Uma aventura que chegou ao fim

Formiguinha

Quando em Julho de 2013 arrancamos com este projecto, a Silvéria Miranda e eu não fazíamos ideia daquilo que nos esperava. Estávamos fartos de discussões efémeras no Facebook, que se perdiam nas brumas do feed de notícias e que pouca força tinham para contra-argumentar a propaganda dos poderosos que nesta terra manipulam questões fundamentais em função dos seus interesses partidários. Quase dois anos depois, o partido continua a ser A prioridade de muitos destes cavalheiros. A nossa foi e sempre será a Trofa.

Contra as nossas expectativas, o trabalho destas duas formiguinhas foi dando frutos, e semana após semana, mais e mais trofenses foram entrando neste espaço, comentando e partilhando os conteúdos que aqui foram sendo publicados, e aqui e ali as abordagens começaram a acontecer. O feedback foi quase sempre muito positivo, mesmo da parte de algumas pessoas que nos últimos dias deste blogue foram demonizando o trabalho que aqui ia sendo desenvolvido. Pessoas que no tempo do anterior executivo nos vinham dar força, partilhavam os nossos conteúdos e nos saudavam pela coragem. Uma delas, então membro da oposição e hoje um dos principais responsáveis políticos da nossa terra, chegou uma vez a apelar a um jovem trofense com um problema do âmbito da acção social para me pedir ajuda para denunciar o problema. Um hipócrita como tantos outros que, estou certo, irá ler estas linhas e recordar-se. O que ele não imagina é o souvenir que guardei daquele dia. Tudo a seu tempo.

Falsas modéstias à parte, olho hoje para trás e percebo que o E a Trofa é Minha foi uma pedrada no charco de uma terra onde a elites políticas achavam que detinham o monopólio da opinião. Tão enganados que eles estavam. Enganados e desorientados, presos a esse passado sem perceber o que fazer com quem emitia opinião fora dos circuitos convencionais do poder. A desorientação era tal que nuns dias éramos perigosos socialistas, noutros sociais-democratas disfarçados e por vezes apenas do contra. A desfaçatez e a cara de pau de alguns destes idiotas de categorizar quem quer que seja de ser “do contra” é uma contradição tão grande e patética dada a sua postura de troca-tintas guiados por sistemas de dois pesos e duas medidas que chego a ter pena de tais autómatos controlados à distância pela meia-dúzia que verdadeiramente manda nos meandros políticos desta terra. Que triste que é ser um peão instrumentalizado ao serviço de um partido na busca de um tacho.

Mas nada disto nos afectava. Vozes de burros continuam a não chegar ao céu. Seguimos o nosso caminho, dissemos o que tínhamos a dizer, disparamos críticas construtivas à esquerda e a direita, analisamos discursos e propostas eleitorais, dissecamos entrevistas dos principais responsáveis políticos do nosso concelho, denunciamos situações anómalas, fossem elas ajustes directos suspeitos ou problemas na rede viária e desmontamos mentiras, do teatro da porrada das jotas até à várias e fraquinhas manipulações que aqui e ali tentaram minar o nosso trabalho. Pelo meio algumas ameaças e “avisos”, pressões inacreditáveis e nada disso nos fez recuar. Até ao dia em que forçamos o regime a denunciar em massa o nosso blogue, o que resultou num duro golpe no trabalho desenvolvido por dois jovens, a quem mais tarde se juntou o Pedro Amaro Santos, que mais não fizeram do que dar uso à sua liberdade de expressão em prol da sua terra.

Mas o regime estava incomodado e tentou de tudo. Clones no Facebook, perfeitamente identificados e que um dia ainda se voltarão contra o seu criador, peões disfarçados de anónimos com frases feitas, expressão máxima da cobardia destes senhores e senhoras, que surgiam no E a Trofa é Minha para vomitar o lixo que lhes ordenavam e mesmo a falta de carácter de inventarem mentiras sobre os autores deste blogue para tentarem denegrir as nossas pessoas junto de alguma população trofense. Poderá ter funcionado em alguns casos. Noutros, acreditem, são votos que perderam para sempre. Podem enganar alguns algum tempo mas não podem enganar todos para sempre.

Hoje, 283 posts e centenas de partilhas mais tarde, para os quais contribuíram não apenas a Silvéria, o Pedro e o Mendes mas também vários autores convidados e leitores assíduos que nos enviaram os seus textos, esta plataforma do E a Trofa é Minha fecha portas. Agradeço do fundo do meu coração, e sei que estou à vontade para dizer que o posso fazer em nome dos meus amigos e colegas que fizeram desta casa aquilo que ela é, a todos os quase 100 mil visitantes que até à hora em que escrevo estas palavras nos visitaram, que nos deram força, enviaram informação relevante, comentaram e partilharam o nosso trabalho e tiveram a coragem de dar a cara por um projecto que lhes poderia criar problemas com alguns bandalhos que pensam viver ainda em ditadura. A jornada não termina aqui e na próxima semana, se tudo correr como esperado, terão uma boa surpresa.

Aos bandalhos fascistas que poluem o regime, e agora falo apenas em nome próprio, quero dizer-vos que NADA me irá demover de continuar o trabalho até aqui feito e que não pretendo abandonar. Mandem clones, mandem anónimos, denunciem em massa e encham os ouvidos dos trofenses com mentiras a nosso respeito e tudo isso, escrevam, acabará por se virar contra vocês um dia mais tarde. O poder é efémero mas a cidadania é eterna. Um dia, quando menos esperarem, o cenário cai-vos na cabeça e, acreditem, irão perceber que mais valia terem-se comportado com democratas ao invés de se comportarem como crianças mimadas obcecadas com o poder.

Como disse atrás, isto não é o fim. Apenas o final de uma etapa. A próxima será mais forte, mais organizada e estruturada, e nem com um exército de clones nos conseguirão deter. Aprendemos a nossa lição, limamos arestas e emergiremos fortalecidos e com novas “armas” que, não fossem as tendências totalitárias de alguns, nunca teríamos que considerar usar.

A segunda vinda será implacável. Pela Trofa, agora e sempre.

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E não é que a JSD Trofa tinha razão?

Escorrega

Montagem@Blogue JSD Trofa

Passaram quase três anos desde que no blogue da JSD Trofa surgia uma publicação ilustrada com a montagem que abre estas linhas, na qual a estrutura afirmava tão somente “Que nos valha a força dos Trofenses que não deixa a Festa de Nossa Senhora das Dores escorregar também….“. Tarefa hercúlea: conter essa grave e violenta ofensiva contra os mais altos interesses do concelho que constituiria a transferência de grande parte dos eventos que por cá vão acontecendo para a zona envolvente da nova estação ferroviária. Que trágico destino nos esperaria?

Até ao momento nada de muito trágico. Os eventos que por altura do anterior executivo aconteciam nesta zona da cidade continuam a ter lugar no exacto mesmo local. Em 2015 como em 2014, os desfiles carnavalescos realizaram-se ali, a ExpoTrofa e o Be Live terão o mesmo destino e a Super Especial mantém o percurso. E, valha-nos a força dos trofenses, continuam e continuarão a correr bem.

Posto isto, questiono-me se a JSD Trofa se sente agora mais descansada perante a constatação da sua previsão. Estavam cobertos de razão: com Sérgio Humberto tal como com Joana Lima, os eventos que desciam ameaçadoramente pelo escorrega blogosférico da JSD Trofa lá continuam, e a aposta do PS foi mantida pela coligação PSD/CDS-PP. Haja estabilidade para além da propaganda!

Uma nota final para a profecia da desgraça: que a força colectiva dos trofenses impeça a Festa de Nossa Senhora das Dores de escorregar também e, quem sabe, ser ali bem sucedida como todos os outros restantes eventos que lá acontecem. Se escorregar durante este mandato será de rir. Como de resto toda esta história pateta do escorrega.

Como são belos os perigos que deixam de o ser quando os partidos saltam da oposição para o poder.

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P.S. Será que esta dualidade de critérios que opõe o “ai meu Deus que está tudo a escorregar para a estação” ao “continua tudo na mesma mas agora estamos no poder portanto não vale a pena levantar ondas” se enquadra nessa abrangente categoria que é ser-se do contra? Fica para reflexão do caro leitor.

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O PSD e o eterno aproveitamento político da questão do metro

Metro

Foto@Metro para a Trofa

O projecto de resolução do PCP que pedia o avanço da obra do metro para a Trofa até ao segundo semestre de 2016, sobre o qual falei aqui no início do corrente mês, foi sem surpresas chumbado pela maioria que suporta o governo de Pedro Passos Coelho. O grupo de trofenses que se deslocou até à Assembleia da República viu assim novamente frustradas as suas expectativas e o futuro incerto das acessibilidades do concelho adiado. Outra vez.

Apesar do novo chumbo, o aproveitamento político da questão não cessou. Na memória dos trofenses estará ainda o golpe de teatro protagonizado pelo PSD Trofa com um cartaz que, por altura das Autárquicas de 2009, apresentava o problema do metro como uma situação “resolvida” ou a encenação, também em contexto eleitoral, da vinda da então secretária de Estado Ana Paula Vitorino para garantir aos trofenses que o problema estaria encaminhado para resolução. Promessas vãs, promessas eleitoralistas que desrespeitaram os trofenses e relativamente às quais as hostes do bloco central se limitam a assobiar para o lado ou a criticar o vizinho, como se o seu partido não tivesse sido igualmente desonesto.

E enquanto os socialistas trofenses apontam o dedo ao governo por este não fazer aquilo que o governo Sócrates não conseguiu fazer em 6 anos, os sociais-democratas trofenses emitiram um comunicado que mais não é do que um novo atirar de areia aos olhos dos trofenses, tal como o foi o cartaz que em 2009 dava o metro como um dossier “resolvido”. Chumbada a proposta dos comunistas, o PSD Trofa afirma que “Depois de muitos passos atrás, pela primeira vez em muitos anos, foi hoje dado um passo em frente.“. E que passo foi esse? Aparentemente, o actual governo terá assumido um compromisso de prolongar o metro até à freguesia do Muro no próximo mandato. O que de resto não é passo nenhum na medida em que tal depende da vitória do PSD/CDS-PP nas próximas Legislativas e porque os compromissos desta coligação valem o que valem. Basta ver o que aconteceu aos compromissos de 2011 sobre o não aumento de impostos ou não imposição de mais cortes em salários e pensões com que Passos Coelho procurou iludir o eleitorado e que imediatamente deixou cair assim que conseguiu o poder.

O comunicado roda em torno da narrativa deste governo, que fazendo uso de uma espécie de amnésia, resume a situação do país à irresponsabilidade dos governos Sócrates, como se o problema tivesse sequer começado aí. Critica os socialistas pelo episódio Ana Paula Vitorino, sem ter a dignidade de assumir perante os trofenses que também enganaram a população no passado, e tenta vender uma nova ilusão aos trofenses de que obtiveram dos deputados laranjas no Parlamento a “garantia que o Metro até à Trofa é uma prioridade absoluta” e que “não se realiza mais nenhuma obra do Metro no País sem a construção da linha do metro até ao Muro“. Interessantes estas declarações, principalmente se tivermos em conta que, segundo a lista apresentada no ano passado por este governo sobre os investimentos prioritários para a economia nacional não existe qualquer referência à extensão do metro até à Trofa, apesar de prever a renovação da linha de Cascais e a extensão até à Reboleira do metro de Lisboa. Há algo aqui que não bate certo e esse algo tem um nome: eleitoralismo.

Sabemos que a missão de se reeleger será algo complicada para o actual governo, pelo que promessas infundadas e sem qualquer valor serão o prato forte dos próximos meses. Paleio bonito e politicamente correcto de quem prometeu e nada fez ainda poderá enganar alguns mas não enganará com certeza a todos. Os trofenses, e em particular a população do Muro, já estão fartos de ser manipulados por propaganda política e os sucessivos boicotes eleitorais são prova disso mesmo. E mesmo assim, o PSD Trofa insiste no argumento vazio de que não aprovaram a proposta do PCP porque se quererem afastar de eleitoralismos quando este comunicado é ilustrativo da caça ao voto em curso. Falam em “política de verdade” ou “transparência” quando verdade e transparência estiveram, ao longo dos anos, praticamente ausentes desta discussão, com significativas responsabilidades para o seu partido. Acusam o PS Trofa de enganar os trofenses quando também eles nos enganaram. E fazem-no sabendo que, caso percam as eleições, poderão sempre assobiar para o lado e continuar a narrativa que coloca a exclusividade da culpa sobre o PS. Eleitoralismo e aproveitamento político descarados, nada de novo.

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McHipocrisia política

Mc

Street Art@Occupy America

A obesidade ganhou um novo alento no nosso concelho. Ao que tudo indica, desta vez é mesmo a sério: o McDonalds vai finalmente abrir um estabelecimento na Trofa. Pelas interessantes discussões que tenho lido nas redes sociais, a contenda divide-se entre duas facções. De um lado aqueles que saúdam a vinda do estabelecimento, que vai gerar emprego precário e mal pago mas ainda assim emprego, do outro aqueles que se insurgem contra a vinda do gigante norte-americano que irá obviamente prejudicar alguns estabelecimentos locais, nomeadamente aqueles que se dedicam ao fabrico de fast food, dos snack bars às incontornáveis roulotes. Digam o que disserem ninguém consegue competir no segmento do McDonalds sem sair ferido porque mais ninguém consegue vender hamburgueres a 1€, simples. Licenciar este estabelecimento prejudica o comércio local, ponto.

Estou à vontade para falar sobre o assunto porque, sendo eu um cliente muito esporádico dos hamburgueres do Tio Sam, entendo ser de algum cinismo fazer oposição à vinda do McDonalds para o nosso concelho na medida em que ele está por todo o lado, tal como por todo o lado estão outras formas de dar cabo da nossa saúde através da alimentação contra as quais (quase) ninguém se opõe. Gosto muito mais de francesinhas ou do um bom panado em dois do Mingos que são igualmente atentados ao bom funcionamento das minhas funções vitais. E quem não come “porcarias” que atire a primeira pedra.

O interessante é ver esta questão ser instrumentalizada politicamente, o que neste caso específico se reveste de uma espécie de amnésia hipócrita de parte de alguns membros das claques partidárias. Quando no final de 2011 surgiu a hipótese do executivo então liderado por Joana Lima licenciar um projecto semelhante ao agora licenciado pelo executivo Sérgio Humberto, inúmeros sociais-democratas opuseram-se com veemência a esta possibilidade, acusando o poder político de prejudicar o comércio local com tal decisão. O artigo de Tiago Vasconcelos, publicado n’O Notícias da Trofa em Dezembro de 2011 era a expressão da indignação social-democrata, que apesar de retratar apenas a opinião do cronista, acabou por ser o eco mais audível dessa mesma indignação.

Hoje, como de resto acontece com tantos temas cujas opiniões mudam em função dos supremos interesses momentâneos do partido A ou B, assistimos a mais um patético episódio de inversão de papéis, com os mesmos sociais-democratas a elogiar a decisão sábia e as vantagens para a economia local em trazer o McDonalds para a Trofa por oposição aos comentários de socialistas, que por essas redes sociais fora alertam para os perigos que tal decisão constitui, bem como o impacto nefasto que terá na economia local, nomeadamente no sector da restauração. Isto após terem defendido a hipótese de forma acérrima quando a mesma partiu do seu partido. Será que estas pessoas conseguem literalmente apagar a memória daquilo em que supostamente acreditavam ou sujeitam-se a este triste papel por amor à camisola?

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Mais um episódio diário de trânsito congestionado por incompetência política

Carro Blogue

Existe na Trofa uma rua que todos os dias se vê entupida de trânsito em hora de ponta. Sim caro leitor, eu sei que existem várias ruas nesta situação, principalmente se nos estivermos a referir a perpendiculares à EN14. Mas a rua de que vos falo tem uma particularidade: é que aqui o trânsito não entope apenas porque existe. Entope porque aqui é possível aos automobilistas estacionarem literalmente em cima da faixa de rodagem. E para além das duas existentes, pouco espaço sobra que permita evitar a confusão diária.

A rua em questão é a Rua Alberto Pimentel, onde por falta de sinalização adequada, ou quem sabe por força do hábito, vários veículos podem ser encontrados estacionados na faixa de rodagem que segue na direcção Oeste, mesmo junto à intercepção com a EN14, em frente à entrada traseira do edifício da AHBV Trofa. A dimensão do problema varia de dia para dia, dependendo de número de condutores que optaram por deixar o civismo em casa, sendo que, por vezes, o acesso à EN14 por aquela via poderá revelar-se uma aventura demorada, tal é a quantidade de viaturas que é necessário contornar antes de lá conseguir chegar. Em dias em que o trânsito em sentido contrário é mais intenso, chega-se a perder mais de 15 minutos num percurso que em estrada aberta demoraria segundos.

A culpa não morre solteira. Não pode morrer sempre. E se em parte isto acontece por pura e simples falta de civismo da parte dos condutores que, apesar de terem dezenas de lugares de estacionamento poucos metros atrás, optam por estacionar em cima da faixa de rodagem, não é menos verdade que o problema tem já muitos anos e só por incompetência não será do conhecimento das autoridades e responsáveis locais. Bernardino Vasconcelos não o resolveu, Joana Lima não o resolveu e Sérgio Humberto também não o resolveu, apesar de ainda ir a tempo. Os dois anos que lhe restam de mandato devem chegar e sobrar para trabalhar no sentido de lá ser colocada sinalização que acabe de uma vez por todas com este problema que de tão simples de resolver chega a ser ridículo e denotador de incompetência de quem pode mas não teve ainda a responsabilidade de o resolver.

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Executivo camarário “infiltra-se” no passeio da UF de Bougado a Fátima

SH Fátima

Foto: Página oficial do Presidente Sérgio Humberto@Facebook

Há anos anos, poucos, atrás, o executivo então liderado por Joana Lima promoveu um passeio ao concelho de Baião, governado então pelo seu amigo José Luís Carneiro. O passeio, que terá abrangido cerca de 1500 séniores trofenses, foi imediatamente criticado pela oposição à direita. Entre as críticas, regra geral encobertas pela cobardia do anonimato em blogues e redes sociais, destaque para as acusações de utilização de recursos públicos e instrumentalização dos idosos em nome do eleitoralismo.

Passados quase 5 anos, a junta de Freguesia da União de Freguesias de Bougado promoveu uma actividade idêntica, que levou 700 trofenses num passeio ao Santuário de Fátima. Para além do presidente Luís Paulo e de outros elementos de sua equipa, marcaram também presença no passeio o presidente da Câmara Sérgio Humberto, o vice-presidente António Azevedo e a vereadora da Acção Social Lina Ramos.

Perante esta situação, confronto-me com várias questões. Logo à cabeça, pergunto-me onde estarão os mesmos indignados que em 2010 acusavam o executivo socialista de eleitoralismo. Será que também acham que este passeio foi eleitoralista, um exercício de caça ao voto, financiado com dinheiro de todos os trofenses? Por outro lado, estarão os sociais-democratas a tentar instrumentalizar os idosos do nosso concelho que participaram neste passeio? Não sabemos e provavelmente não chegaremos a saber. É que este tipo de membros da claque não primam pela coerência, primam apenas pela defesa cega do partido pelo qual abanam a bandeira, que o tacho e/ou o ajuste directo pode estar ao virar da esquina.

Outras questões que me ficaram na mente têm a ver com o facto de uma iniciativa da junta de Bougado ter levado consigo o executivo camarário em peso. Quem pagou as deslocações de Sérgio Humberto, António Azevedo e Lina Ramos? Fará sentido que o executivo camarário se “infiltre” a uma iniciativa que não é sua? Seria mesmo fundamental que três tão ocupados responsáveis políticos do concelho se ausentassem do exercício das suas responsabilidades para se juntarem a este passeio? E a ser fundamental, algo que me parece estranho, porque não apenas um representante, porquê três?

Curiosamente, ou não, desta vez não houveram manifestações de desagrado à direita. Está tudo bem, ou não estivessem os interesses partidários como de costume à frente da Trofa. Questiono-me sobre o que seria dito e escrito no caso de no passado a junta de Bougado, ainda liderada por José Sá, tivesse organizado uma actividade semelhante e tivesse levado consigo Joana Lima, José Magalhães Moreira e Teresa Fernandes. Pois é caro leitor, chama-se dualidade de critérios. O eleitoralismo e a política subversiva dos incendiários cobardes com máscara de clone tem destas coisas.

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Responsabilidades maiores…em tempos mais calmos!

Goulart

Texto enviado por Sérgio Miguel Oliveira

As primeiras das muito poucas palavras que direi são para agradecer o convite do meu amigo João Mendes, para partilhar um texto da minha autoria, em que o conteúdo do mesmo poderia ser a minha escolha. Como tal, a minha vida gira em torno do Corpo de Bombeiros da minha terra e não poderia ficar indiferente a este novo rumo e então decidi aceitar o repto desafio do Mendes e cá está.

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Quase dois anos depois de não ter sido renovada a comissão de serviço como comandante do corpo de bombeiros, foi homologado o nome de João Pedro Goulart para voltar a comandar o corpo de Bombeiros da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa.

João Pedro Alves Goulart, Comandante do Corpo dos Bombeiros (CB) Voluntários da Trofa, toma hoje solenemente a posse do comando, embora já tenha sido legalmente homologada a sua nomeação. Está marcada para as 21 horas, no salão nobre da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, e é aberta a toda a comunidade.

Muito resumidamente, João Pedro Goulart é Bombeiro Voluntário no CB da Trofa desde 1988. O seu percurso, como elemento de comando, iniciou-se em 2004 tomando posse como Adjunto de Comando onde passado quase um ano nestas funções, foi proposto para 2º Comandante da Corporação da Trofa. Desde então, João Goulart progrediu hierarquicamente na estrutura do Comando, chegando a Comandante do CB em 2008 onde permaneceu até “que a direcção (Demissionária) entendeu não renovar a comissão de serviço”. Após essa mesma não renovação de serviço, o Comando ficou assegurado por Filipe Coutinho, 2º Comandante e pelo Adjunto de Comando Daniel Azevedo, que se viriam a demitir passado quase 1 ano depois.

Após a não renovação da comissão de serviço, foram muitos os nomes que surgiram, em vão, para ocupar o cargo de Comandante, nomeadamente nomes de pessoas (bombeiros, ou não!!…de outros CB’s), externas ao CB da Trofa, mas que por estima e consideração a alguns membros da direcção demissionária, surgiram como potenciais futuros Comandantes, o que criou alguma inquietação, mesmo que os bombeiros tenham tentando conseguir pelo seu esforço manter a atmosfera de compreensão no corpo activo.

Essa mesma inquietação, levou a que cada um se barafustasse da forma como queria, tendo alguns energúmenos posto em causa o bom nome da Associação, levando muitas pessoas a se admirarem, sem razão!!!.Havia quem só faltasse “engraxar” os sapatos ao Sr. Presidente da Direcção Demissionária, para que pudesse chegar ao “poder”. Houve até quem, com a posterior demissão do 2º Comandante Filipe Coutinho e do Adjunto de Comando Daniel Azevedo, chegasse a esse poder (porque o Comando interino de um CB é assumido pelo elemento mais graduado) e numa semana conseguisse criar restrições a todos os voluntários, mudar fechaduras das portas e criar em torno do CB algumas incógnitas.

Muita água correu por debaixo da ponte, muitas foram as conversas de corredor e muitos nomes continuaram a surgir. O ambiente não era o melhor, fazendo lembrar tão famoso discurso radiofónico:

Muro erguido pela lisonja, pelas informações tendenciosas, pelas redes de interesses, pelas cerimónias protocolares, pelas intrigas políticas, pelos despeitos, pelos conflitos de ideias ou processos de governo, a sua visão aguçada pelo sentimento das responsabilidades descobrirá nitidamente os que lamentam o povo e o exploram, os que deviam educar as massas e as enganam ou desmoralizam, os que invocam o Poder Público e desobedecem às leis, os que exercem violências em nome da justiça, os que praticam arbitrariedades em nome da autoridade, os que têm lugar de serventuários do Estado e o não servem, deturpando as intenções e inutilizando traiçoeiramente os esforças de quem governa.

Mas, chega o dia em que a direcção se demite. Direcção essa, que após a não renovação de João Pedro Goulart, a saída do Comando do 2º Comandante e do Adjunto de Comando, se demitiu, derivado ao Sr. Presidente da Assembleia Geral que “…assumiu frontalmente perante a direcção que o comandante só poderia vir do interior do Corpo de Bombeiros…” (opinião também de 95% do Corpo de Bombeiros).

Após a demissão dessa mesma direcção, é altura de dar um novo rumo a Associação. Chegada de novas eleições e eleita uma nova Direcção, liderada pelo Sr. Presidente Manuel Dias, que desde já felicito pelo enorme trabalho que têm feito e pela enorme disponibilidade para com todos, onde procura de imediato solução a todos os problemas que possam surgir em torno dos Bombeiros.

Mas o melhor não é necessariamente o mais virtuoso, nem o de maior talento, nem o mais culto, nem o mais forte, nem o mais activo, mas aquele que possui, se assim me posso exprimir, a mais alta média de qualidades úteis.

Esta mesma direcção soube e sabe ouvir os bombeiros, soube e saberá encontrar o conteúdo certo dentro deste Corpo de Bombeiros e não se deixará influenciar por “pessoas alheias”, tomando a decisão certa (a meu ver, pois pode haver quem não concorde) em escolher para Comandante do Corpo de Bombeiros João Goulart.

Quem o conhece, sabe do que o Homem é capaz. Caso para dizer, ” o bom filho a casa torna”.

Parabéns Sr. Comandante João Goulart. Parabéns Bombeiros!

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Só mais uma pequena observação, não querendo alimentar nenhuma polémica e deixando a minha opinião pública, queria só acrescentar um ponto, onde para bom entendedor, meia palavra basta:

Durante este espaço de tempo, bastantes coisas se passaram, coisas a que assisti ou em que tomei parte e que não muitos poderão testemunhar. Uma Associação tem que ser gerida por pessoas humildes. Pessoas que saibam conversar, ouvir e aconselhar, não por pessoas autoritárias, ameaçadoras, egoístas e egocêntricas que se julgam superiores aos restantes. E mais não digo que seria amesquinhar este momento augusto.

Um Abraço

Sérgio Miguel

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