Os novos actores políticos da Trofa: o caso do BE

bloco de esquerda

O João já aqui falou do Bloco de Esquerda da Trofa, candidato, pela primeira vez, a umas eleições autárquicas no concelho. O BE-Trofa, de que Gualter Costa é a figura principal, é o único partido que já apresentou, há algum tempo, o seu programa eleitoral. Na minha opinião, e de uma maneira geral, o programa parece pensado, ponderado e contou quase de certeza com vários pontos de vista. Porém, alguns aspectos me parecem francamente positivos e dignos de salientar:

apostar no poder dos cidadãos, a chamada “cidadania participativa”: o BE compromete-se, caso venha a ser eleito, a envolver mais o cidadão no destino do concelho, ou seja, o BE pretende informar mais e melhor os trofenses (através de boletins municipais e de freguesia, por exemplo, onde se encontrem não só informações relacionadas com a Câmara, como também relacionadas com as associações trofenses e com as iniciativas dos partidos da oposição), criar o Provedor do Munícipe (com gabinete de atendimento permanente, a eleger na assembleia municipal), criar mais orçamentos participativos e recorrer a referendos locais em certas situações para que a Trofa, de facto, seja de todos e monitorizada por todos;

melhorar as acessibilidades do concelho, não só no que diz respeito às grandes estradas, pontes, rotundas, variantes e metro como têm dito todos os outros candidatos, como também as ruas mais recônditas do concelho, o que, aliás, é bem visível no Facebook do BE com a constante partilha de fotografias de ruas que envergonham qualquer trofense que se preze. O BE também nos fala da importância dos transportes públicos, dentro e para fora do concelho;

promover a sensibilização da população para questões ambientais, de direitos dos animais, etc.;

promover a descentralização cultural e também criar espaços que (ainda) não temos, como um auditório que se preze ou uma rede municipal de bibliotecas;

promover o desporto (individual ou colectivo, para todos, diversificadamente) e a cultura (falam de música, cinema, teatro, dança, pintura, literatura, museus e arqueologia), bem como apostar na sua devida divulgação;

criar o Centro Municipal da Juventude para combater o abandono escolar, promover as artes e a ciência e combater certos flagelos como a toxicodependência  ou a delinquência juvenil e criar a Comissão de Protecção ao Idoso e das Pessoas com Necessidades Especiais;

promover a requalificação urbanística em detrimento da construção;

prevenir a sinistralidade rodoviária.

Para além destes pontos que considero francamente positivos e que deviam ser pensados e porque não implementados por quem quer que seja que venha a ganhar este campeonato, outros me suscitam algumas dúvidas, como por exemplo:

– criar um posto da PSP no concelho, bem como um posto da GNR e dos Bombeiros na Viaa do Coronado – não percebo, ao certo, em que se baseia o BE para considerar estes aspectos sustentáveis e necessários;

– criar condições para a criação de um pólo universitário público ou privado no futuro – eu própria já tinha pensado nesta hipótese remota porque acho que, no fundo, todos os trofenses pensam que se a Maia tem o ISMAI, a Trofa também podia ter algo parecido. Contudo, não sei até que ponto na actual conjuntura de decréscimo da procura de cursos superiores tal se justificaria;

– iluminar totalmente as principais estradas do concelho – isto faz algum sentido e, ao mesmo tempo, não faz (para mim, claro)! Estas ruas têm mais trânsito, ou seja, nelas circulam mais pessoas e veículos com iluminação. Pelo contrário, várias ruas mais escondidas um pouco por todo o concelho e algumas delas com habitantes já bastante idosos precisavam mais de iluminação total e de vigilância constante.

De resto, e um pouco à semelhança do que já aqui disse que acontece com o MIT, há coisas que o BE, tal como eu ou qualquer outra pessoa do concelho queremos, mas que muito provavelmente são utópicas. Por sermos um concelho altamente endividado, estamos sujeitos a certos constrangimentos a que outros municípios não estão. Por isso, falar da redução de impostos ou da construção dos Paços do Concelho aqui e ali (e quando é que saberemos em que pé têm estado as coisas nesse sentido?) é muito arriscado…

E, já agora, onde andam os outros programas eleitorais? Demoram muito?

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2 Responses to Os novos actores políticos da Trofa: o caso do BE

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