Entrevista de Joana Lima (PS) na TrofaTv

Nota prévia: o texto que se segue faz parte de um conjunto de 5 publicações, relacionadas cada uma delas com uma das 5 entrevistas realizadas pela TrofaTv aos 5 candidatos à CMT nestas autárquicas de 2013. Serão publicados pela mesma ordem em que os respectivos vídeos foram publicados no site do referido canal.

JL

Nesta entrevista, a candidata pelo PS e actual Presidente da CMT, Joana Lima, começa por fazer um balanço dos últimos quatro anos. Para além de afirmar que ela e a sua equipa não viram as costas aos projectos em que acreditam, e daí também que se recandidate, admite que nestes quatro anos não fizeram tudo, mas que é necessária uma equipa que se mantenha rigorosa à frente do concelho da Trofa e da sua gestão.

Durante o período em que tem estado à frente da CMT, diz que foram confrontados com uma situação financeira muito difícil, mas mesmo assim tiveram “a ousadia de manter os projectos em acção, de continuar com projectos novos”.

Quanto às taxas e impostos  praticados no concelho, diz que há impostos que não podem ser reduzidos, pois tal está definido em Orçamento de Estado pelo actual Governo, e não há candidato nenhum que possa mudar isso. Esta foi a herança que o anterior executivo nos deixou e, para poderem pagar a dívida, Joana Lima e a sua equipa têm diminuído as despesas correntes. Quanto ao futuro, garante que se continuar à frente da CMT vão ser feitas todas as candidaturas possíveis aos projectos 2020, bem como ser dada continuidade do Parque das Azenhas (até Santo Tirso e até Vila do Conde).

Sobre o Parque das Azenhas, diz que “antes de ser criticada, fui elogiada por muitos e muitos trofenses pelo facto de conseguir em tempo útil deste verão fazer com que as pessoas usufruíssem deste espaço (…). Pior do que inaugurar, era não inaugurar com a obra pronta.” Diz que alguns criticam por não conhecerem bem o projecto e outros criticam porque isso faz parte da vida política. A obra está até ao momento paga, acrescenta. Quanto à não requalificação das azenhas, diz que no projecto tal não estava contemplado, mas que fará o que estiver ao seu alcance para que venha a existir um café, um bar ou outro estabelecimento que dignifique um espaço que considera tão bonito.

Quanto aos troços de estrada recentemente reparados em Muro, Alvarelhos e Guidões, diz que tal só foi possível agora, primeiro porque existia uma lei dos compromissos que não permitia ser efectuada qualquer obra que não pudesse ser paga dentro de três meses, e depois porque tal só foi possível ao abrigo de uma caução de uma obra feita pela Trofaguas há uns anos no valor de 200 mil euros. Ou seja, a CMT não gastou dinheiro nenhum com isso. O mesmo em relação ao Catulo, cuja intervenção ficou a cargo de um empreiteiro que entendeu que devia fazer essa mesma reparação por passarem ali muitos dos seus camiões. Tal não tem, portanto, que ver com as eleições, e que o seu trabalho é avaliado pelos eleitores como um todo, não como apenas 15 dias.

Relativamente à requalificação dos Parques Dr. Lima Carneiro e Senhora das Dores, diz que esta obra estará pronta dentro de 4/5 meses e que o projecto inicial foi alterado, uma vez que os edifícios inicialmente previstos ofuscavam a Capela Nossa Senhora das Dores. Diz também que a Metro do Porto sempre se mostrou disponível para fazer as obras do Parque, mas a Metro do Porto não pode assumir nenhum compromisso sem autorização do Governo. Joana Lima reuniu com o Secretário de Estado responsável, mas este até hoje ainda não respondeu: “é este o Governo que temos!”. “Eu honro os meus compromissos e pelo menos quando não posso fazer dou a cara”, acrescenta. A Trofa vai fazer essa parte da obra que compete à Metro e vai processar a Metro do Porto e o Governo da República por não concretizarem o compromisso assumido e escrito com a CMT e outros parceiros do projecto.

Quanto ao aterro do canal do metro, diz: “Não percebo essa pergunta, o metro à Trofa quando vier irá fazer o túnel, remover as terras que lá estão e fará todo o trabalho que tem que fazer, criando as infraestruturas necessárias. Espero é que o metro venha à Trofa.” Defende que o metro apenas até ao Muro numa primeira fase “não é economicamente rentável”, e ninguém vai permitir que se faça apenas esse troço. O metro tem de vir até ao centro da Trofa, que é onde tem muita população para que tal se justifique financeiramente. “Era o que estava previsto, é o projecto que existe e este é que faz sentido”. Caso contrário, como é que as pessoas do Muro vêm ao centro da Trofa? Joana Lima diz acreditar que o metro chegará à Trofa e lutará por isso, mas sente que este não é o “momento ideal” para tal.

Quanto aos Paços do Concelho, prometidos por si em 2009, diz que gostava de os ter feito mas que, antes de tomar posse, pensava que a dívida era de 37 milhões de euros, o que possibilitava fazê-los, mas quando se depararam com a dívida de gaveta tal verificou-se não ser possível. Havia a hipótese de ser feita uma parceria público-privada, ficando a CMT a pagar uma renda durante vários anos e sendo o edifício adquirido ao fim de vários anos, mas essa lei foi revogada e tudo atrasou. Sem dinheiro, sem essa possibilidade, resta procurar uma solução que dignifique a Trofa. Ainda não assumiram nada com ninguém, mas há boas perspectivas. Uma solução é a Arbofil.

Como actual prioridade máxima, aponta as variantes à N14, mas diz que a CMT tem reduzido e até isentado as taxas de TMU às empresas que se instalam na Trofa como forma de as incentivar a exercerem a sua actividade no concelho.

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A minha opinião:

O ponto forte desta candidatura relaciona-se com as contas da autarquia, que Joana Lima e a sua equipa parecem, de certa forma, ter equilibrado. Neste seguimento, a candidata do PS diz que não quer fazer promessas que depois não poderá cumprir, algo com que estou totalmente de acordo, ainda para mais tendo em conta as promessas não cumpridas de 2009. Aprendeu com isso e reconhece-o.

Além disso, refere: “Para mim, é muito importante que as pessoas opinem”. Como devem calcular, concordo totalmente com isso, mas relembro que é preciso ter em conta que as opiniões dos outros nem sempre vão de encontro àquilo que gostaríamos de ouvir, e qualquer executivo, qualquer Governo, tem de saber lidar com isso.

Por fim, não posso deixar passar uma coisa em branco. Relativamente ao Parque das Azenhas, diz que “Pior do que inaugurar, era não inaugurar com a obra pronta.” A verdade, convenhamos, é que a primeira fase do Parque não foi inaugurada com tudo pronto.

Por fim, relembro que não foi tudo, mas muita coisa apareceu feita na Trofa nestes últimos meses. São, realmente, coincidências a mais.

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2 Responses to Entrevista de Joana Lima (PS) na TrofaTv

  1. Anonymous says:

    Silvéria excelente resumo depois de ver esta entrevista assino por baixo e tiro-te o chapéu. Porém não querendo ser incorrecto queria só fazer uma correcção quando referes que um dos objectivos em relação ao Parque das Azenas é a extensão até Santo Tirso e Vila do Conde penso que no video é dito até Famalicão e Vila do Conde e não Santo Tirso. De resto mais uma vez excelente. Tal como disse nos comentários de um post anterior vocês estão mesmo no bom caminho.

    Parabéns!

    Rui

    • Silvéria Miranda says:

      Rui, voltei a ver o vídeo para confirmar essa sua dúvida e, de facto, estava certa: Joana Lima refere Santo Tirso e Vila do Conde (veja no vídeo em 9’45”).
      Continue a passar por cá e a dizer de sua justiça!

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