Entrevista de Sérgio Humberto (PSD/CDS-PP) na TrofaTv

Nota prévia: o texto que se segue faz parte de um conjunto de 5 publicações, relacionadas cada uma delas com uma das 5 entrevistas realizadas pela TrofaTv aos 5 candidatos à CMT nestas autárquicas de 2013. Serão publicados pela mesma ordem em que os respectivos vídeos foram publicados no site do referido canal.

SH

Nesta entrevista, para além de enunciar algumas medidas avançadas pelo PSD e pelo CDS-PP no seu programa eleitoral, Sérgio Humberto aponta como máxima da sua candidatura “devolver o orgulho aos trofenses”, pois defende que a Trofa não tem estado no bom caminho nos últimos anos e que não foi para isso que várias pessoas lutaram em 1998. Acusa o actual executivo de só ter inaugurado obras nos últimos dois meses, obras essas que herdou do anterior executivo, e diz que um executivo camarário deve tratar bem todas as pessoas e não só algumas.

Quando questionado sobre a localização da travessia sobre o rio Ave que a coligação que representa tanto defende, diz ainda não terem uma localização ao certo para apontar, mas que têm vindo a trabalhar com os candidatos da Direita às Câmaras da Maia e de Vila Nova de Famalicão nesse sentido para que, caso ganhem as eleições, coloquem esse projecto no terreno o mais depressa possível.

Sobre o Metro, quando a jornalista Cátia Veloso o questionou sobre a hipótese de, vindo o metro apenas até ao Muro numa primeira fase, a Maia, ficando já com todo o concelho servido no que a este meio de transporte diz respeito, não deixaria de reivindicar juntamente com o concelho da Trofa, respondeu que, para ele, o Muro também é Trofa e não há trofenses de primeira e trofenses de segunda. “O metro chegar até ao Muro é uma questão de justiça, e quando digo chegar ao Muro é já, já mesmo não é só nas t-shirts.”, acrescenta. Diz, ainda, que, neste momento, o canal do metro está a ser aterrado e, mais, que o actual executivo “sepultou” a vinda do metro até à Trofa.

Relativamente à muito badalada ideia de baixar a derrama no concelho da Trofa, não responde ao certo, mas aproveita para dizer que a culpa de a Trofa ter das águas mais caras do país é do actual executivo, que fez um “contrato ruinoso”, um “negócio da China para a Indaqua”. Aproveitando o rumo do seu próprio discurso, não deixou de dizer que “Esta Presidente parece que está refém de tudo! Está refém da dívida, está refém das pessoas do Partido Socialista (…). O PS é muito mais que isso, isto são algumas pessoas do Partido Socialista que lideram actualmente o PS na Trofa. (…) Há pessoas do PS que merecem todo o nosso respeito porque têm capacidade. (…) Mas há pessoas do PS que são boas e que neste momento estão de fora. Não estão a apoiar este rumo que dizem que é certo, mas infelizmente é completamente incerto, é uma desgraça para todos os trofenses.”

Além desta clara tentativa de referir a divisão interna do Partido Socialista, pergunta onde está um projecto que tenha sido lançado por este executivo socialista, dando o exemplo da Volta a Portugal (que diz que custou 100 mil euros e não 15% de 100 mil euros como dizem, o que pode ser visto em base.gov), que não é um projecto que interesse a muitos trofenses.

Numa pergunta muito bem colocada por parte da jornalista sobre quem irá cuidar da área financeira se esta coligação vencer as eleições, Sérgio Humberto diz que prefere não avançar já um nome, mas que vários elementos da lista o podiam fazer: o senhor Azevedo, presidente da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado por 12 anos, uma Junta que tem as suas contas em dia e ainda mostrou obras feitas; a Dona Lina, que trabalha na Segurança Social, com vasta experiencia na área; o Renato Pinto Ribeiro, presidente do CDS e empresário de sucesso, entre outros. Para ele, “São candidatos com coração e com sensibilidade”.

Quanto aos Parques Dr. Lima Carneiro e Senhora das Dores, diz que a obra não era prioritária, mas que algo tinha que ser feito neste local. Agora, a obra tem que ser concluída para que não se percam os fundos, embora veja esta obra muito atrasada (tendo em conta que começou a 17 de abril e deve terminar a 17 de novembro deste ano). Além disso, refere que a obra foi adjudicada por uma empresa que está em pré-insolvência, a Europa Ar-Lindo, e que apresentava o quinto melhor orçamento (havia uma empresa com um orçamento inferior em 1 milhão de euros). Se PSD/CDS-PP ganharem estas eleições, garante que vão privilegiar as empresas da Trofa nestes concursos e incentivá-las nesse sentido (apesar de, neste caso, nenhuma empresa trofense fazer parte do concurso), e não privilegiar empresas de Braga, o que ainda não entendeu por que motivo tem vindo a acontecer.

Já mais para o final da entrevista, quando questionado sobre se teme que o julguem no sufrágio de dia 29 pelo seu passado, diz que teve funções técnicas no anterior executivo e que não tem nada a esconder, pois não está a ser investigado pela Polícia Judiciária. Para ele, o anterior executivo foi avaliado nas eleições de 2009 e só lhe interessa o presente e o futuro da Trofa. Quando à DNA, diz que não ganhou nada com esse projecto (que foi extinto após a tomada de posse do executivo actual), mas que este consistia num projecto inovador que ia proporcionar aos jovens trofenses potenciar o seu espírito criativo e lançá-los no mercado de trabalho. Dá o exemplo da DNA Cascais como caso de sucesso.

Ao longo de toda a entrevista, vai pautando a conversa com algumas expressões que apelam mais ao lado emotivo de cada um, tal como “O meu fascínio é com a Trofa” ou “Ser Trofa é ser único” e, a meu ver, a sua maior “farpa” é mesmo quando pergunta “a actual Presidente de Câmara tem força política, é respeitada politicamente, consegue argumentar devidamente os projectos e reivindicar os projectos para a Trofa? É esta a pergunta que eu deixo a todos e todos nós sabemos responder, mesmo pessoas apoiantes de várias áreas políticas sabem responder a isto” e quando refe que a própria Presidente da Câmara é a primeira a vir para a comunicação social dizer que a Trofa não tem saída e que continua ligada a Joaquim Couto, que não queria que a Trofa passasse a concelho.

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A minha opinião:

O candidato Sérgio Humberto tem vindo a melhorar, no que à comunicação diz respeito, nos últimos tempos. Trata os jornalistas pelo nome, põe-se de costas direitas e não se encolhe, olha directamente para quem fala com ele, … Mas há um erro, que os mais atentos perceberão mas que os mais distraídos nem por isso, que não posso deixar de referir. Quando lhe convém, refere projectos do anterior executivo e diz que estes últimos quatro anos é que foram maus para a Trofa. Quando não lhe convém, demarca-se do anterior executivo, onde só desempenhou funções técnicas, e não teve nada a ver com o resto. Em que ficamos?

De resto, fala quase sempre com certezas porque, lá está, consultou especialistas para tudo, e deixa até lugar para o suspense no que diz respeito às finanças do concelho, o que sabe que nos preocupa, e não sei se esse suspense será benéfico ou não.

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