Os novos actores políticos da Trofa: o caso do MIT

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Para estas eleições, temos dois novos actores no panorama político trofense: o Bloco de Esquerda (BE), criado no ano passado, e o Movimento Independente pela Trofa (MIT), este acabadinho de sair do forno. É do MIT que vos quero falar hoje, um dos nomes que figurará no nosso boletim de voto a 29 de Setembro e que ainda nem toda a gente conhece.

Em primeiro lugar, gostava de dizer que sou a favor da criação de novos partidos porque se se cumprem os requisitos é porque a população, de uma forma ou de outra, quis que eles pudessem existir. Como tal, são candidatos legítimos, embora não concorram na mesma igualdade de circunstâncias. O MIT não faz churrascos (pelo menos até agora é o que parece) nem tem quem trate da comunicação do partido e isso, por si só, já é uma grande desvantagem.

Adiante! Na apresentação da sua candidatura (vídeo disponível na TrofaTv, que aconselho toda a gente a ver), o MIT apresenta como propostas/promessas eleitorais: 1. dar prioridade à acção social (centros de dia, lares, creches e famílias numerosas no limiar da pobreza); 2. gerar uma maior proximidade para com os munícipes; 3. minorar o desemprego no concelho; 4. apoiar a escolaridade; 5. apoiar as empresas, criando condições para a sua instalação ou regresso ao concelho: 6. completar a rede de água e saneamento no concelho; 7. fomentar o desenvolvimento das actividades de solidariedade, culturais e desportivas; 8. apoio das associações locais a nível logístico e de recursos humanos e, se possível, financeiro também; 9. criar o gabinete de apoio ao estudante; 10. criar o gabinete de apoio à inserção profissional; 11. construir uma ponte sobre o rio Ave; 12. criar uma variante alternativa às N14 e N104; 13. reduzir impostos como o IMI, de forma sustentável, sem que isso implique quebra de receitas na CMT; 14. criar um posto de Turismo.

Além destas propostas, o MIT, na pessoa do senhor Joaquim Azevedo, mostra-se preocupado, também, com o ambiente, nomeadamente com a poluição do rio Ave, e promete, caso venha a ser eleito, não fazer distinção entre os vários presidentes de Junta do concelho. Quanto aos Paços do Concelho, diz que só pode propor algo após conhecer a verdadeira situação financeira do município. E é aqui que me quero focar: conhecer a verdadeira situação, económica e não só, do concelho.

“Só quem está dentro do convento sabe o que lá vai dentro”, diz o ditado. E este Movimento que, a meu ver, tem tanto de humilde como de sonhador, tem uns propósitos muito positivos (o turismo precisa de um impulso, por exemplo!, embora outras áreas pareçam aqui esquecidas ou tocadas muito superficialmente) mas que, na prática, não serão nada fáceis de pôr em acção devido a condicionantes que não dependem do próprio concelho e que o cidadão comum não entende, porque não lhe dão a entender. Nunca vos aconteceu irem a uma assembleia municipal e não perceberem metade do que lá se passa? O povo não tem acesso a todos os documentos, não tem preparação para perceber todas as siglas, todos os termos, mais os prazos, as condições de financiamento, etc.

Ainda assim, o MIT é uma alternativa e, como tal, deve ser seguido de perto pelos eleitores. Como o próprio Joaquim Azevedo afirma, a primeira vitória do MIT foi terem conseguido formar o partido e legalizá-lo e abre-se assim o caminho para que novos movimentos destes surjam no futuro, quem sabe! O facto de ele existir só vem provar que já nem toda a gente anda a dormir, que começa a haver quem queira fazer algo mais pela Trofa e para mostrar o seu descontentamento, dentro das suas possibilidades. E o MIT é, claro, um exemplo de onde se podem tirar pontos positivos e pontos a melhorar no futuro. A verdade é que só custa dar o primeiro passo e a ver vamos onde pararão os independentes…

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2 Responses to Os novos actores políticos da Trofa: o caso do MIT

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