Entrevista de Conceição Silva (CDU) na TrofaTv

Nota prévia: o texto que se segue faz parte de um conjunto de 5 publicações, relacionadas cada uma delas com uma das 5 entrevistas realizadas pela TrofaTv aos 5 candidatos à CMT nestas autárquicas de 2013. Serão publicados pela mesma ordem em que os respectivos vídeos foram publicados no site do referido canal.

CS

Nesta entrevista, a candidata pela CDU, Conceição Silva, refere que “a CDU é uma força necessária”, que apoia “tudo que for de bem para a população”. Os membros desta coligação estão nisto “com a melhor das intenções” e, nesse seguimento, gostavam de voltar a estar presentes na assembleia municipal e relembra aos trofenses que este e o anterior executivo fazem parte das forças políticas do Governo central e são também eles responsáveis pelo que se tem vindo a fazer aos concelhos.

Quanto aos Paços do Concelho, diz que esta obra diz respeito à identidade dos trofenses, e que não tem visto ser feito nada em prol desta obra. São pagas rendas excessivas e a construção de um edifício de raiz, na zona das Pateiras como sugerem, seria a melhor alternativa. Não podem, contudo, apontar um período temporal concreto para a sua execução, uma vez que só se sendo eleito se sabe o verdadeiro estado das coisas. Contudo, acha que deve ser o mais rápido possível e que, quando não for possível, seja explicado à população porque não foi.

Para ela, os serviços públicos e o movimento associativo não têm vindo a ser protegidos pelos sucessivos Governos e considera que a água devia ser um bem público, visto que é um bem essencial, e não considerado como uma mercadoria. Na Trofa, falta concluir não só a rede de água, como também a de saneamento, e parece que é preciso haver eleições para que se faça alguma coisa. Para o associativismo, acha que deve haver um regulamento que “assente em bases uniformes e justas” e não devem ser apoiadas só porque existem, mas sim se tiverem planos de actividades activos, onde haja uma interacção com a população. Tem de ser um trabalho contínuo, não só uma vez no ano.

Quanto a baixar os impostos no município, diz que tal dependeria muito da dívida do concelho, que se sabe que é enorme, mas que é preciso clarificar para que seja possível (re)negociá-la. Estamos no PAEL por algum motivo e o PAEL impõe esses limites, mas a CDU pensa que podiam ser negociados. Este executivo também ainda não conseguiu dar a volta à situação, cativar mais empresas, mais trabalhadores, mais moradores.

Propõe, no que diz respeito às acessibilidades, a construção de duas pontes sobre o rio Ave e ainda as variantes. Considera que este é um problema que já devia estar resolvido ainda do tempo em que a Trofa pertencia ao concelho de Santo Tirso e que ajudariam a dinamizar o concelho. Pelo contrário, a sua inexistência está até a provocar o retrocesso do nosso concelho e quem sabe dos concelhos vizinhos.

Teme, também, que o metro não chegue cá, uma vez que o canal está a ser aterrado. Há uma proposta de Honório Novo que permitiria fazer alguma coisa apenas com dinheiros de fundos que podiam ser reorganizados de outra forma e seguir por essa via seria importante porque os trofenses e a Trofa iam ganhar com isto, principalmente a população do Muro, que está mais descoberta em termos de transportes. Considera que a nível central dá-se sempre a desculpa da falta de verbas e esta recessão vai prejudicar os trofenses.

O parque escolar tem sido continuado, diz, mas há o problema do fecho de escolas no nosso concelho. Além disso, a Secundária não está concluída. Não é uma obra da CMT, mas é uma obra do Governo central que não está acabada, e é responsabilidade dos autarcas intervir nisso, lutar pela sua população. Mesmo algumas das escolas requalificadas têm alguns problemas, como falta de água canalizada, infiltrações, que é preciso resolver. Outra preocupação da CDU prende-se com as crianças com carências económicas e consideram que a alimentação delas devia ser acautelada até mesmo durante as férias escolares.

Um Guia de Turismo seria importante para o concelho, uma vez que fomentaria, entre outras coisas, a restauração local e alguns locais muito interessantes do ponto de vista arquitectónico.

No que diz respeito ao ambiente, defendem a limpeza das matas e a reflorestação, bem como a plantação de espécies autóctones. A despoluição do rio Ave devia ter sido accionada antes de o Parque das Azenhas ter sido inaugurado e defende que devia haver um planeamento a nível dos concelhos para que essa despoluição acontecesse. Já existem mecanismos nesse sentido, mas a Trofa não faz parte deles.

Sendo contra a reforma administrativa, se for eleita lutará contra a extinção das freguesias, pois acha que é importante a identidade de cada uma. Gostava que mais partidos pensassem assim e tentassem reverter esta lei.

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A minha opinião:

Conceição Silva é a tranquilidade em pessoa. Também a participação da CDU nestas autárquicas foi muito calma, sem criar grande alarido, sem tentar denegrir ninguém em específico e, além disso, não centraram a sua campanha apenas no nível local, mas também a nível macro, falando recorrentemente dos sucessivos Governos e da sua influência nas localidades.

Esta calma, este tom sempre educado, é talvez o mais correcto, mas não atrai grandes atenções nem deixa as mesmas marcas (de que somos livres de gostar ou não) que campanhas mais “agressivas” (nas palavras e nos actos), cheias de comícios e bebícios musicais, deixam. A CDU considera-se diferente e é-o realmente, com as consequências que isso possa trazer em termos de votos.

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