houve uma suspensão temporária de algumas regras do Código da Estrada, nomeadamente no que diz respeito à rubrica “estacionamento”. Os dias de “féta” são mesmo assim: vale tudo.

Ao chegar ao local, o nível de “dress code” era tal que julguei estar numa festa da Caras. Deve ter sido um óptimo dia de negócio para os cabeleireiros da zona. Entrei aos tropeções, cumprimentei os amigos e conhecidos que fui encontrando e, quando cheguei lá acima, percebi que era impossível entrar no auditório ou ouvir qualquer uma das intervenções. Devia ter vindo mais cedo para marcar lugar! É claro que nunca me ocorreu que tal fosse necessário uma vez que, regra geral, sobram cadeiras nestas assembleias. Mas nesta Terça-feira havia gente em pé.

A “alta sociedade” social-democrata e centrista não faltou a tomada de posse de Sérgio Humberto. Por lá andaram autarcas vizinhos, deputados, altas figuras dos partidos da coligação e um ou outro moço ressabiado do circuito tachista/angariador de votos. A austeridade e a maçonaria fizeram-se representar por Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD e assumido entusiasta da linha programática que salva bancos especuladores e corta pensões contributivas aos reformados. Fico curioso para saber o que terá ele a dizer sobre as descidas nos preços da água ou da Derrama que a coligação usou como bandeira mas que o governo a que dá suporte se opõe.

Como não consegui entrar acabei por ficar por ali cerca de meia hora a falar conversar com quem ia encontrando. Ainda tentei voltar lá acima mas o acesso ao auditório continuava impossível. Só tenho pena que as pessoas se interessem mais por estas sessões menores e de pouco conteúdo do que sobre aquelas que incidem na discussão dos assuntos que realmente importam e condicionam a vida dos trofenses. As tais que tem cadeiras de sobra. Espero estar enganado e estar perante uma nova era no que diz respeito à participação da sociedade civil trofense ainda que, infelizmente, me pareça que nada vai mudar.

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