Tratar todos por igual

Hoje, enquanto folheava virtualmente a última edição do Correio da Trofa, deparei-me com uma declaração do novo presidente da CMT, na sequência da vitória eleitoral do passado dia 29, que dizia assim:

O dia de hoje vai ficar na nossa memória os 4 anos de desespero em que a Trofa estava ficaram para trás, porque a partir de hoje vamos tratar todos por igual. Ninguém vai ficar para trás. Independentemente do seu partido político.”

Vou assumir que o Sérgio usou o termo “desespero” no calor da vitória. Desespero é um exagero brutal para catalogar os 4 anos de governação socialista na Trofa. E se fosse, com que termo proporcional categorizaríamos os 8 anos anteriores? Hecatombe? Catástrofe? Foi da boca para fora, estou 99,9% certo disso.

De qualquer forma, aquilo que realmente me chamou a atenção, foi a ideia de “tratar todos por igual”. Tratar todos por igual é muito importante. Ocorrem-me logo duas coisas que, enquanto jovem e contribuinte, me parecem muito interessantes.

Em primeiro lugar, e aqui queria fazer um agradecimento ao camião da coligação que abriu caminho para que a ideia que se segue se torne possível, e pelo menos durante os próximos 4 anos, grupos de cidadãos poderão organizar concertos e festas ao ar livre no nosso concelho (sempre em articulação com as autoridades locais, claro). Seguindo esta lógica de tratar todos por igual, tal poderá acontecer sem limite de barulho até cerca da 01:30h. A localização fica também ao critério dos organizadores dos eventos que se venham a confirmar. É um passo importante num concelho onde este tipo de eventos nunca colheram muito entusiasmo por parte dos governantes.

A outra questão é de longe mais relevante. É que o acesso ao emprego nas empresas e repartições públicas do concelho será feito de forma mais justa. No mundo em que todos somos tratados por igual, emprego público deve ser aberto a todos aqueles que se queiram candidatar e as nomeações partidárias não se poderão verificar, com a possibilidade de uma ou outra excepção justificável. Estaremos perante o fim da ascensão do “jota-abanador-de-bandeira”? Terá chegado ao fim o tempo do carreirismo “boy” na Trofa?

Tratar todos por igual são boas notícias. A ver como a coisa evolui…

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